terça-feira, 11 de junho de 2013

Hiperplasia Prostática Benigna: Curiosidades

Lembre-se que os sintomas originados pelos problemas da próstata são muito semelhantes.
Quaisquer informações não devem ser tomadas como recomendação e um profissional da área deverá ser consultado.


HPB – Hiperplasia Prostática Benigna é uma condição bastante comum que afeta muitos homens a partir de 50 anos de idade. Dois em cada cinco homens (41 %) com a idade acima de 50 anos e três a cada quatro (75 %) dos homens nos seus 70 anos ou mais têm problemas com a passagem da urina, que pode ser causada pela HPB.
A glândula da próstata cresce vagarosamente à medida que o homem envelhece. Em alguns casos, a glândula pressiona o tubo pelo qual passa a urina (uretra). Quando isso ocorre, torna-se difícil a passagem da urina. Pode ocorrer que o jato de urina fique muito fraco ou que o homem sinta dificuldade em esvaziar a bexiga. Entretanto, esses sintomas urinários podem também ser causados por outros problemas, como infecção urinária e outros problemas da próstata. Se você sentir qualquer dos sintomas descritos acima, não hesite: procure um urologista para descobrir o que está causando o problema.
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) não é um tipo de câncer e não aumenta o risco de que o paciente desenvolva um câncer.


Os sintomas originados pelos problemas da próstata são muito semelhantes e podem incluir um ou vários dos seguintes:
  • Jato de urina muito fraco ou reduzido.
  • Necessidade freqüente de urinar, especialmente à noite.
  • A sensação de que sua bexiga não se esvaziou completamente e ainda persiste a vontade de urinar.
  • Dificuldade de iniciar a passagem da urina.
  • Dificuldade de interromper o ato de urinar.
  • Urinar em gotas ou jatos sucessivos.
  • Necessidade de fazer força para manter o jato de urina.
  • Necessidade premente de correr ao banheiro – pode, inclusive, ocorrer que a urina vaze antes que chegue lá.
Sintomas menos comuns incluem:
  • Dor durante a passagem da urina.
  • Dor quando ejacula.
  • Dor nos testículos.
Ocorrendo qualquer desses sintomas, você deve imediatamente consultar um Urologista para descobrir a causa do problema.

A partir dos 40 anos de idade, é recomendado que o homem marque uma consulta com um médico urologista. É por volta dessa idade que começam a aparecer os sintomas relacionados aos problemas de saúde masculinos. É de grande importância que o homem seja adequadamente informado sobre as doenças que podem afetá-lo com o avançar da idade, ou seja, apesar dos preconceitos de conteúdo cultural, o urologista deve ser procurado sempre que houver qualquer tipo de dúvida relacionada à saúde do homem. 
O toque retal é um exame extremamente importante tanto para constatar a presença da HPB como para descartar a hipótese de câncer de próstata. Durante o exame, o médico pode avaliar o tamanho e a consistência da próstata além de descobrir nódulos que podem ser indício de câncer de próstata. 
O exame de sangue realizado é complementar ao exame físico realizado pelo urologista. Neste exame é dosada uma substância presente no sangue denominada Antígeno Prostático Específico (PSA), que aumenta em casos de HPB e de câncer de próstata. Porém, o fato do nível de PSA estar elevado não indica obrigatoriamente que o homem tenha câncer de próstata ou HPB, sendo necessária pesquisa adequadamente direcionada pelo médico. 
É importante ressaltar que o PSA, apesar de ser um exame importante, não descarta a necessidade do exame do toque retal. A melhor forma de diagnosticar tanto o HPB quanto o câncer de próstata é através dos dois exames realizados juntos. Portanto, procure um urologista para melhores informações sobre sua saúde.


