sexta-feira, 31 de maio de 2013

Precisa-se


De pessoas que tenham os pés na terra e a cabeça nas estrelas.

Capazes de sonhar, sem medo dos sonhos.

Tão idealistas que transformem seus sonhos em metas.

Pessoas tão práticas que sejam capazes de transformar suas metas em realidade.

Pessoas determinadas que nunca abram mão de construir seus destinos e arquitetar suas vidas.


Que não temam mudanças e saibam tirar proveito delas.

Que tornem seu trabalho objeto de prazer e uma porção substancial de realização pessoal.

Que percebam, na visão e na missão de suas vidas profissionais, de suas dedicações humanistas em prol da humanidade, um forte impulso para sua própria motivação.

Pessoas com dignidade, que se conduzam com coerência em seus discursos, seus atos, suas crenças e seus valores.


Precisa-se de pessoas que questionem, não pela simples contestação, mas pela necessidade íntima de só aplicar as melhores idéias.

Pessoas que mostrem sua face de parceiros legais. Sem se mostrarem superiores nem inferiores. Mas... iguais.

Precisa-se de pessoas ávidas por aprender e que se orgulhem de absorver o novo.

Pessoas de coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados. Sem medo de errar.


Precisa-se de pessoas que construam suas equipes e se integrem nelas.

Que não tomem para si o poder, mas saibam compartilhá-lo.

Pessoas que não se empolguem com seu próprio brilho. Mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto.

Precisa-se de pessoas que enxerguem as árvores. Mas também prestem atenção na magia das florestas.

Que tenham percepção do todo e da parte.

Seres humanos justos, que inspirem confiança e demonstrem confiança nos parceiros.

Estimulando-os, energizando-os, sem receio que lhe façam sombra, mas sim se orgulhando deles.


Precisa-se de pessoas que criem em torno de si um ambiente de entusiasmo

De liberdade, de responsabilidade, de determinação,

De respeito e de amizade.

Precisa-se de seres racionais. Tão racionais que compreendam que sua realização pessoal está atrelada à vazão de suas emoções.


É na emoção que encontramos a razão de viver.

Precisa-se de gente que saiba administrar COISAS e liderar PESSOAS.

Precisa-se urgentemente de um novo ser.
                  
texto: Isaac Libermann
foto: "Em preto e branco"

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Atire a primeira flor 2

Quando tudo for pedra... atire a primeira flor.
 
Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo.
 
Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz. Traga para as trevas você primeiro a pequena lâmpada.
 
Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso.
 
Talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem.
 
Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se.
 
Quando ninguém souber coisa alguma e você souber um pouquinho, seja o primeiro a ensinar. Começando por aprender você mesmo, corrigindo-se a si mesmo.
 
Quando alguém estiver angustiado, a procura nem sabendo o que, consulte bem o que se passa. Talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja. Daí, portanto, você deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar que pode ser o único e mais sério ainda talvez o último.
 
Quando a terra estiver seca que sua mão seja a primeira a regá-la.
 
Quando a flor se sufocar na urze e no espinho, que sua mão seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga, a afagar a pétala, a acariciar a flor.
 
Se a porta estiver fechada de você venha a primeira chave. Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a primeira proteção e primeiro abrigo.
 
Se o pão for apenas massa e não estiver cozido, seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.

Não atire a primeira pedra em quem erra. De acusadores o mundo esta cheio.
 
Nem por outro lado, aplauda o erro, dentro em pouco a ovação será ensurdecedora.
 
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu.
 
Sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido, seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém.
 
Quando tudo for espinho atire a primeira flor, seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta. Compreendendo que o perdão regenera, que a compreensão edifica, que o auxilio possibilita, que o entendimento reconstrói.
 
Seja você, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor...
 
Rosemary Sadalla
foto: internet

sexta-feira, 24 de maio de 2013

140 mulheres presas por infração à Lei Maria da Penha

Um levantamento feito no banco virtual do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do MJ, dá conta que 140 mulheres foram detidas nos últimos cinco anos por - nos dizeres da lei - “causarem morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial” contra pessoas que convivem no mesmo ambiente familiar.
 
 
Os registros de prisões são referentes a dezembro de 2008 (primeiro semestre de análise que discrimina os crimes cometidos) e dezembro de 2012. As estatísticas são atualizadas todo semestre e as mais atuais foram disponibilizadas há um mês.
 
