domingo, 27 de fevereiro de 2011

Dramas de um apaixonado

- Quando a conheci eu tinha apenas 16 anos. Ela, eu não sei. Fomos apresentados numa festa por um rapaz que se dizia meu amigo. Foi atração à primeira vista.

- Ela me enlouquecia. Nossa ligação chegou a um ponto que já não conseguia viver sem ela.

- Mas era uma relação proibida. Meus pais não aceitavam. Fui repreendido na escola e passei a buscá-la às escondidas. Mas aí não deu mais. Fiquei louco. Eu queria, mas não a tinha. Eu não podia permitir que me afastassem dela. Eu a desejava, sempre mais.

- Num dia de descontrole eu bati o carro, quebrei tudo dentro de casa e quase matei minha irmã.

- Eu estava louco, desesperado, precisava dela...

- Hoje tenho 39 anos. Estou internado num hospital, sou inútil e vou morrer abandonado pelos meus pais, pelos amigos e por ela.

- Sabe qual o seu nome?

- Cocaína.

- Devo a ela minha juventude, minha vida, minha destruição, minha morte..."
Esse desabafo vem assinado por um famoso cantor norte-americano que morreu há alguns anos e foi transcrito no jornal interno de uma empresa multinacional, visando alertar pais e filhos sobre o drama de pessoas que se tornam dependentes de drogas.

Hoje o texto circula pela Internet, e é dedicado a todos os jovens apaixonados por ela, ou não, para que meditem sobre esse tipo de obsessão que não leva a nada, só destrói.

É um alerta aos pais de que é necessário preencher o vazio que se instala no coração dos jovens, para que eles não procurem apoio em braços de falsos amigos, que podem apresentá-los às drogas.

E quando se fala em drogas, não imaginemos que o perigo está somente naquelas que são proibidas.

Há muito jovem entregando sua saúde, sua juventude, seus sonhos e a sua vida, a esses venenos livres que conhecemos como cigarro e álcool.

São drogas socialmente aceitas, mas que têm levado muitos dos nossos moços a um sinistro fim, sob os olhares passivos de pais e de governantes.

Quanto vale, afinal, a vida de um jovem?

Certamente nem todo o dinheiro arrecadado com impostos sobre a comercialização desses venenos, vale a vida de um cidadão.

Mas é preciso que as famílias acordem para essa triste realidade e tomem providências urgentes.

De nada vale cruzarmos os braços e criticar as fábricas de cigarros e de bebidas alcoólicas, pois se não houvesse consumidores os produtos não estariam à venda.

O que temos que fazer, como cidadãos conscientes da necessidade de mudar esse quadro, é agir diretamente junto à raiz do problema. E vamos encontrá-la na intimidade de cada lar, onde os pais dão o exemplo e sustentam os vícios dos filhos, por não terem, eles mesmos, força e coragem suficientes para romper com seus próprios vícios.

Que o desabafo do cantor que perdeu tudo para a cocaína sirva de alerta para todos nós, e que possamos fazer algo positivo para ajudar nossos jovens a não seguir pelo mesmo caminho.

Redação do Momento Espírita, baseado em texto recebido por e-mail
fonte: internet

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Hotéis de gelo

Você abre seus olhos e enxerga a luz suave e difusa da fibra ótica e do amanhecer.
O gelo circunda você. Parte dele entalhado em forma de móveis e esculturas, parte na forma de blocos maciços que compõem as paredes, o teto e até mesmo o piso.
Apesar da beleza do quarto, porém, é hora de levantar. Afinal, a temperatura do seu cômodo é de menos cinco a menos oito graus celsius, e você acabou de passar a noite em um saco de dormir sobre uma base de gelo.
Esta é parte da experiência pela qual muitos passam quando se hospedam nos chamados hotéis de gelo.
São edificações inteiras, com quartos, salas, recepção, salões, restaurantes, construídas apenas com blocos de gelo.
Anualmente, em algumas regiões do planeta, essas obras incomparáveis da engenharia moderna são edificadas para receber hóspedes de todo o mundo.
São, usualmente, construídas ao lado de grandes rios, onde é possível se obter água, congelá-la e cortar em grandes blocos de gelo, levando-os ao local da construção.
Além de engenheiros especializados, são convidados sempre escultores, artistas de várias regiões do globo, que trabalham no acabamento final de cada quarto.
Porém, o mais intrigante de tudo, é que esses iglus de luxo permanecem em pé, funcionando, apenas por quatro ou cinco meses cada ano.
Depois desse tempo, eles, literalmente, viram água, derretem, voltam a ser rio.
Por mais que os engenheiros e artistas, que participam da construção desejem se apegar à sua obra de arte, não podem, pois sua criação dura pouco tempo.
Isso não os desestimula de forma alguma. Ano após ano estão lá, construindo um hotel diferente, sempre com o máximo de capricho e beleza possíveis.
Será que a vida na Terra não é como se viver num hotel de gelo?
Usufruímos das coisas, mas elas não nos pertencem. Elas voltam para o rio da vida, quando retornamos ao mundo espiritual.
Desse modo, o que ganhamos, ao erguer nossos edifícios na Terra, ao fazer conquistas materiais, não são os bens propriamente ditos, mas sim as edificações na alma.
O prêmio por anos de trabalho honesto, dedicado e sério, não são imóveis, ações, veículos, etc.
É a disciplina conquistada. É a inteligência desenvolvida. É a capacidade de gerenciar pessoas, de encontrar soluções para problemas com maior facilidade.
Esses, sim, são alguns bens do Espírito, que não perdemos, que não derretem após o inverno.
É importante ter objetivos relacionados à matéria, certamente. Temos como missão trabalhar pela melhoria material do planeta.
Contudo, é imprescindível que não nos apeguemos às coisas, perdendo o foco de nossas verdadeiras metas na encarnação.
A escultura de gelo pode derreter, se desfazer, porém, o escultor sai melhor de cada experiência, sai mais maduro e capaz a cada obra esculpida com dedicação.
Aí está a verdadeira conquista.
Ice Hotel Quebec inspirado em hotel da Suécia 
Redação do Momento Espírita.- 
Em 01.02.2010.
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