domingo, 24 de fevereiro de 2013

As flores, as cores e seu significado


Certamente o primeiro e mais importante significado que sempre acompanha as flores é "Você é importante para mim". Quem presenteia alguém com flores, seja seu amigo(a), amor, ente querido, cliente ou parente está sempre enviando uma mensagem de carinho e consideração para essa pessoa e demonstrando e seu apego e interesse. Hoje em dia, os próprios arranjos desenvolvidos pelos floristas profissionais procuram combinar a simbologia de diversas flores com outras técnicas de design e estilo para expressar de forma conveniente os mais diversos sentimentos e ocasiões.No entanto, desde a antiguidade se convencionou criar simbolismos para flores específicas. Existem variações para essa simbologia, mas as mais comuns são:

Alstroemerias = felicidade
Amarílis = Orgulho
Camélia = Beleza perfeita
Cravos = distinção, paixão feminina
Crisântemo = Bons votos
Gardênias = juventude e jovialidade
Girassol = Altivez
Jasmim = Graça e elegância
Lírio = Pureza
Margarida = Inocência
Narciso = Vaidade
Orquídeas = beleza
Rosas = amor
Tulipa = Declaração de amor
Violetas = fidelidade, modéstia


Significado das cores
Eternos símbolos do amor, as rosas ganharam até uma "linguagem" própria: dizem que a cor das suas pétalas também levam mensagens. As vermelhas simbolizam as emoções apaixonadas, as cor-de-rosa estariam ligadas aos amores sublimes, as brancas ao amor puro e incondicional, enquanto as amarelas são misteriosas - uns dizem que simbolizam o ciúme, enquanto outros afirmam que estão ligadas aos amores afortunados.


As Cores dos Buquês de Rosas e seus Significados

As rosas sempre fascinaram o ser humano. Sempre em busca de atribuir algum significado oculto a tudo que percebe como maravilhoso e que se identifica com seu lado sentimental, as pessoas começaram a atribuir significados as diferentes cores das rosas. Assim, toda vez que alguém ia presentear outra pessoa com um buquê de rosas, ela tinha que observar se as cores do buquê de rosas estavam adequadas à ocasião e a pessoa que iria receber o presente.

Segundo a lenda, esse costume era muito difundido nos países do Oriente Médio e conta-se que tenha começado na Antiga Pérsia e foi evado para a Europa por um lorde inglês na época do reinado da Rainha Vitória. Os detalhes desses significados foram perdidos para sempre e, até nossos dias, chegaram apenas pequenos fragmentos desse costume e dessa antiga arte de se comunicar através das rosas. Flores que, sem qualquer dúvida, possuem o mais amplo lugar no imaginário da humanidade. Sendo associadas ao bem, ao mal, a deuses pagãos, a Jesus Cristo, a Maria (Mãe de Jesus) e até mesmo usada em rituais de magia negra.


Buquê de Rosas Vermelhas
Um buquê de rosas vermelhas tem seu significado ligado à paixão e aos desejos carnais. Luxúria em forma de flor, as rosas vermelhas traduzem o fogo que queima nos corações apaixonados e o desejo que arrebata e impele o ser humano para a continuidade da espécie. A rosa vermelha isolada e com espinhos é associada à Paixão de Cristo.

Buquê de Rosas Brancas
buque-de-rosas-brancas1Um buquê de rosas brancas deve ser presenteado sempre que sua intenção seja ressaltar a pureza, desejam refletir a dignidade e a extrema importância que a pessoa presenteada tem ou transmite para você. São também associadas à Maria e descritas nos Mistérios do Rosário.

Buquê de Rosas Cor-de-Rosa
Um buquê de rosas cor-de-rosa pode assumir um significado diferenciado se for em um tom mais claro ou mais escuro. Rosas mais claras traduzem sua simpatia e admiração pela pessoa presenteada; rosas mais escuras significam gratidão extrema e grande simpatia. No entanto, nos dias atuais, se considera como um significado mais apropriado para as rosas cor-de-rosa uma mostra de graça e gentileza para com o presenteado.

Buquê de Rosas Laranjas
Um buquê de rosas cor-de-laranja ou corais significam desejo contido e entusiasmo preste a aflorar. Deve sempre ser presenteado em ocasiões sociais em que se tenha alguma intimidade com o presenteado.

Buquê de Rosas Cor-de-Chá
Um buquê de rosas cor-de-chá significa desejo de lembrança eterna da pessoa presenteada ou de um momento especial vivido pelos dois. Pode ser também apresentado como um símbolo de reverência e respeito aos mais idosos.