 
Os dados não traçam o perfil das vítimas, o que impossibilita saber quantos são homens e quantos são mulheres entre os agredidos pelas 140 detidas.
 
 
O número detecta simplesmente o uso de violência por parte das mulheres. Na outra ponta da agressão, segundo especialistas, estão namorados, noivos e maridos, mas também violentadas em relações homoafetivas, além de filhas, mães e irmãs vitimadas por agressoras.

 
Uma decisão recente e inédita em Mato Grosso do Sul produziu um efeito inverso do que está previsto na Lei Maria da Penha, criada há cinco anos para proteger as mulheres de agressões. O desembargador Dorival Renato Pavan acatou pedido de medida protetiva apresentado por um homem e proibiu que a ex-companheira dele se aproxime a menos de 150 metros do autor da ação.   Caso ela descumpra a determinação, terá que pagar multa de R$ 1 mil e ainda poderá ser presa em flagrante. A  Lei Maria da Penha prevê esse tipo de medida apenas para as mulheres vítimas de violência.
 
Em primeiro grau o autor havia sido solicitada a separação de corpos e a medida protetiva.  O juiz de acatou o pedido de separação de corpos, mas indeferiu a medida protetiva. A separação de corpos foi para que no futuro a ex-mulher não alegasse abandono de lar, o que poderia prejudicar o homem no processo de divórcio em andamento. Já a medida de proteção, segundo o autor,  foi apresentada porque desde que se iniciou o processo de separação, há um ano, a ex-companheira o teria agredido e ameaçado..
 
Ele  registrou dois boletins na delegacia de polícia. Na primeira, por ameaça e agressão e, na segunda, por ameaça. "Se você ficar com algum bem no divórcio, você não vai viver para ver esses bens", foi uma das ameaças que a ex-mulher teria feito por telefone, gravada pelo ex-marido. Também foram anexados fotos de ferimentos provocados por supostas agressões, uma delas praticada na frente do filho do casal.
 
A divergência está na partilha dos bens.A mulher, dona de um comércio na cidade, quer ficar com todos os bens da família. Em seu despacho, o desembargador Dorival Pavan afirma que as justificativas de que, por analogia, deve ser aplicada à Lei Maria da Penha nesse caso são aceitáveis. "A inexistência de regra específica que preveja medida protetiva de não aproximação destinada ao resguardo dos direitos dos homens (gênero masculino) não é justificativa plausível ao indeferimento de tal pleito, pois, reafirmo, o ordenamento jurídico deve ser interpretado como um todo indissociável e os conflitos de interesse resolvidos através da aplicação de princípios e da interpretação analógica de suas normas", decidiu o magistrado.
 
Ele diz ainda que a decisão tem a finalidade de evitar danos maiores até mesmo para a acusada, pois estando longe do ex-companheiro ela não corre o risco de sofrer um revide aos seus ataques. Como o processo corre em segredo de Justiça, a mulher não teve sua identidade informada.
Fonte: O Globo On Line
 

terça-feira, 21 de maio de 2013

O Poder da educação

Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educação.
 
Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar.
 
O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema e, por isso mesmo, o haviam convidado.
 
Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembléia em expectativa.
 
Postou-se à tribuna e logo em seguida, entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois cães.
 
A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada.
 
Logo em seguida, o outro criado abriu a gaiola em que estava o cão e este saiu em desabalada carreira ao encalço da lebre. Alcançou- com destreza trucidando- rapidamente.
 
A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admiração tomou conta da assembléia e os corações pareciam saltar do peito. Ninguém conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agressão.
 
Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro cão.
 
O povo mal continha a respiração. Alguns mais sensíveis, levaram as mãos aos olhos para não ver a reprise da morte bárbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco.
 
No primeiro instante, o cão investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanhá-la deu-lhe com a pata e ela caiu. Logo ergueu-se e se pôs a brincar.
 
Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranqüila convivência, saltitando de um lado a outro do palco.
 
Então, e somente então, Licurgo falou; "senhores, acabais de assistir a uma demonstração do que pode a educação. Ambas as lebres são filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os cães."
 
A diferença entre os primeiros e os segundos é, simplesmente, a educação."
 
E prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excelências do processo educativo.
 
"A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo."
 
