domingo, 30 de maio de 2010

Domingo é dia de poesia

Conselho



Raquel Naveira

Evita colocar nomes de gente em animais;
Como abandonarias um cão chamado José?
José poderia ser um pai,
Um amigo,
Um irmão,
Para sempre te sentirias culpado,
Carregado de remorsos,
Pelo olhar complacente e sincero de José.

Evita colocar nomes de gente em animais;
Aquele gato esperto
Que cuidaste com carinho de fada,
A quem deste leite, almofada,
Poderia te abandonar
E chorarias como uma louca,
Uma safada
Por teu ingrato Roberto.

Evita colocar nomes de gente em animais,
Aconteceriam confusões demais...
Foge dessa roda-viva de paixões.

fonte: Revista da Academia Sul-Mato-Grossense
ilustração: internet

sábado, 29 de maio de 2010

De bate pronto

Recebi da doce Mary Miranda –  Blog Mary Miranda  Fatos de Fato http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com


De minha prima e não menos doce Valéria – Blog Sobre Tudo um Pouco http://sobretudoumpouco.dihitt.com.br

E do velho amigo Geraldo – Blog do Pharis http://pharisfaces.blogspot.com
Este meme, com perguntas que devo responder de bate pronto.
Vamos a elas:

O dia mais belo?
Ontem, hoje, amanhã (“todo dia é belo. Basta saber o que fazer com ele”)

A coisa mais fácil?
Perder guarda-chuvas

O maior obstáculo?
A timidez (não parece né?) 

A raiz de todos os males?
A ganância (material e espiritual)


A distração mais bela?
Meus livros, meus filmes, minhas músicas

A pior derrota?
Eu tropico, mas não peço pinico


Os melhores professores?
Todas as pessoas que me ensinaram alguma coisa de bom


A primeira necessidade?
Meu cafezinho preto (E eu não fumo)

O que mais lhe faz feliz?
Estar de bem com a vida

O maior mistério?
Entender o homem

O pior defeito?
Ser radical (até nisso sou amigo da Mary)

A pessoa mais perigosa?
Gente falsa

O pior sentimento?
Vingança

O presente mais belo?
Minha Família

O mais imprescindível?
Todos em casa estarem bem (inclusive a aruska e a mel, nossas duas cachorrinhas)

A rota mais certa?
O caminho que nos faz evoluir

A sensação mais agradável?
Aprender coisas novas

A proteção efetiva?
Meu lar, meu castelo

O melhor remédio?
A prece

A maior satisfação?
Reverter uma causa praticamente perdida

A força mais potente do mundo?
O amor (se fosse do universo eu diria Deus)


As pessoas mais necessárias?
Iva e Felipinho

A mais bela de todas as coisas?
A vida

Meus indicados

 

Cris – Blog Harmonia Total

Malu  - Blog Saboreie os bons momentos http://saboreiosbonsmomentos.dihitt.com.br
Gookz – Blog Universo Elegante http://universoelegantegookz.blogspot.com
Taty – Blog Mensagens, Reflexões, ilusões/3D http://mensagens-thatalyscal.blogspot.com
Edson Gil – Blog Clara Luz do Meu Pensar http://edisongil.blogspot.com
Principe - Blog Mensagens para nós dois http://paranosdoismensagens.blogspot.com

Regras: Postar as perguntas com respostas próprias, colocando o nome de quem nos indicou e passando a missão para mais seis blogueiros.
Estejam à vontade para aceitar ou não a missão e queiram desculpar se foram indicados.

domingo, 23 de maio de 2010

Quero ser


Elpídio da Silveira Reis


Quero ser como as águas dos rios
Que nascem das fontes,
Que descem dos montes,
Aos saltos, cantando,
Cantando e chorando,
Que vão, sem parar,
Falando de amores
Em ternos clamores,
Que rasgam as terras,
Que cruzam as serras,
Caminho do mar.

Que não querem às fontes voltar!