O tratamento depende de quanto ruins ou intensos são os sintomas, de quanto eles afetam as atividades do dia a dia e da qualidade de vida. Em caso de sintomas brandos, pode não ser necessário nenhum tratamento específico. O médico fará o acompanhamento do paciente e conversará a respeito de algumas mudanças simples no estilo de vida do mesmo que ajudarão a diminuir os sintomas. Por exemplo, o médico pode informar-se a respeito dos líquidos que o paciente ingere e recomendar a redução no consumo de álcool e de bebidas que contenham cafeína, como o café e o chá. Essas bebidas tornam piores os sintomas.
Se os sintomas estão se tornando mais agudos e causando problemas, discuta com o seu Urologista a respeito das opções de tratamento. Elas vão desde o uso de medicamentos até a necessidade de cirurgia.
Dependendo dos sintomas e dos resultados de exames, o médico pode recomendar várias opções de tratamento:

Espera/Observação: Em casos em que os sintomas da hiperplasia prostática são leves, os médicos podem recomendar uma abordagem de esperar e observar, muitas vezes pedindo para que os pacientes observem os sintomas da HPB antes de buscar outros tratamentos. 

Medicamentos para a hiperplasia prostática: Os médicos muitas vezes receitam medicamentos para controlar os sintomas da hiperplasia prostática. Esses medicamentos incluem alfa-bloqueadores, que relaxam os músculos em volta do colo da bexiga, tornando o ato de urinar mais fácil, e inibidores de alfa-redutase, que servem para encolher o tamanho da prostata. 

Terapias de calor e micro-ondas: São tratamentos minimamente invasivos, que usam a energia de micro-ondas ou de calor para reduzir os sintomas apresentados por uma próstata aumentada. 

Ressecção Transuretal da Próstata (RTUP): Este é um procedimento cirúrgico realizado para remover tecido da próstata aumentada. 

Terapia a laser: Esta opção remove tecido obstrutivo da prostata pelo uso de lasers de alta energia. 

Stents prostáticos: Esta opção é reservada para aqueles pacientes que nao sao candidatos a tratamento cirurgico e que apresentam retencao urinaria devido a uretra obstruída pelo aumento da prostata.

Plasma Botton Evaporação: nova técnica que, através do plasma provoca a vaporização dos tecidos. Permite uma rápida recuperação do paciente e redução de vários transtornos típicos de processos operatórios.

Embolização das Artérias da Próstata: procedimento minimamente invasivo, ainda em fase experimental, semelhante ao cateterismo, onde um minúsculo tubo flexível é introduzido na artéria femoral, navegando até a próstata e injetando substância com o objetivo de reduzir a sua circulação e provocar a diminuição de tamanho e aliviar a obstrução da uretra permitindo a passagem da urina.

ATENÇÃO: cada procedimento é adequado a um tipo de paciente e deve ser realizado com orientação médica (preferencialmente um urologista).


A HPB está intimamente relacionada com a idade do homem. Mas muitos estudos já estudaram a relação de outros fatores com o desenvolvimento dessa doença. 
Sabe-se, por exemplo, que com o consumo de gorduras saturadas e zinco aumentam as chances de um paciente possuir uma HPB sintomática. O consumo de frutas tem efeito contrário. Outros fatores também são citados como relacionados ao desenvolvimento da HPB: : valores altos de PSA, doença cardiovascular prévia, obesidade e diabetes. Um estudo chegou até mesmo a identificar que a história familiar de câncer de bexiga pode aumentar as chances de o paciente desenvolver a HPB. 
Ou seja, todos os estudos mostram que além da idade, o cuidado com a alimentação é de grande importância na prevenção da HPB. Não somente a HPB seria evitada com uma boa alimentação, mas também diversas outras doenças, como a hipertensão e o infarto do coração



A HPB é uma doença que apresenta índice de mortalidade baixa quando bem tratada. Porém se não tratada, a próstata pode crescer tanto a ponto de ocluir por completo o canal da urina causando retenção urinária. O paciente com retenção urinária não consegue esvaziar a bexiga, podendo ocasionar grandes incômodos e infecções urinárias que podem se tornar sérias, levando o paciente muitas vezes à morte por infecção generalizada. Além disso, a retenção urinária pode danificar os rins e causar insuficiência renal (paralisação dos rins), também podendo ser motivo da morte do paciente. Logo, é de grande importância, para que haja cura da doença, que o paciente acompanhe todas as etapas do tratamento de forma adequada, conversando sobre elas com seu médico.


fonte: Associação Pela saúde da próstata
ilustração: internet


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