sábado, 1 de setembro de 2012

Inspiração do poeta

Conta-se que, num dia qualquer, o compositor Almir Sater estava em São Paulo para uma temporada. Em certo momento, desceu do seu apartamento para tomar um cafezinho num mercado ali perto.


Encontrou um amigo, que o convidou para experimentar uma viola que acabara de comprar. Enquanto tomavam café, Almir dedilhou a viola e soltou a voz:


Ando devagar... ao que o amigo emendou... porque já tive pressa.


Dizem que essa maravilha chamada Tocando em frente, ficou pronta em dez minutos. Um dia, alguém perguntou ao Almir como essa música fora feita e ele respondeu: Ela estava pronta. Deus apenas esperou que eu e o Renato nos encontrássemos para mostrá-la para nós.


Será verdade ou será mais uma dessas lendas que se inventam, a respeito de pessoas célebres e suas produções?


Lenda ou verdade, não importa. O que sabemos é que a inspiração existe e disso entendem muito bem os gênios de todos os matizes.


E a letra e música de Tocando em frente são uma joia rara.


Convidam-nos a parar em meio à correria, a viver com mais vagar, como a saborear cada momento.


Também nos recordam que, na vida, lágrimas e sorrisos se sucedem.


Assim dizem os versos:


Ando devagar porque já tive pressa.


E levo esse sorriso, porque já chorei demais.


Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe...


Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei...


Há tanto para aprender. E quantos cremos ser superiores, por entendermos disso ou daquilo. E, contudo, quem verdadeiramente se dedica a aprender, descobre que quanto mais aprende, mais há a ser pesquisado, descoberto.


Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.


O planeta Terra é o grande laboratório Divino em que provamos a dor, a alegria. Em que nos extasiamos ante a manhã que se espreguiça e nos encantamos com a riqueza das pessoas.


Cada uma com seu talento especial, sua forma de ser, de agir em nossas vidas.


E, neste planeta de provas e expiações, com quantas delícias nos agracia Deus. Sabores de frutas, consistências inúmeras.


É preciso tudo provar. Aprender a degustar, reconhecendo o sabor de cada fruta, do trigo transformado em pão, do grão triturado, moído, servido com aroma de café.


Mas é preciso o amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, continua cantando o inspirado poeta.


Sim, o amor nos é imprescindível porque fomos criados e somos mantidos pelo amor de Deus, trazendo essa essência Divina em nossa intimidade.


E somente sorri, num mundo de tanta perversidade ainda, quem já descobriu o segredo da vida na Terra, que se chama oportunidade e progresso.


Por isso, cada um de nós compõe a sua história. E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, de ser feliz.


E, como todo mundo ama, todo mundo chora, não esqueçamos que um dia a gente chega, no outro vai embora.


A vida é transitória. Aproveitemo-la, ao máximo, vivendo com a família, os amigos. Produzindo na sociedade, deixando nossas marcas de luz para, como alguém já falou, quem venha atrás, possa dizer: Por aqui passou um ser iluminado. Uma estrela...


Redação do Momento Espírita.

4 comentários:

Larissa Bohnenberger disse...

Nossa! Lindo texto! E inspirado em uma canção das mais inspiradoras, sem sombra de dúvidas. Eu acredito que uma letra tão perfeita como essa já estivesse pronta, sim.

"Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz"

Bjs!

Yvette Maria Moura disse...

adorei esta reflexão do Momento Espírita transcrita aqui. também gostei muito do seu blog. um abraço fraterno e votos de luz e paz!

Felipe disse...

Penso como você Larissa.
Grato pelo lindo comentário.
Beijão

Felipe disse...

Yvette
Momento Espírita sempre nos trás lindos textos.
Apareça sempre.
Muita Paz!

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