Que levam as folhas
Envoltas em bolhas,
Correndo altaneiras,
Formando cachoeiras
De força, vigor,
Crescendo, crescendo,
Lá vão imponentes,
– São águas correntes –
Fazendo rumor.

E que tem uma rota segura!

Que formam as ondas,
Que morrem redondas,
Marchando somente
Em passo de frente,

Com fibra tenaz;
Que vão para os mares,
Em loucos cantares,
E rindo ou chorando,
Prosseguem, rolando,
Não voltam atrás.

Quero ser como as águas dos rios,
Que não querem às fontes voltar
E que têm uma rota segura,
Para um dia morrer no meu mar!


fonte: Revista da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras
ilustração: internet

sábado, 22 de maio de 2010

Moeda de prata em comemoração a copa 2010: quem vai querer?


Todos sabem que o Brasil é o país do futebol.
O esporte "bretão" aqui é paixão pois brasileiro não nasce, entra em campo.
Em ano de copa do mundo, quando já se vê as ruas pintadas de camisetas amarelas e círculos de pessoas discutindo, como se fossem técnicos, a melhor escalação, a melhor tática, quem não foi convocado  etc... etc..., o Banco Central tem o desplante de lançar uma moeda de prata, em comemoração ao grande evento, cm valor símbolico de cinco reais.
Belo gesto? Não... Conversa mole pois a dita moeda chegará à mão de somente 25 mil pessoas e vendidas ao preço de R$108,00. Logo, só pessoas com alto poder aquisitivo poderão adquiri-la.
Não seria mais justo lançar uma moeda simples que todos pudessem guardar ?  
Veja:www.estadao.com.br/noticias/esportes,banco-central-lanca-moeda-comemorativa-da-copa,554882,0.htm
Chega a ser um desrespeito ao cidadão comum, amante do futebol, tal iniciativa e a desculpa do sr. Meirelles é uma verdadeira piada: "o objetivo é consolidar a imagem do esporte no País".
Brincadeira de mau gosto ou interesses escusos? 
ilustração: Jornal do Brasil 

Quando...


Quando as horas de desgosto e desalento invadirem-lhe a alma e as lágrimas aflorarem em seu olhos, lembre-se das Suas palavras mansas, convidando-nos ao Seu regaço...


Quando sentir-se incompreendido pelos que o circundam, e perceber que a indiferença ronda à sua volta, acerque-se d’Ele: Ele é a Luz, sob cujos raios se aclaram a pureza de suas intenções e a nobreza de seus sentimentos.


Quando o ânimo para suportar as vicissitudes da vida se extinguir e você estiver prestes a desfalecer, chame-O: Ele é a Força capaz de remover as pedras dos caminhos e ajudá-lo a superar as adversidades do mundo.


Quando os vendavais o açoitarem e você já não souber onde reclinar a cabeça, corra para junto d’Ele: Ele é o Refúgio Seguro, em cujo seio você encontrará guarida para o seu corpo e tranqüilidade para o seu espírito.


Quando lhe faltar a calma nos momentos de maior aflição e você se considerar incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoque-O: Ele e a Paciência, que lhe faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar das situações mais difíceis.


Quando as dores se abaterem sobre seu corpo e você sentir a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grite por Ele: Ele é o Bálsamo que cicatriza as chagas e minora os padecimentos.


Quando o mundo o iludir com promessas falsas e você perceber que ninguém pode lhe inspirar confiança, vá a Ele: Ele é a Sinceridade, que sabe corresponder à franqueza de suas atitudes e à nobreza de seus ideais.


Quando a tristeza e a melancolia se acercarem do seu coração e tudo lhe causar aborrecimento, clame por Ele: Ele é a Alegria que lhe insufla um alento novo e o faz conhecer os encantos de seu mundo interior.


Quando, um a um, fenecerem os ideais mais belos e você se sentir no auge do desespero, apele para Ele: Ele é a Esperança que lhe robustece a fé e lhe acalenta os sonhos.


Quando a impiedade se revelar e você experimentar a dureza do coração humano, procure-O: Ele é o Perdão, que levanta-lhe o ânimo e promove a reabilitação de seu espírito.