Eduquemos nosso filho, "esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos a ele a despojar-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores."
fonte: "Depois da Morte" com base no cáp. LIV
ilustração: internet

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Como evitar golpes no namoro pela Internet


Como evitar abrir o coração e a carteira para um príncipe (ou princesa) encantador demais para ser verdade? Comece levando em conta as seguintes precauções:

Não alimente uma relação a distância pela Internet com um estranho. “Preferir quem mora perto reduz drasticamente a probabilidade de cair num golpe, pois a maioria dos golpistas procura vítimas fora de sua região para evitar ser pego ou processado”, observa a jornalista canadense Risha Gotlieb.

Nunca revele dados pessoais antes de se encontrar com o pretendente e desenvolver certo nível de confiança no outro. Embora seja tentador dividir todos os detalhes da vida com alguém por quem acreditamos ter nos apaixonado, os vigaristas contam exatamente com isso.

Use sites de busca para verificar os pretendentes. Quando Elizabeth Bernstein, do Wall Street Journal, conheceu na Internet alguém que parecia bom demais para ser verdade, ela copiou e colou no Google um dose-mails dele. O resultado? Aquele e-mail aparecia em vários sites que denunciam golpes na Internet.

Mande a foto de um pretendente para um site de busca reversa de imagem, como o tineye.com ou o Google Imagens (basta clicar na máquina fotográfica ao lado co campo de buscas). De acordo com Elizabeth, isso lhe permitirá ver os outros lugares onde a foto apareceu na Internet. Muitos trapaceiros usam fotos furtadas de perfis no Facebook.

Prefira sites de relacionamento pagos. O fato de ter de pagar para se inscrever pode intimidar quem não tem intenções sérias de encontrar um parceiro usando o serviço oferecido na Internet, segundo Natacha Amendt, gerente de marketing do be2 no Brasil. Mas não pense que não há predadores nesses sites. Talvez sejam apenas em menor número.

Desconfie de quem quiser se comunicar de imediato por bate-papo on-line ou por e-mail: talvez o objetivo seja obter acesso ao seu computador para furtar informações.

Desconfie também de quem não diz muito sobre si. Os perfis de golpistas em sites de relacionamento não são muito detalhados, pois assim eles não têm de se lembrar de todas as invenções. A maioria deles prefere evitar os detalhes de onde mora e diz que viaja bastante.

Não abra anexos de estranhos.Se você abrir uma foto, por exemplo, pode permitir, mesmo sem intenção, que um vírus contamine seu computador.

Não seja vítima de histórias tristes. Jody Buell, orientadora do site romancescams.org, diz que muitos golpistas afirmam ter perdido a mulher, um filho ou os pais num acidente, ou ainda alegam ter um parente com alguma doença grave, só para causar comoção.

Telefone para o pretendente assim que possível. De acordo com Elizabeth, quem soa plausível na Internet pode ser uma fraude óbvia ao telefone.

Verifique sites como romancescams.org, pigbusters.net e forascammer.blogspot.com. Se já enganou alguém, o pretendente pode estar por lá.

Nunca, jamais transfira dinheiro para um estranho

fonte Seleções
ilustração:internet

terça-feira, 7 de maio de 2013

Redução da maioridade penal


Se olharmos nossas leis penais, veremos que elas nunca dão um valor certo de pena. Elas estabelecem um mínimo e um máximo. No caso do homicídio, por exemplo, varia entre 6 e 20 anos. 

Digamos que a maioridade penal seja reduzida. E digamos que o menor cometa um homicídio e que o magistrado aplique uma pena base de 13 anos.


O Código Penal diz, também, que depois de estabelecida a base, o magistrado deve diminuí-la se houver atenuantes. E uma das atenuantes previstas na lei é a pessoa ter cometido o delito quando tinha menos de 21 anos. Como o adolescente estará necessariamente nessa categoria, a pena será diminuída. Digamos em três anos, o que também é comum. Ou seja, o menor receberá uma pena de 10 anos.


Dez anos de reclusão é menor do que três de internação, certo?


Em direito, não necessariamente. Isso porque há a progressão de regime. E, para ter direito a ela, a pessoa precisa ter cumprido um sexto da pena restante (ou dois quintos se for crime hediondo).