Buquê de Rosas Amarela
Um buquê de rosas amarelas traduz o seu desejo de demonstrar satisfação e alegria. Podem também servir como alerta para que o presenteado tenha mais cuidado no trato com os que lhe querem bem. Se o buquê de rosas amarelas vier misturado com rosas vermelhas, isso pode significar a lembrança ou a manifestação de uma felicidade jovial; quase infantil.
O que importa mesmo é que, seja que significado tenha, um arranjo de rosas é um presente que agrada sempre e cativa os olhares de todos. Do momento em que entre em cena, na casa do presenteado, um buquê de rosas é um presente inesquecível e que remete sempre a boas lembranças e a momentos felizes.
Fonte: Floricultura Rosa Vermelha
fotos: internet

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Fácil e difícil

É difícil fazer alguém feliz,
Assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo,
Assim como é fácil não dizer nada.
É difícil se fiel,
Assim como é fácil se aventurar.
É difícil valorizar um amor,
Assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer por hoje,
Assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil abrir os olhos e enxergar o que de bom a vida lhe deu,
Assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz,
Assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir,
Assim como é fácil fazer alguém chorar.
É difícil se por no lugar do outro.
Assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado!
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar!
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você!
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil se entregar?!
Mas quem disse que é fácil ser feliz!
Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível...
Precisamos acreditar, ter fé
E lutar para que apenas não sonhemos,
Mas também que tornemos os sonhos,
Realidade...!!

Extraído do Boletim do
Grupo Cantinho de Luz (março/09)
ilustração: Correio Braziliense

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O que há numa escrita

Há algum tempo, li a crônica de Roberto DaMatta no “Estadão”.

Por entender ser a mesma importante para aqueles que, de uma forma ou de outra, trabalham com a palavra escrita, resolvi trazer trechos da mesma:

O que há numa escrita

“A todos nós foi dada a capacidade de falar. E a alguns a de escrever essa forma admirável de pensar. Nela, falamos sem produzir sons, mas desenhando símbolos. O lado de dentro importa mais do que o de fora. É normal escrever para si mesmo já o falar nos leva a um hospício. Na fala e na escrita há ouvintes e leitores, mas na fala o interlocutor deve estar presente, pois as palavras exigem o outro. Já na escrita, é preciso desenrolar o pergaminho, abrir o livro ou a carta para ouvir o seu autor (ou autores) e descobrir o seu espírito e as suas intenções. Ou imaginar o eventual leitor. Num caso, o som tem parentesco com o barulho e o caos; no outro, há aquele silêncio que é a marca maior do ato de escrever - essa nobre, essa soberana, essa orgulhosa e altruística ação que só nós, humanos, conhecemos, pois o escrever fica, mas o falar passa...

Fiz uma conferência e ganhei uma caneta-tinteiro. Na viagem de volta, preso na dura solidão coletiva de um avião lotado pelo duopólio aéreo instituído no lulo-petismo, escrevi o meu velho nome. Fui imediatamente remetido a Juiz de Fora e a uma humilde escola do bairro dos operários, quando a professora nos iniciou na nobre arte de escrever à tinta. Tomei contato com as penas de metal que, na ponta de um cilindro de madeira da pior qualidade (providenciada, é claro, pelo Ministério da Educação e Cultura), serviam como instrumentos de escrita depois de serem mergulhados nos frascos cheios daquele misterioso líquido azul-marinho.

A mestra explicava que escrever à tinta beirava o "eterno". Com o lápis tudo podia ser apagado como se não tivesse existido, exatamente como as palavras faladas a serem levadas pelo vento. Mas com a tinta, esse material perigoso (e marcante) que agora teríamos que usar, as coisas ficavam. Qualquer descuido, caía um pingo no papel, manchando-o e dele tirando a pureza feita em branco; por outro lado, se a "pena" ficasse saturada, a escrita transbordava o papel. Fomos depois apresentados a um personagem importante: o mata-borrão que como um guardanapo à boa mesa, acompanhava o ato de escrever à tinta.

Escrever à tinta dá asas à fantasia de imortalidade. É a antessala do livro, do decreto, da placa de bronze e do "documento". Pois entre nós - humanos -, a execração, o ódio, e o insulto cabem também ou até mais no papel do que na fala. A fala, sendo curta e exigindo a pessoalidade, tem mais limites do que a carta escrita com maldade e ódio, vingança e ressentimento. Ademais, a "escrita", como os decretos e as leis, pode ser anônima ou coletiva. Pois como aprendi com aquela humilde professora, o que falamos fica na memória, mas o que foi escrito permanece. Seja como um ato de amor ou como prova de arrogância e de transtorno mental. Cuidado, dizia ela, com o que você escreve à tinta - com aquilo que, impresso, não pode ser apagado”.

Roberto DaMatta –Estadão 12/10/11
ilustração: freepik
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