sábado, 30 de outubro de 2010

Zé Carioca

O papagaio brasileiro foi criado para o filme “Alô, amigos”, de 1942. Era um desenho que mostrava a América do Sul e o Zé ciceroneou o Pato Donald em terras brasileiras. Ao som de Aquarela do Brasil (Ari Barroso) e Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu), eles beberam cachaça e sambaram juntos e o filme popularizou as duas músicas no exterior. Três anos depois, o papagaio apareceu novamente em “Você já foi à Bahia?”






terça-feira, 26 de outubro de 2010

E na hora de nossa morte

Clovis Tavares

Para Dé e Vivi
André Maurois, lembrando as últimas palavras de algumas figuras notáveis da velha Europa, deixa-nos concluir que esses vultos do passado assumiram, na hora da morte, as mesmas posições mentais dos seus dias de luta, de saúde, de trabalho...
E cataloga o escritor:


Carlos II, da Inglaterra, morre como rei, como gentleman: “Levei um tempo incrível para morrer; espero que me desculpareis...”


Richelieu, como ministro: “Perdoais a vossos inimigos?” – “Não tenho outros que não os do Estado”.


Corot, como pintor: “Espero que possa pintar no céu...”


Chopin, como músico: “Tocai Mozart em minha lembrança”


Napoleão, como chefe: “França... Exército... vanguarda do exército...”


Cuvier, como anatomista: “A cabeça começa a comprometer-se...”


Halle, que além de filósofo era médico, examinou seu pulso até o fim e falou a um colega: “Meu amigo, a artéria cessa de bater”. E morreu.


Lagny publicara no começo do século XVIII um método infinitamente novo e abreviado para extração de raízes quadradas e cúbicas. Quando estava à morte, e já não reconhecia amigos, parecendo completamente inconsciente, alguém lhe pergunta:
- Lagny, qual é o quadrado de doze?
- Cento e quarenta e quatro – respondeu. E expirou.


O Evangelho de Jesus Cristo nos ensina que cada um morre como vive. Quem vive bem, na luz e na virtude, morre bem e bem desperta na vida eterna.


É o que significam as palavras do Mestre afirmando também a veracidade do contrário, dirigidas aos judeus rebeldes e endurecidos de coração, que buscavam somente os interesses desta vida, desprezando a vontade de Deus: “Vós morrereis em vossos pecados”. (Jo 8: 24).

Extraído da revista Reformador  
citado em Antologia Popular Espírita
foto: internet 


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fácil e Difícil

Falar é completamente fácil, quando se tem em mente, as palavras que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre ela.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.


Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é dizer "oi", ou "como vai ?".
Difícil é dizer "adeus".

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou vice-versa.

Fácil é beijar.
Difícil é entregar o coração!

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Fácil é transformar o que seria simples em algo complicado!
Difícil é aceitar mudanças quando não se é flexível. 

Fácil é exibir sua vitória a todos.
Difícil é assumir a sua derrota com dignidade.

Fácil é viver o presente.
Difícil é se desvencilhar do passado.

Fácil é tropeçar em uma pedra.
Difícil é levantar de uma queda, todo machucado.

Fácil é desfrutar a vida a cada dia.
Difícil é dar o verdadeiro valor a ela.

Fácil é orar todas as noites.
Difícil é encontrar Deus nas pequenas coisas."

Desconheço o autor
foto: imternet


A frase escrita em azul é de minha amiga Sissym

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia Mundial da Proteção Animal


O dia 4 de outubro, dia da morte de São Francisco de Assis, foi declarado também Dia Mundial de Proteção Animal. Esta data comemorativa foi instituida em um congresso de proteção animal realizado em Viena, Áustria, em 1929. Em outubro de 1978 foram oficializados os direitos dos animais através da aprovação da Declaração Universal dos Direitos do Animal pela Unesco.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

Considerando que cada animal tem direitos;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos levaram e continuam levando o homem a cometer crimes contra a natureza e contra os animais;
Considerando que o reconhecimento por parte da espécie humana do direito à existência das outras espécies animais, constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo;
Considerando que genocídios são perpetrados pelo homem e que outros ainda podem ocorrer;
Considerando que o respeito pelos animais por parte do homem está ligado ao respeito dos homens entre si;
Considerando que a educação deve ensinar à infância a observar, compreender e respeitar os animais, PROCLAMA-SE:

