sexta-feira, 29 de julho de 2011

E se a vida fosse uma estrada?

Cada um de nós caminha pela vida como se fosse um viajante que percorre uma estrada.

Há os que passam pouco tempo caminhando e os que ficam por longos anos.

Há os que veem margens floridas e os que somente enxergam paisagens desertas.

Há os que pisam em macia grama e os que ferem os pés em pedras pontudas e espinhos.

Há os que viajam em companhias amigas, assinaladas por risos e alegria. E há os que caminham com gente indiferente, egoísta e má.

Há os que caminham sozinhos – inclusive crianças - e os que vão em grandes grupos.

Há os que viajam com pai e mãe. E os que estão apenas com os irmãos. Há quem tenha por companhia marido ou esposa.

Muitos levam filhos. Outros carregam sobrinhos, primos, tios. Alguns andam apenas com os amigos.

Há quem caminhe com os olhos cheios de lágrimas e há os que se vão sorridentes.

Mas, mesmo os que riem, mais adiante poderão chorar. Nessa estrada, nunca se conheceu alguém que a percorresse inteira sem derramar uma lágrima.

Pela estrada dessa nossa vida, muitos caminham com seus próprios pés. Outros são carregados por empregados ou parentes.

Alguns vão em carros de luxo, outros em veículos bem simples. E há os que viajam de bicicleta ou a pé.

Há gente branca, negra, amarela. Mas se olharmos a estrada bem do alto, veremos que não dá para distinguir ninguém: todos são iguais.

Há gente magra e gente gorda. Os magros podem ser assim por elegância e dieta ou porque não têm o que comer.

Alguns trazem bolsas cheias de comida. Outros levam pedacinhos de pão amanhecido.

Muitos gostam de repartir o que têm. Outros dão apenas o que lhes sobra. Mas muita gente da estrada nem olha para os viajantes famintos.

Há pessoas que percorrem a estrada sempre vestidas de seda e cobertas de joias. Outros vestem farrapos e seguem descalços.

Há crianças, velhos, jovens e casais, mas quase todos olham para lugares diferentes.

Uns olham para o próprio umbigo, outros contemplam as estrelas, alguns gostam de espiar os vizinhos para fofocar depois.

Uma boa parte conta o dinheiro que leva e há os que sonham que um dia todos da estrada serão como irmãos.

Entre os sonhadores há os que se dedicam a dar água e pão, abrigo e remédio aos viajantes que precisam.

Há pessoas cultas na estrada e há gente muito tola. Alguns sabem dizer coisas difíceis e outros nem sabem falar direito.

Em geral, os sabichões não gostam muito da companhia dos analfabetos.

O que é certo mesmo é que quase ninguém na estrada está satisfeito. A maioria dos viajantes acha que o vizinho é mais bonito ou viaja de forma bem mais confortável.

É que na longa estrada da vida, esquecemos que a estrada terá fim.

E, quando ela acabar, o que teremos?

Carregaremos, sim, a experiência aprendida durante o tempo de estrada e estaremos muito mais sábios, porque todas as outras pessoas que vimos no caminho nos ensinaram algo.

A estrada de nossa existência pode ser bela, simples, rica, tortuosa. Seja como for, ela é o melhor caminho para o nosso aprendizado.

Assim, siga pela estrada ensolarada. Procure ver mais flores. Valorize os companheiros de jornada, reparta as provisões com quem tem fome.

E, sobretudo, não deixe de caminhar feliz, com o coração em festa, agradecido a Deus por ter lhe dado a chance de percorrer esse caminho de sabedoria.

Fonte: Momento Espírita
Foto: A/E - Helvio Romero

8 comentários:

Fatima Zanin disse...

Lindo texto reflexivo amigo Felipe, tudo depende de nós em ser assim ou diferente, devemos saber escolher o caminho certo,as escolhas dependem de nós mesmos ,parabéns.
Abraço.

Mary Miranda disse...

Felipe, meu Canceriano Favorito!


Você me fez lembrar uma frase muito reflexiva: "A vida é curta, mas a estrada é longa".
Querido amigo, nunca sabemos quando ou onde é o fim da estrada, só sabemos que o caminho a ser percorrido, ou seja, da aprendizagem e crescimento, é bem longo...
Sabemos que a "estrada da vida" não termina aqui como muitos pensam, por isso que a vida, como a reconhecemos aqui no Planeta Terra, pode durar bem pouco, porém, a estrada, o rumo que devemos tomar para a sabedoria, conhecimento, é quase que infinito!
Adorei as passagens do texto, mostrando as muitas situações que vivenciamos e o tanto de pessoas que encontramos pelo caminho.
A parte que mais gostei foi a do olhar de cima, onde todos nós somos iguais.

Adoro esses posts que você nos traz!
Obrigada, meu anjo!

Beijos!!!!

Da presidenta vitalícia e recíproca,

Mary:)

Nectan Selos disse...

A estrada é boa, Mano. O ruim são os pedágios......

Bração!!!

Maria Marçal disse...

Com muita satisfação irei comentar este post, Felipe...

Na verdade nem é "SE" ...
As pessoas deveriam ter consciência de que esta estrada existe e seríamos pessoas completas se por ela trilhassemos de mãos dadas com afortunados e desprovidos desse, bem como dos infortúnios divididos entre os passageiros dessa longa caminhada.

Teríamos um THE END muito parecido com a imagem de Deus... simplórios de coração imenso.

Amei. Obrigada

beijos, Maria Marçal - Porto Alegre - RS

Felipe disse...

Fatima
Como já lhe disse. Muitas vezes para escolhermos o caminho certo a razão tem que falar mais alto que o coração.
Abraço

Felipe disse...

De fato a parte que fala que somos todos iguais é uma das mais bonitas.
Quantas vezes será que já passamos pele estrada em nossas idas e vindas?
Na verdade pouco importa. O que vale, na verdade, é sermos melhores a cada dia para conhecermos outras estradas, outros caminhos, evoluindo cada vez mais.
Beijão Moça Bonita

Felipe disse...

Mano
Nós pagamos pedágio quando saimos da linha reta e ele é bem caro mesmo.
Bração

Felipe disse...

Maria
Esta estrada tem mão dupla e nós vamos passar por ela várias vezes, indo ou vindo.
Beijão

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