quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A árvore


Era uma vez uma árvore, no meio de uma floresta. Ela era uma árvore muito pequena, de galhos muito frágeis, mas sonhava ser grande e dar muitos frutos. O tempo foi passando, seu caule engrossou e suas folhas se multiplicaram. Um belo dia, ela perguntou à sua mãe quando é que os frutos viriam. 

- Oh! Meu amor! Não somos árvores frutíferas. Somos só assim, mesmo... 

E a árvore chorou, porque não tinha nada pra oferecer. Via as pessoas apanharem frutas de suas companheiras, e até folhas medicinais, enquanto ela vivia ali, parada, inútil. 

Até que ficou tão triste que teve vontade de morrer. 
Suas folhas, então, foram murchando.
Seus galhos começaram a secar.
Ela foi ficando cada vez mais curvada, seca, e, no silêncio de sua dor, ouviu um pássaro piar:
- Pelo amor de Deus, Dona Árvore! Não faça isto. Minha esposa está chocando nossos filhotes, aqui neste seu galho. Se ele cair, que será de nós? 

Espantada, ela começou a prestar atenção em si mesma. E passou a reparar quanta "gente" morava nela.
· Tinha uma família de micos-leões.
· E mais uma casinha de João-de-barro.
· E mais uns besouros.

Uma orquídea em botão, presa ao seu tronco, sussurrou:
- Espere um pouco mais, pra ver a surpresa que vou lhe fazer!... 

Então ela viu as abelhas que se tinham alojado num vão entre suas raízes, onde fabricavam mel saboroso. 
E viu uma família de pessoas almoçando à sua sombra. 

E só então ela conseguiu ouvir a voz de Deus em seu coração, dizendo:
- Nem todas as árvores têm frutos para dar. Porém algumas, como você, podem ter muito mais a oferecer... 

A árvore, com aquele pensamento, recuperou a vontade de viver, ficando saudável em poucos dias. Assim , ela pôde festejar quando os passarinhos nasceram, e a orquídea logo se abriu. 

Muitas gerações de crianças já construíram casas" e balanços em seus galhos firmes e fortes. Esta é uma de suas grandes alegrias! 

E até hoje ela está lá, dando cada vez mais sombra, sustentando cada vez mais vidas, feliz por ter encontrado sua verdadeira razão de viver. 


Desconheço o autor

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

DVD BARRA DA SAIA 10 ANOS AO VIVO



BARRA DA SAIA é a primeira banda brasileira essencialmente feminina no segmento que elas mesmas denominam de Roça´n Roll: a mistura da música raiz e caipira, com pitadas do country e do rock´n roll. Dia 27 de janeiro gravou ao vivo em São Paulo seu 2º DVD,comemorando 11 anos de carreira , com a participação de Sergio Reis, As Galvão, Pepeu Gomes, Amon Lima, Os Favoritos da Catira e Zeca Baleiro. Toda a renda do DVD que foi lançado em abril é destinada em prol do Hospital de Cancêr de Barretos.

A força do exemplo

Muitas pessoas acreditam que para educar as crianças basta falar sobre boas maneiras, fazer longos discursos teóricos sobre como se deve agir na vida.

No entanto, esquecem-se da força do exemplo e negam a teoria fazendo o que desaconselham ou deixando de fazer o que ensinam.

Um dia, dois amigos brasileiros andavam por uma rua movimentada de uma cidade alemã, quando se detiveram há alguns metros da faixa de pedestres.

Como não vinha carro algum, resolveram atravessar.

Todavia, antes de chegarem ao outro lado, perceberam que uma senhora, em companhia de uma criança, lhes falava com veemência, fazendo parecer que reprovava aquela atitude.

Como não entendiam a língua alemã perguntaram à amiga que os acompanhava, que vivia naquela cidade e falava alemão, o que a senhora estava dizendo.

A amiga então esclareceu que ela os recriminava por terem atravessado a rua fora da faixa de pedestres e dado esse mau exemplo à criança.

“Como podem fazer isto diante de uma criança e depois exigir que faça o certo?”, falou a senhora.

“Como poderemos deixar um filho sair na rua e confiar que obedecerá as leis de trânsito, quando lhes damos o pior exemplo?”, acrescentou indignada.