Quando você duvidar de tudo, até de suas próprias convicções, e a descrença lhe tomar a alma, recorra a Ele: Ele é a Fé, que inunda-lhe de luz e entendimento e o habilita para a conquista da felicidade.


Quando você não puder sentir a sublimidade de uma afeição terna e sincera e a desilusão lhe tomar de assalto, aproxime-se d’Ele: Ele é a Renúncia, que lhe ensina a esquecer a ingratidão dos homens e a incompreensão do mundo.


E quando, enfim, quiseres saber quem é esse Alguém tão especial que é Luz, Renúncia, Força, Refúgio Seguro, Paciência, Bálsamo, Sinceridade, Alegria, Esperança, Perdão e Fé, busque conhecer a Boa Nova do Cristo. Você encontrará em suas páginas o suave convite do Mestre para que O busquemos todas vezes que sentirmos necessidade de Sua ajuda

fonte: Momento Espírita, com base no cap. 2 do livro "Primado do Espírito" de Rubens C. Romanelli.
foto: internet

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Prêmio que leva às nuvens





Recebi da amiga Leila do Blog Tudo se vai...
http://leilafranca.blogspot.com e fui contemplado, também, pela não menos amiga Gookz do Blog Universo Elegante http://universoelegantegookz.blogspot.com  este lindo selo. 

Devo escolher 5 damas e 5 cavalheiros para receber a indicação desse selo especial. Foi muito difícil a escolha pois muitos amigos merecem.
Estou indicando

Damas


Vera do Blog Eu, Mulher, na Idade Madura

Claudine do  Blog Mensagens e Poesias
http://www.claudinenetto.com

Eninha do Blog O que é isso?

Lílian do Blog da Vovó Lili

Bruna do Cantora Bruna Olly

Cavalheiros

Albano do blog Albano

Renato do Blog Quisque Azul

Drauzio do Blog O Mundo no seu dia-a-dia

Nelson do Blog Fatos e Ângulos – Blog Info

Roniel do Blog do Roni


Estejam todos a vontade para aceitar ou não o selo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O caminho do Bezerro

Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta para voltar a seu pasto.

Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas. No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta.

Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta.

Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praguejando, até com um pouco de razão, mas não faziam nada para mudar a trilha.

Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso o caminho não tivesse sido aberta por um bezerro.

Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo e, posteriormente, a avenida principal de uma cidade.

Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro, centenas de anos antes.

Os homens têm a tendência de seguir como cegos pelas trilhas de bezerros de nossa mente, e se esforçam de sol a sol a repetir o que os outros já fizeram.

Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único . . . sem se atrever a mudá-lo.

A propósito, qual é o teu caminho ???

Desconheço o autor
ilustração: quadro de Leonid Afremov

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Minha música - amigos indicados

Minha amiga Rose, lá do outro lado do mundo, do  blog perfumado das flores - Oriental Fotos Flores www.orientalfotosflores.blogspot.com quer saber qual é a minha música.

Aqui vai. Cantada pelo Roupa Nova  Amar é... 

Amar! 
É quando não dá mais prá disfarçar
Tudo muda de valor
Tudo faz lembrar você

Amar!
É a lua ser a luz do seu olhar
Luz que debruçou em mim
Prata que caiu no mar

Suspirar sem perceber
Respirar o ar que é você
Acordar sorrindo
Ter o dia todo prá te ver

O amor é é furacão
Surge no coração
Sem ter licença prá entrar
Tempestade de desejos
Um eclipse no final de um beijo
O amor é estação
É inverno, é verão
É como um raio de sol
Que aquece e tira o medo
De enfrentar os riscos
Se entregar...

Amar!
É envelhecer querendo te abraçar
Dedilhar num violão
A canção prá te ninar

Suspirar sem perceber
Respirar o ar que é você
Acordar sorrindo
Ter o dia todo prá te ver...

O amor é um furacão
Surge no coração
Sem ter licença prá entrar
Tempestade de desejos
Um eclipse no final de um beijo
O amor é estação
É inverno, é verão
É como um raio de sol
Que aquece e tira o medo
De enfrentar os riscos
Se entregar...


