terça-feira, 23 de agosto de 2011

23 de Agosto: dia da injustiça

23 de agosto é o Dia da Injustiça. Quem já não foi injustiçado? Se você já foi, leia o texto abaixo e procure mudar se ainda guarda recentimento:

Sentia-se muito triste. Há dias, não conciliava o sono.

Tendo se dedicado as pessoas, de forma integral, recebia as pedradas de uma grande injustiça.

E sofria. Doía-lhe a cabeça. A alma sangrava.

Rogando o socorro dos benfeitores da vida, recordou que o mal não deve ser valorizado. Nós é quem damos valor à injustiça. Se damos valor à mentira, sofremos o efeito da mentira.

Se sabemos que não é verdade, por que sofrer?

Lembrou-se, ainda da seguinte parábola:

Havia uma fonte pequena e insignificante, perdida num bosque. Um dia, um viajante passou por ali, atirou um balde, retirou água e acabou com a sede.

A fonte ficou feliz e disse para si mesma:

"Como eu gostaria de poder dessedentar os viandantes, já que sou uma água preciosa."

E Deus permitiu que ela viesse à tona, de forma que as aves e os animais pudessem dela se servir.

"Que bom é ser útil. Gostaria de ir além, umedecer as raízes das árvores. Correr a céu aberto." - pensou a fonte.

Veio a chuva, ela transbordou e se transformou num córrego.

Feliz, desejou chegar ao mar, porque o destino dos córregos e dos rios é atingir o mar.

E o riacho se tornou um rio. O rio avolumou as águas. Mas, numa curva do caminho, havia um toro de madeira, impedindo-lhe a passagem.

O rio tentou passar por baixo, contornar. Sem êxito. Então o rio cresceu e transpôs o obstáculo com firmeza.

No seu percurso, foi levando seixos, pedras, pequenos empecilhos que encontrou.

Quando algo imovível se apresentava à frente, ele crescia e o transpunha, até alcançar o mar.

E concluiu o benfeitor espiritual:

Todos nós somos fontes de Deus. Um dia, alguém se acercou de ti e pediu para beber da água que tinhas.

A felicidade te encheu a alma e pediste a Deus para servir mais. Então, transbordaste de amor e cresceste.

A alegria cantava hinos aos teus ouvidos. Agora, quando uma dificuldade se apresenta, tu choras?

Faze como o rio. Transpõe as pedras das dificuldades. Não fiques a te lamentar.

Tua fatalidade é o mar, o grande oceano da misericórdia Divina.

Pode ser que, em nossa vida, estejamos a passar por algo semelhante.

Aproveitemos a lição. Não permitamos que os maus nos entravem a trilha por onde seguimos.

Suplantemos as dificuldades.

Injustiças nos perseguem? Não façamos caso, não as valorizemos, porque somente a verdade é imperecível.

Os homens que cometem as injustiças, logo mais não estarão mais na Terra.

Como nós mesmos. Preocupemo-nos somente em oferecer as águas do nosso amor a quem necessita.

Não permitamos que a inveja e a maldade empanem o brilho das nossas conquistas.

O que importa é a nossa semeadura nobre, digna, de cada dia, para que, ao final da jornada, possamos olhar para trás e ver somente o rastro de bênçãos que deixamos em nossa caminhada.

Baseado no texto "Ante a injustiça" - Momento Espírita
ilustração: internet

Nenhum comentário:

Related Posts with Thumbnails