quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A fábrica de pensamentos

Era uma vez, uma linda fábrica chamada mente que produzia pensamentos. Esses pensamentos eram neutros – nem bons nem ruins. Para produzir esses pensamentos ela ia buscar a matéria prima no fornecedor chamado coração.

O coração lhe fornecia os insumos básicos chamados sentimentos. Na fábrica cada pensamento produzido era mergulhado num sentimento escolhido e assim ficava pronto o produto final: um pensamento revestido de sentimento.

A matéria prima sentimentos era encontrada de dois tipos: densa ou sutil. Na densa encontramos uma grande variedade em forma de mágoa, culpa, intolerância, ressentimento, ciúme, crítica, orgulho, ansiedade, medo, exagero, vingança, agressividade, compulsão, gula, raiva, ódio, preconceito, egoísmo, desonestidade, ilusão, solidão, rigidez, insegurança, mentira, pressa repressão, tristeza, vício, vaidade, impaciência, depressão, etc...

Na sutil também tinha uma enorme variedade de sentimentos: humildade, perdão, coragem, amor, compaixão, honestidade, compreensão, solitude, paz, justiça, paciência, tolerância, segurança, sinceridade, desapego, calma, tranqüilidade, alegria, serenidade, confiança, esperança, etc...

Esse produto final era enviado ao mercado chamado meio ambiente para que as pessoas pudessem escolher, por sintonia, e levá-los consigo, passando a vibrar na mesma freqüência vibratória do produto escolhido; ou então, o produto final era enviado diretamente ao cliente, que só recebia se tivesse sintonia, ou seja, se vibrasse na mesma freqüência do produto pensamento lhe enviado.
 
Uma parte, do que a fábrica produzia, não podia ser reciclada, e era lançada ao rio chamado corpo físico. A depender do tipo de matéria prima utilizada – sentimentos densos ou sentimentos sutis – o rio ficava ou não poluído.

O rio corpo físico ficava poluído, sempre que recebia material dos produtos feitos com a matéria prima dos sentimentos densos.

O processo de limpeza do rio corpo era chamado de doença. Esta expurgava do corpo todo o material denso que a fábrica tinha lhe lançado. Quanto mais matéria prima de sentimento denso era utilizada na produção do produto pensamento, mais poluído o rio ficava e mais grave era a doença como processo de limpeza do rio corpo.
 
Após o processo de doença o rio corpo voltava a respirar tranqüilo, sereno, alegre e feliz.

O rio corpo físico permanecia saudável e radiante, sempre que a fábrica produzia pensamentos recheados de sentimentos sutis.

fonte: A era do espírito
ilustração: internet

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A história do martelo

Quando ficamos muito preocupados e sofremos por antecipação, geralmente imaginamos coisas ou tiramos conclusões antecipadas de algo que ainda nem ocorreu, muitas vezes equivocadas. É a tal ansiedade tomando conta de nós. Não devemos deixar essa sensação de medo, de insegurança tomar conta do nosso íntimo, fazendo com que sofremos por antecipação, ou pior, que tomemos atitude “insanas" pelo simples fato de não sabermos esperar. Veja o que acontece quando nos antecipamos aos acontecimentos:

Um homem queria pendurar um quadro. O prego ele já tinha, só faltava o martelo. O vizinho possuía um, e o nosso homem resolveu ir até lá pedi-lo emprestado. Mas ficou em dúvida:

"E se o vizinho não quiser me emprestar o martelo?

Ontem ele me cumprimentou meio secamente.

Talvez estivesse com pressa.

Mas isso devia ser só uma desculpa.

Ele deve ter alguma coisa contra mim.

Mas por quê? eu não fiz nada!

Ele deve estar imaginando coisas.

Se alguém quisesse emprestar alguma ferramenta minha eu emprestaria imediatamente.

Por que ele não quer me emprestar o martelo?

Como é que alguém pode recusar um simples favor desses a um semelhante?

Gente dessa laia só complica a nossa vida.

Na certa, ele imagina que eu dependo dele só porque ele tem um martelo. Mas, agora chega!"

E correu até o apartamento do vizinho, tocou a campainha, o vizinho abriu a porta. Mas antes que pudesse dizer "Bom Dia", o nosso homem berrou:

"Pode ficar com o seu martelo, seu imbecil!"

Quantas vezes deixamos de realizar algo bom pensando no que os outros iriam pensar de nós!