Ofereço com carinho para:


Valéria do Sobre Tudo um Pouco



Vera do Eu, Mulher, na Idade Madura


Fátima  do Belani-r Contos e Comentários


Geraldo do Pharis faces


João Poeta  do Poesias do João Poeta





fonte: Compositor(es): Cleberson Horsth - Ricardo Feghali
         http://letras.terra.com.br



segunda-feira, 10 de maio de 2010

Entre sem bater

Pe. Heber Salvador de Lima


A porta do coração Não deve jamais ser fechada à chave,
Mas apenas ficar assim... meio cerrada,
Com um letreiro bem visível:

“ENTRE SEM BATER”


Deixe entrar sem bater, meu caro amigo,
Os que morrem de frio,
Mais por falta de amor do que de roupa.

Deixe entrar sem bater os que perderam o rumo
Nos trilhos complicados da existência:
Talvez se achem no céu do seu abraço
Deixe entrar sem bater os que têm fome,
Mais de carinho que de pão,
E reparta com eles sua vida
Que vale muito mais que seu dinheiro...


Deixe entrar sem bater os que chegam a pé,
Empoeirados e cansados,
Porque a passagem do destino
Era cara demais e ninguém lhes pagou
Sequer um bilhete de terceira classe
No trem da felicidade...


Deixe entrar sem bater
Os que nasceram a contragosto
Porque a pílula falhou...
E só foram recebidos na existência
Porque não havia outro jeito...


Deixe entrar sem bater os enjeitados no fim:
Os velhos e as velhinhas
Que deram tudo de si,
Que perderam as pétalas da vidas em benefício
Dos frutos, os seus filhos,
E agora são deixados
Para murchar no fundo dos asilos...


Deixe entrar sem bater
Os enjeitados no princípio
Filhos de mães solteiras,
Os filhos do prazer criminoso e egoísta.
Deixe entrar sem bater os esquecidos
Por não poderem mais fazer carinho,
Porque ficaram tão grossas suas mãos
Com calos e feridas de trabalho,
Que agora sua carícia
Parece que machuca a face que os rejeita...


Deixe entrar, como se a casa fosse deles,
Os que não tiveram tempo de ser crianças,
Porque a vida lhe pôs uma enxada nas mãos
Quando devia por nelas algum brinquedo...
Os que nunca tiveram sorrisos em seus lábios,
Porque a lágrima chegava sempre primeiro,
Entrando-lhes pelos cantos da boca
E estragando com sal o doce da alegria.


Deixe entrar todos estes
Sem temor que falte espaço
Porque num coração cristão
Sempre cabe mais um e até mais mil.
E depois que tiver a sala de seu peito
Lotada de infelizes, aleijados e famintos,
Você vai ter, amigo, a maior das surpresas,
Ao ver que a face torturada
De tantos desgraçados
Se transforma, de repente,
No rosto luminoso e sorridente de Jesus,
Falando assim, só para você:


“Meu caro amigo, agora é a sua vez:
Entre você também; pode entrar sem bater,
A casa é sua, o céu é todo seu.”

ilustração: internet

sábado, 8 de maio de 2010

Seis coisas que vocês não sabem sobre o Felipe

Recebi de minhas amigas Valéria Braz do blog Sobre Tudo um Pouco – http://www.valeriabraz.blogspot.com  – e Silvana Marmo do blog Coordenadores Pedagógicos Blogados na Rede http://profcoordenadorpira.blogspot.com  a indicação para fazer este meme, falando de seis coisas que vocês ainda não sabem sobre o Felipe.
Como elas, fiquei feliz pela lembrança, por existirem muitas pessoas aqui no dihitt que merecem ser lembradas. Afora isso tenho grande admiração pelas duas. Valeria por ser um doce de pessoa e minha prima (o grau de parentesco não conto), e Silvana pelo belo trabalho pedagógico que faz na net.
Um pouco sobre o Felipe:

1 - Já cheguei dando trabalho: Aos cinco meses de idade, devido a um acidente de trânsito sofri uma fratura de crânio com perda de massa encefálica. Fiquei 40 dias na UTI do Hospital das Clínicas e estou por aqui até hoje.
O triste é que o carro nem amassou e, graças a Deus, meus pais e minha prima que estavam comigo não sofreram nada.
2 - Meu nome: Nunca gostei do José (não sei porque), mas entre os meus parentes e amigos de infância não tem jeito sou chamado de “Zé” desde que me conheço por gente.
3 - Infância e Adolescência: Minha infância foi bem agitada. Afora a perna quebrada que não me impedia de jogar futebol (para desespero da minha mãe), sempre estava em todas: a) Fiz teatro; b) durante algum tempo era o encarregado de tocar o sino da igreja ao meio-dia,  e c) fui cantor no coral da escola entre outras coisas.
Tive uma adolescência tranqüila. Enquanto os amigos saiam eu preferia ficar em casa entre os meus livros e discos.
Entretanto, Sempre que podia estava no Teatro Paramout assistindo “Esta noite se improvisa” ou os Festivais da Record.
Quase fui preso, em 1968, no grêmio do colégio. Este fato não me intimidou e escondi um amigo em casa por alguns meses.
4 - Rato de sebo: Por gostar muito dos livros passei a freqüentar os sebos de livros, mania que tenho até hoje. Quando os amigos e parentes não encontram um livro com edição esgotada, caro ou difícil de ser encontrado, lá vem o pedido para que eu encontre determinado livro. Tenho prazer em fazer isso.
5 - Estilista: Um amigo quase acabou com o meu inicio de namoro com minha mulher. Numa viagem que fizemos a Uberaba ele lhe disse que eu era “estilista de moda”. Há trinta anos foi um choque e o danado esclareceu a brincadeira dizendo que eu era estilista de minhas irmãs.
Por incrível que pareça hoje eu escolho a maioria das roupas da minha mulher. Ela faz questão de me ouvir sobre o modelo, se cai bem, a cor e outros detalhes.
6 - Paletó e gravata: Apesar da profissão (advogado), detesto trabalhar de paletó e gravata só os usando quando tenho alguma audiência.
Confesso que isso me atrapalha um pouco. Alguns clientes quando chegam ao escritório pela primeira vez acabam ficando com uma certa dúvida que é esclarecida de pronto: Detesto paletó e gravata.
Regras do meme
1. Vocês podem eleger até seis amigos e repassarem o MEME;
2. O link dos blogs escolhidos deverá ser colocado no MEME;
3. Avisar os amigos sobre a postagem e deixar um comentário no respectivo Blog.
Indicados
Telminha do Tekatun
Rodrigo Piva do Curiosando
Geraldo do Pharis Faces
Lúcia Girão do Voz Ativa
Cris do Harmonia Total
Estejam a vontade para aceitar ou não o meme e queiram desculpar se já foram indicados.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Os sons do silêncio

Um rei mandou seu filho estudar no templo de um sábio mestre com o objetivo de prepará-lo para ser um grande líder.
Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre o mandou sozinho para uma floresta. Ele deveria voltar um ano depois, e descrever todos os sons da floresta.

Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir.
Então disse o príncipe:
- "Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus..."

E ao terminar o seu relato, o mestre pediu que o príncipe retornasse à floresta para ouvir tudo o mais que fosse possível. Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu a ordem do mestre, pensando: 

- "Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta..."
Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo... mas não conseguia distinguir nada além daquilo que já havia relatado ao mestre. Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. E, quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. Pensou:

- "Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse..."
E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente. Queria ter certeza de que estava no caminho certo. Quando retornou ao templo, o mestre  lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.

Paciente e respeitosamente, o príncipe falou:
- "Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e o da grama bebendo o orvalho da noite...

O mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:
- "Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma pessoa importante. Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas,  uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que está errado e atender as reais necessidades de cada um.

E acrescentou:
- "A morte de uma relação começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem se atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais."