Com certeza aquela senhora alemã agiu como cidadã que tem consciência de que a melhor pedagogia é o exemplo.

Quando os amigos nos contaram esse episódio, ficamos a imaginar se em nossas ruas alguém teria a coragem de tomar uma atitude dessas...

Por aqui, é comum se ver os próprios pais arrastando seus filhos pela mão, em correria, para chegar ao outro lado da rua, não muito longe da faixa ou da passarela...

Não é difícil perceber motoristas avançando o sinal, parando sobre a faixa de pedestres, desrespeitando a sinalização. E muitas vezes têm os filhos por testemunha.

Nós, que desejamos mudar essa triste estatística de mortes por acidente de trânsito em nosso país, precisamos agir com sabedoria.

Enquanto os adultos não se educarem para mostrar como se faz, não se pode esperar um panorama melhor no futuro, pois a base, que são as crianças, estará comprometida.

E as mortes no trânsito são apenas um dos fatores resultantes da deseducação. E causam bastante infelicidade e prejuízos.

Há também o fator corrupção, que tanta desgraça tem causado em nossas vidas.

Quando pais ou mães são abordados pelo guarda de trânsito, por terem cometido uma infração qualquer, e começam a inventar mentiras diante dos filhos, para se justificar, estão ensinando os filhos a ser desonestos.

O certo é que deveriam admitir que agiram equivocadamente, e assumir a multa.

O que se poderá esperar de um educando que recebe essas lições?

Existem tantos outros exemplos, mas não é necessário relacionar todos eles para se chegar à conclusão de que o exemplo arrasta, e que é preciso pensar nisso.

Quantas mortes no trânsito não poderiam ser evitadas se os adultos só dessem boas lições às crianças!?

Quanta desonestidade deixaria de existir se os exemplos dos educadores fossem sempre de honestidade e honradez!?

Quanta violência não seria praticada se os exemplos de violência não fossem passados para a infância!?

Se você concorda com essas argumentações, e está pensando que apenas o seu exemplo não adiantará, pense na autoridade moral que terá diante do seu filho, agindo certo.

Ainda que todas as demais pessoas dessem maus exemplos, se você agir corretamente terá o respeito do seu filho, e é isso que importa.

Pense nisso, e considere que uma criança poderá estar observando você e aprendendo com os seus exemplos, neste exato momento.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
foto: DW-World.DE 
Alguns semáforos para pedestres do bairro de Ehrenfeld, em Colônia, ostentam uma figura feminina em vez do tradicional boneco parado ou em movimento. A idéia foi financiada por uma política, que pretende chamar a atenção para a equiparação dos direitos da mulher.


sábado, 7 de agosto de 2010

Reflexão

Max Gehringer

Na vida profissional, fala-se muito na necessidade de mudança, na quebra de paradigmas, em reconstrução e em reengenharia. E isso pode ser bom, mas também pode ser uma armadilha. Foi o que aconteceu com a pulga.

Duas pulgas estavam conversando e uma disse para a outra: Sabe qual é o nosso problema?

Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí, nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas no mundo: moscas voam. E elas tomaram a decisão de aprender a voar. Contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa intensivo e saíram voando.

Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra: Sabe? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro. Portanto, o nosso tempo de reação é menor do que a velocidade da coçada dele. Temos que aprender a fazer como as abelhas, que sugam e levantam vôo rapidamente. E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. Porque, como a primeira pulga explicou:

Nossa bolsa para armazenar sangue é muito pequena, por isso temos que ficar sugando por muito tempo. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando adequadamente. Temos que aprender com os pernilongos como é que eles conseguem se alimentar com mais rapidez. E um pernilongo lhes prestou uma consultoria sobre como incrementar o tamanho do abdômen. E as duas pulgas foram felizes. Por poucos minutos. Como tinham ficado muito maiores, sua aproximação era facilmente percebida pelo cachorro. E elas começaram a ser espantadas antes mesmo de conseguir pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha dos velhos tempos:

Ué, o que aconteceu com vocês? Vocês estão enormes! Fizeram plástica? Pois é, nós agora somos pulgas adaptadas aos grandes desafios do século XXI. Voamos ao invés de saltar, picamos rapidamente e podemos armazenar muito mais alimento. E por que é que vocês estão com essa cara de subnutridas? Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você? Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sacudida. Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as duas pulgonas não quiseram dar a pata a torcer: Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma consultoria? E quem disse que eu não tenho uma? Contratei uma lesma como consultora. Hã? O que lesmas têm a ver com pulgas? Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês. Mas ao invés de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse bem a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela ficou ali três dias, quietinha, só observando o cachorro, tomando notas e pensando. E então a lesma me deu o diagnóstico da consultoria:

"Você não precisa fazer nada radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, uma grande mudança é apenas uma simples questão de reposicionamento". E isso quer dizer o quê? O que a lesma me sugeriu fazer:

"Sente-se no cocuruto do cachorro. É o único lugar que ele não consegue alcançar com a pata" 

foto: internet

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Envelhecer não significa amadurecer

No primeiro dia na Universidade, nosso professor se apresentou e nos pediu que procurássemos conhecer alguém que não conhecíamos ainda. Fiquei de pé e olhei ao meu redor, quando uma mão me tocou suavemente no ombro. Me dei volta e me encontrei com uma velhinha enrugada cujo sorriso lhe iluminava todo seu ser. 'Oi, gato. meu nome é Rose. Tenho oitenta e sete anos. Posso te dar um abraço? Ri e lhe respondi com entusiasmo: -'Claro que pode!' Ela me deu um abraço muito forte.

'Por que a senhora está na Universidade numa idade tão jovem, tão inocente?', lhe perguntei. Rindo respondeu: 'Estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos, e logo aposentar-me e viajar.' 'Eu falo sério', lhe disse. Queria saber o que a tinha motivado a afrontar esse desafio na sua idade. 'Sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter!', me disse. Depois das classes caminhamos ao edifício da associação de estudantes e compartilhamos uma batida de chocolate. Nos fizemos amigos em seguida. Todos os dias durante os três meses seguintes saiamos juntos da classe e falávamos sem parar. Me fascinava escutar a esta "máquina do tempo". Ela compartilhava sua sabedoria e experiência comigo.

Durante esse ano, Rose se fez muito popular na Universidade; fazia amizades aonde ia. Gostava de vestir-se bem e se deleitava com a atenção que recebia dos outros estudantes. Desfrutava muito.

Ao terminar o semestre convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Não esquecerei nunca o que ela nos ensinou nessa oportunidade. Logo que a apresentaram, subiu ao pódio. Quando começou a pronunciar o discurso que tinha preparado de antemão, cairam no chão os cartões aonde tinha os apontamentos.

Frustrada e um pouco envergonhada se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente, 'desculpem que esteja tão nervosa. Deixei de tomar cerveja por quaresma e este whisky me está matando!' 'Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem, assim que permitam-me simplesmente dizer-lhes o que sei.

Enquanto nós riamos, ela aclarou a garganta e começou: 'Não deixemos de brincar porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar. 'Há só quatro segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar'. 'Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias. 'Temos que ter um ideal. Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer. 'Há tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem sequer sabem!' 'Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. Se vocês têm dezenove anos e ficam na cama um ano inteiro sem fazer nada produtivo se converterão em pessoas de vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e fico na cama por um ano sem fazer nada terei oitenta e oito anos.

'Todos podemos envelhecer. Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é que amadurecemos encontrando sempre a oportunidade na mudança'. 'Não me arrependo de nada. Nós velhos geralmente não nos arrependemos do que fizemos senão do que não fizemos. Os únicos que temem a morte são os que têm remorso'. Terminou seu discurso cantando 'A Rosa'. Nos pediu que estudássemos a letra da canção e a colocássemos em prática em nossa vida diária.

Rose terminou seus estudos. Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente enquanto dormia. Mais de dois mil estudantes universitários assistiram as honras fúnebres para render tributo a maravilhosa mulher que lhes ensinou com seu exemplo que nunca é demasiado tarde para chegar a ser tudo o que se pode ser. "Não esqueçam que ENVELHECER É OBRIGATÓRIO; AMADURECER É OPCIONAL". 

Desconheço o autor
foto: revista Vida Simples
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