terça-feira, 26 de outubro de 2010

E na hora de nossa morte

Clovis Tavares

Para Dé e Vivi
André Maurois, lembrando as últimas palavras de algumas figuras notáveis da velha Europa, deixa-nos concluir que esses vultos do passado assumiram, na hora da morte, as mesmas posições mentais dos seus dias de luta, de saúde, de trabalho...
E cataloga o escritor:


Carlos II, da Inglaterra, morre como rei, como gentleman: “Levei um tempo incrível para morrer; espero que me desculpareis...”


Richelieu, como ministro: “Perdoais a vossos inimigos?” – “Não tenho outros que não os do Estado”.


Corot, como pintor: “Espero que possa pintar no céu...”


Chopin, como músico: “Tocai Mozart em minha lembrança”


Napoleão, como chefe: “França... Exército... vanguarda do exército...”


Cuvier, como anatomista: “A cabeça começa a comprometer-se...”


Halle, que além de filósofo era médico, examinou seu pulso até o fim e falou a um colega: “Meu amigo, a artéria cessa de bater”. E morreu.


Lagny publicara no começo do século XVIII um método infinitamente novo e abreviado para extração de raízes quadradas e cúbicas. Quando estava à morte, e já não reconhecia amigos, parecendo completamente inconsciente, alguém lhe pergunta:
- Lagny, qual é o quadrado de doze?
- Cento e quarenta e quatro – respondeu. E expirou.


O Evangelho de Jesus Cristo nos ensina que cada um morre como vive. Quem vive bem, na luz e na virtude, morre bem e bem desperta na vida eterna.


É o que significam as palavras do Mestre afirmando também a veracidade do contrário, dirigidas aos judeus rebeldes e endurecidos de coração, que buscavam somente os interesses desta vida, desprezando a vontade de Deus: “Vós morrereis em vossos pecados”. (Jo 8: 24).

Extraído da revista Reformador  
citado em Antologia Popular Espírita
foto: internet 


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