É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois é o lado mais importante do ser humano...

Autoria ignorada
foto: internet

terça-feira, 4 de maio de 2010

M ã e

Um dia, a Mulher solitária e atormentada chegou ao Céu e, rojando-se, em lágrimas, diante do Eterno Pai, suplicou:

_ Senhor, estou só! Compadece-te de mim.

Meu companheiro fatigado, cada dia, pede-me repouso e devo velar-lhe o sono! Quando triunfa no trabalho, absorve-se na atividade mais intensa e, muita vez distraído, afasta-se do lar, aonde volta somente quando exausto, a fim de refazer-se. Se sofre, vem a mim, abatido, buscando restauração e conforto...

Tu que deste flores ao arvoredo e que abriste as carícias da fonte, no seio escuro e ressequido do solo, consagras-me, assim, ao insulamento? Reservas a terra inteira ao serviço do homem que se agita livre e dominador, sobre montes e vales, e concedes a mim apenas o estreito recinto da casa, entre quatro paredes, para meditar e afligir-me sem consolo? Se sou a companheira do homem, que se vale de mim para lutar e viver, quem me acompanhará na missão a que me destinas?

O Senhor sorriu, complacente, em seu trono de estrelas fulgurantes e, afagando-lhe a cabeça curvada e trêmula, falou compadecido:

-Dei o mundo ao homem, mas confiarei a vida ao teu coração.

Em seguida colocou-lhe nos braços uma frágil criança.

Desde então, a Mulher fez-se Mãe e passou a viver plenamente feliz.
Meimei

foto: internet

sábado, 1 de maio de 2010

Visitas indesejáveis

" Certo dia, um casal ao chegar do trabalho, encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões, ficaram assustados.

Mas um homem forte e saudável com corpo de halterofilista disse:

- Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.

- Mas quem são vocês? Pergunta a mulher.

- Eu sou a PREGUIÇA responde o homem másculo. Estamos aqui para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.

- Como você pode ser a preguiça se tem um corpo de atleta que vive malhando e praticando esportes? Indagou a mulher.

- A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos. Com ela ninguém pode chegar a ser um vencedor.

- Uma mulher curvada, com a pele muito enrugada que mais parecia uma bruxa disse:

- Eu meus filhos, sou a LUXÚRIA.

- Não é possível! Diz o homem. Você não pode atrair ninguém com esta feiúra.

- Não há feiúra para a luxúria filhos. Sou velha porque existo há muito tempo entre os homens. Sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos até a morte. Sou astuta, e posso me disfarçar na mais bela mulher ou homem que você já viu.

- Um mal cheiroso homem, vestindo uns maltrapilhos de roupas que mais parecia um mendigo disse:

- Eu sou a COBIÇA. Por mim muitos já mataram. Por mim muitos já abandonaram famílias e pátria. Sou tão antigo quanto a luxúria, mas eu não dependo dela para existir. Tenho essa aparência de mendigo porque por mais bem vestido que me apresente, por mais rico que pareça, com jóias, dinheiro e carros luxuosos, ainda assim, me verás desta forma. Porque a cobiça está tanto dentro do pobre quanto do rico.

- E eu sou a GULA! Disse uma lindíssima mulher, com o corpo escultural e cintura finíssima, seus contornos eram perfeitos, e tudo no corpo dela tinha harmonia de formas e movimentos.

Assustaram-se os donos da casa, e a mulher disse:

- Sempre imaginei que a gula fosse gorda!

- Isso é o que vocês pensam. Responde ela. Sou bela e atraente, porque se assim não fosse, seria muito fácil livrarem-se de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta. Quem tem a mim não se apercebe.

Mostro-me sempre disposta a ajudar àqueles que querem fazer regimes, mas na verdade faço tudo ir de maneira sutil. Destruo o prazer de viver e destruo a beleza do corpo. Também por mim muitas famílias destruíram-se em busca da luxúria.