Um sexto de 10 anos são 20 meses. Ou seja, ele ficaria em regime fechado durante um ano e oito meses antes de ter direito ao regime semiaberto, no qual seria transferido para uma colônia agrícola ou industrial. Mas – especialmente em SP e RJ – faltam vagas em tais colônias. Como o preso não pode ser prejudicado pela incompetência do Estado em prover vagas, ele passa a ter direito ao regime mais benéfico depois do regime semiaberto: o regime aberto, no qual passa o dia fora e volta para dormir na casa de albergados.


Só que, novamente, não há casas de albergados na maior parte das comarcas brasileiras. Solução? Conceder a liberdade condicional, na qual ele sequer volta para dormir.


Enfim, ele estará em liberdade depois de passar pouco mais da metade do tempo que ficaria na Fundação Casa. O cenário só mudaria para penas acima de 18 anos (cujo um sexto são três anos). No caso do homicídio, ele teria de receber a pena máxima ou muito próxima da pena máxima possível (20 anos), porque o magistrado teria ainda que levar em conta a atenuante de ter cometido o crime com menos de 21 anos.


E não podemos nos esquecer que a maior parte dos menores infratores não comete homicídios, ou seja, estaria sujeita a penas máximas muito menores que 18 anos.


Então quem é a favor da redução da maioridade penal como mecanismo de manter o menor preso está errado em apoiar a redução da maioridade penal?


Não necessariamente.


Temos que levar mais duas coisas em conta:


Na prática, como falta de espaço apropriado para internação entre os 18 e 21, ao completar 18 anos o menor sai dos centros de nternação.


Logo, ele só passa efetivamente 3 anos internado se foi internado aos 15 anos. Se tiver cometido o delito depois disso, dificilmente ficará internado por mais de três anos. Ou seja, ‘a melhor idade’ para cometer um delito é entre 15 e 18 anos porque não se pode ser condenado como um adulto, mas também não se pode mantê-lo internado junto com os menores depois de ter deixado de ser menor. Na prática, ele acaba solto.


Simplesmente aumentar o tempo de internação de 3 para 6 anos - sem construir locais adequados para ele ficar internado entre os 18 e 21 anos - significaria que o menor, para ficar internado por 6 anos, precisaria cometer o ato infracional aos 12 anos.


Para manter o menor de 16 anos internado por 6 anos, teríamos que resolver o gargalo logísticos para mantê-los internados depois dos 18 anos, em locais diferentes dos menores de idade com quem coabitavam até completarem os 18 anos, e diferentes dos adultos (já que estão internados e não condenados). E isso tem custos financeiros enormes (vide a falta de colônias e casas de albergados mencionadas acima).


Por fim, não podemos nos esquecer que a maior parte dos atos infracionais cometidos por menores que acabam na mídia não são homicídios simples. São homicídios qualificados, cujas penas variam entre 12 e 30 anos e nos quais os magistrados tendem a começar com uma pena base por volta de 21 anos. Ou seja, depois de subtraído alguns anos pela atenuante, os dois quintos necessários para a progressão de regime (porque agora é crime hediondo) serão maiores que os 3 anos de internação nos centros de reeducação.


Mas homicídio qualificado (12 a 30 anos) e latrocínio (20 a 30 anos) seriam os únicos dois crimes que seguramente teriam um tempo de pena maior do que de internação. Os demais, dependeriam da pena aplicada pelo magistrado e da existência de vagas em colônias, casas de albergados ou centros de internação.


Embora seja confortável restringir o debate à modificação - ou continuação - da lei atual, o debate é inútil sem abordarmos outros problemas conexos, como os dos locais de cumprimento da pena ou de internação, a progressão de regime, as atenuantes, a reincidência e o tamanho das penas possíveis.

fonte e ilustração: Folha de São Paulo 06/5/2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A liçao do jardineiro

Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.
Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.
O garoto ligou para uma mulher e perguntou: "A senhora está precisando de um jardineiro?"
"Não. Eu já tenho um", foi a resposta.
"Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo.”
"Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso."
O garoto insistiu: "eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço."
"O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora."
"Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível."
"Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa."
Numa última tentativa, o menino arriscou: "o meu preço é um dos melhores.”
 "Não", disse firme a voz ao telefone. "Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom."
Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: "Meu rapaz, você perdeu um cliente."
"Claro que não", respondeu rápido. "Eu sou o jardineiro dela.
Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo."
Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos
a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?
E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?
Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?
Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?
Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?
E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?
fonte: Momento Espírita
ilustração: roselândia
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