Do livro: Sempre Pode Piorar ou A Arte de Ser (In) Feliz - Uma abordagem psicológica - Paul Watzlawick
Ilustração: stock.schng

domingo, 15 de janeiro de 2012

Eleição do ‘corrupto do ano’ na internet

O pré-carnaval do Rio de Janeiro vai ter uma festa diferente este ano: é o baile do “Pega Ladrão”, marcado para a próxima quinta-feira, onde os políticos envolvidos em suspeitas de corrupção vão ser “homenageados” com o Troféu Algemas de Ouro. A celebração é organizada pelo Movimento 31 de Julho e recebe o apoio de outros grupos anticorrupção que, desde o ano passado, vêm promovendo manifestações por todo o Brasil.

Para eleger quem seria o político mais impune do Brasil, foi criada uma enquete no Facebook e sugeridos nove nomes. Além dos seis ministros do governo Dilma demitidos após denúncias de irregularidades, completam a lista o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), o ex-ministro José Dirceu (PT), réu no processo do mensalão, e a deputada Jaqueline Roriz (PMN), absolvida em agosto pela Câmara depois de ter sido flagrada em vídeo recebendo dinheiro.

Os critérios para a escolha dos candidatos foram definidos pelos organizadores do concurso e estão explicados no blog do movimento (movimento31dejulho.blogspot.com). A votação termina hoje. Por enquanto, quem lidera a competição é Sarney, seguido por Dirceu e Jaqueline. Até sexta-feira, mais de 6 mil pessoas haviam votado. O baile de premiação será no Clube dos Democráticos, no bairro da Lapa, reduto da boemia carioca.


“Nós já compramos as algemas e os três primeiros colocados vão recebê-las: tem a de ouro, a de prata e a de bronze”, diz uma das organizadoras do evento, Ana Luiza Archer. A trilha sonora da festa também foi pensada para prestigiar a ocasião: no salão serão tocadas marchinhas e sambas que remetem à impunidade da política brasileira, como Se gritar pega ladrão, de Bezerra da Silva, e Onde está a honestidade?, de Noel Rosa.

 
Segundo Ana Luiza, a ideia de promover um baile e não uma marcha na rua como os protestos anteriores surgiu para aproveitar o clima mais descontraído desta época do ano, que se aproxima do carnaval. “Janeiro é mês de férias, de festas, ninguém está com cabeça para pensar em manifestação”, diz, lembrando que “a alegria e o deboche também são formas de protestar”.

Planejamento. Ela afirma que essa será a primeira de muitas ações que os movimentos anticorrupção estão preparando para este ano. A intenção é realizar manifestações mensais com objetivos mais específicos, para acabar de uma vez com as críticas de que os grupos que surgiram em 2011 não defendem bandeiras claras. “Entendemos que com ações focadas fica mais fácil mensurar o resultado, para não dar a impressão que a causa ‘contra corrupção’ é gigantesca”, afirma.

A próxima manifestação, por exemplo, vai focar o processo do mensalão, que deve ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio. Entre os planos também está a realização, no mês de março ou de abril, de um “show protesto” na orla carioca para reunir artistas que se identificam com a causa.

fonte:Estadão 15/01/2012
ilustração: Estadão
músicas: youtube - Paula Toller e Fundo de Quintal

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O que significam nossos gestos?

Há mais sabedoria no nosso corpo do que na nossa filosofia mais profunda.

Acariciar o queixo: Reflexão antes de uma decisão.

Cruzar os braços: Atitude defensiva

Inclinar a cabeça para a frente: Interesse pelo que se ouve.

Entrelaçar os dedos: autoridade, espera por reações.

Esfregar o olho: Dúvida, incredulidade.

Mexer no cabelo: insegurança, desejo de seduzir.

Comprimir os lábios: desconfiança, desagrado.

Levar as mãos aos quadris: disposição para fazer ou dizer algo importante.

Esfregar as mãos: antecipar algo que está por acontecer.

Tamborilar: Impaciência, pressa.

Olhar para o chão: não acreditar totalmente no que está sendo dito.

Abrir as mãos com as palmas voltadas para cima: sinceridade, inocência.

Cruzar as pernas com um dos pés em movimento: chateação ou impaciência.

Sentar-se na beira da cadeira: vontade de ir embora.

Sentar-se com as pernas abertas: atitude relaxada.

Unir os calcanhares: medo, apreensão.
Extraído do livro: Nietzsche para estressados – Allan Percy
ilustração: Sharon Stone - uol
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