- Sentado em uma cadeira, num canto da casa, um senhor também velho, mas com o semblante bastante sereno, com voz doce e movimento suave disse:

- Eu sou a IRA! Alguns me conhecem como cólera. Tenho muitos milênios também. Não sou homem nem mulher assim como meus companheiros que estão aqui.

- Ira? Parece mais um vovô que todos gostaríamos de ter, diz a dona da casa.

- E a grande maioria me tem, responde o vovô. Mato com crueldade. Provoco brigas horríveis que destroem cidades quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim. Posso estar em qualquer lugar, e penetrar nas mais protegidas casas. Pareço calmo e sereno para mostrar-lhes que a ira pode estar  aparentemente mansa. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas, sem me manifestar, provocando úlceras, cânceres, e as mais temíveis doenças.

- Eu sou a INVEJA! Faço parte da história do homem desde a sua aparição. Diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa.

Como inveja se és rica e bonita e parece ter tudo o que deseja? Disse a mulher da casa.

- Há os que são ricos; os que são poderosos; os que são famosos; e os que não são nada disso. Mas eu estou entre todos. A inveja surge pelo que não se tem, e o que não se tem é a felicidade. Pois felicidade depende de amor, e isso é o que mais carecem na humanidade. Por causa de mim muita destruição já houve, mortes e sofrimento. Onde eu estou, está também a tristeza.

Enquanto os invasores se explicavam, um garoto que aparentava cerca de 5 a 6 anos, brincava pela casa. Sorridente e de aparência inocente, características das crianças. Sua face de delicados traços mostrava a plenitude da juventude.

Olhos vívidos e enigmáticos parecia estar alheio aos acontecimentos. Quando foi indagado pelo dono da casa:

- E você garoto? O que faz junto a esses que parecem ser a personificação do mal?

- O garoto responde com um sorriso largo e olhar profundo:

- Eu sou o ORGULHO!

- Orgulho? Mas você é apenas uma criança, tão inocente quanto todas as outras.

O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assusta o casal, e então ele disse:

- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo. Mas não se enganem, sou tão destrutivo quanto todos aqui. Quer brincar comigo?

A preguiça interrompe a conversa e diz:

- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas. Queremos uma resposta.

O homem da casa responde:

- Por favor, dêem dez minutos para que possamos pensar.

O casal se dirige para seu quarto, e lá fazem várias considerações. Dez minutos depois retornam.

- Então? Pergunta a gula.

- Ante expectativa geral respondem: Queremos que o orgulho saia de nossas vidas.

O garoto olha com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali.

Porém, respeitando a decisão, dirige-se para a saída.

Os outros, em silêncio, iam acompanhando o garoto, quando o homem da casa pergunta:

- Hei! Vocês vão embora também?

O menino, agora com ar severo e com a voz forte de um orador experiente, diz:

- Escolheram que o orgulho saísse de suas vidas, e fizeram a melhor escolha...

Pois onde não há orgulho, não há preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver, não percebendo que na verdade vegetam.

Onde não há orgulho, não há luxúria, pois os luxuriosos têm orgulho de seus corpos e julgam-se merecedores de possuir os corpos de tantos quantos lhes convir, não percebendo que na verdade são objetos do instinto.

Onde não há orgulho não há cobiça, pois os cobiçosos têm orgulho das migalhas que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro.

Onde não há orgulho não há gula, pois os gulosos se orgulham de suas condições, e jamais admitem que o são. Arrumam desculpas para justificar a gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos.

Onde não há orgulho não há ira, pois os irosos se orgulham de não serem passíveis e jamais abaixam a cabeça diante de qualquer situação. São incapazes de permitir que a vida lhes proporcione lições de aprendizado, e se revoltam com facilidade com aqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira é resultado de suas próprias imperfeições.

Onde não há orgulho não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio, seja ele qual for. Precisam constantemente superar os demais nas conquistas. Não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança e da falta de amor à vida. Adeus!

Saíram todos sem olhar para traz. E ao baterem a porta, um fulminante raio de luz invadiu o recinto".

Compolidado de artigo de João Batista Armani
publicado no Portal do Espírito
ilustração: internet
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