Art. 1º -
Todos os animais nascem iguais diante da vida e tem o direito a existência.
Art. 2º -
a) Cada animal tem o direito ao respeito.
b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou explorá-los, violando este direito. Ele tem o dever de colocar a sua consciência a serviço dos outros animais.
c) Cada animal tem o direito à consideração, à cura e à proteção do homem.
Art. 3º -
a) Nenhum animal deverá ser submetido a maltrato e a atos cruéis.
b) Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor nem angústia.
Art. 4º -
a) Cada animal que pertence à uma espécie selvagem, tem o direito de viver livre no seu ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de reproduzir-se.
b) A privação da liberdade, ainda que para fins educativos, é contrária a este direito.
Art. 5º -
a) Cada animal pertence à uma espécie, que vive habitualmente no ambiente do homem, tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade, que são próprias da sua espécie.
b) Toda modificação deste ritmo e destas condições impostas pelo homem para fins mercantis é contrária a este direito.
Art. 6º -
a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito a uma duração de vida, conforme sua natural longevidade.
b) O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.
Art. 7º -
Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável limitação do tempo e intensidade do trabalho, a uma alimentação adequada e repouso.
Art. 8º -
a) A experimentação animal, que implica em um sofrimento físico e psíquico, é incompatível com os direitos do animal, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra.
b) As técnicas substitutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas.
Art. 9º -
No caso do animal ser criado para servir de alimentação, deve ser nutrido, alojado, transportado e morto sem que para ele resulte ansiedade ou dor.
Art. 10 -
a) Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem.
b) A exibição dos animais e os espetáculos, que utilizam animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Art. 11 -
O ato que leva à morte de um animal sem necessidade, é um biocídio, ou seja, um delito contra a vida.
Art. 12 -
a) Cada ato que leva à morte de um grande número de animais selvagens, é um genocídio, ou seja, um delito contra a espécie.
b) O aniquilamento e a destruição do ambiente natural levam ao genocídio.
Art. 13 -
a) O animal morto dever ser tratado com respeito.
b) As cenas de violência de que os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que tenham como fim mostrar um atentado aos direitos do animal.
Art. 14 -
a) As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ser representadas a nível de governo.
b) Os direitos do animal devem ser definidos por leis, com os direitos do homem


Fonte e foto:DW-World.DE

sábado, 2 de outubro de 2010

Sinto vergonha de mim


Cleide Canton



Por ter sido educadora de parte desse povo,

por ter batalhado sempre pela justiça,

por compactuar com a honestidade,

por primar pela verdade

e por ver este povo já chamado varonil

enveredar pelo caminho da desonra.



Sinto vergonha de mim

por ter feito parte de uma era

Que lutou pela democracia,

pela liberdade de ser

e ter que entregar aos meus filhos,

simples e abominavelmente,

a derrota das virtudes pelos vícios,

a ausência da sensatez

no julgamento da verdade,

a negligência com a família,

célula-mater da sociedade,

a demasiada preocupação

com o "eu" feliz a qualquer custo,

buscando a tal "felicidade"

em caminhos eivados de desrespeito

para com o seu próximo.





Tenho vergonha de mim

pela passividade em ouvir,

sem despejar meu verbo,

a tantas desculpas ditadas

pelo orgulho e vaidade,

a tanta falta de humildade

para reconhecer um erro cometido,

a tantos "floreios" para justificar

atos criminosos,

a tanta relutância

em esquecer a antiga posição

de sempre "contestar",

voltar atrás

e mudar o futuro.



'Tenho vergonha de mim

pois faço parte de um povo

que não reconheço,

enveredando por caminhos

que não quero percorrer...



Tenho vergonha da minha impotência,

da minha falta de garra,

das minhas desilusões

e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir

pois amo este meu chão,

vibro ao ouvir meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira

para enxugar o meu suor

ou enrolar meu corpo

na pecaminosa manifestação de nacionalidade.



Ao lado da vergonha de mim,

tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!


"De tanto ver triunfar as nulidades,

de tanto ver prosperar a desonra,

de tanto ver crescer a injustiça,

de tanto ver agigantarem-se os poderes

nas mãos dos maus,

o homem chega a desanimar da virtude,

a rir-se da honra,

a ter vergonha de ser honesto".


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