sábado, 24 de julho de 2010

Dois sambas de César Costa Filho

Carioca da Vila Isabel,  cresceu num ambiente musical (seu pai era  admirador de Noel Rosa, Pixinguinha, Ismael Silva, Lamartine Babo, e outros bambas dos anos de ouro da MPB). César Costa Filho ganhou seu primeiro violão quando tinha 17 anos de idade. Procurou um professor, embora não pretendesse nada além de simplesmente executar músicas de sucesso. Aprendeu um pouco de teoria e as posições básicas e, durante uma das aulas, descobriu que era compositor. César jamais conseguia repetir as melodias que o professor determinava. Apesar de tentar, sempre surgia outra música, criada no momento. Começou então a fazer músicas com Ronaldo Monteiro de Souza. Em 1968, quando já fazia o curso de Letras na Faculdade Gama Filho, resolveu inscrever-se "por curiosidade", no I Festival Universitário de Música Popular. Conquistou o 3º lugar com "Meu Tamborim", defendida por Beth Carvalho, tendo recebido votos de louvor de Sérgio Cabral, Ziraldo e Braguinha.
Foi um dos fundadores do Movimento Artístico Universitário (MAU), ao lado de Aldir Blanc, Ivan Lins e Gonzaguinha e quando surgiu o programa Som Livre Exportação passou a ter um contato mais amplo com o público, ao mesmo tempo que continuava a destacar-se nos festivais: "Mirante", defendida por Maria Creuza, classificou-se em 3º lugar, no II Festival Universitário, enquanto outra composição sua, obtinha o 5º lugar: "De Esquina em Esquina", defendida por Clara Nunes. "Garoa de Subúrbio", "Visão Geral", "Diva" e "Medo", também foram finalistas de outros festivais.
Apesar de todo seu inquestionável valor César Costa Filho foi marginalizado, por questões políticas.  Assim, o seu trabalho não obteve o merecido reconhecimento e promoção, o que é lamentável, considerando-se que é autor de músicas que fazem  parte da história da MPB, como "Dose Pra Leão", "Ela", "Anastácio", "A Velhice da Porta Bandeira", "Samba do Estácio" e "Tambores e Clarins".
Fonte: Tablóide digital
Samba do Estácio


Dose pra leão

6 comentários:

Principe Encantado disse...

Felipe obrigado pelo post e pela seleção das música a muito não as escutava.
Abraços forte

Yolanda Hollaender disse...

Infelizmente muitos músicos acabam não merecendo o devido reconhecimento. Penso que toda vez que uma música na rádio fosse tocada, além do intérprete, deveria ser obrigatório a menção do compositor.
Muito boa música! Obrigada por compartilhar, JFelipe
Abraços,
Yolanda

Sissym disse...

Lamentavel ele não ter se sobressaído tanto quanto merecia, por questões politicas, porque os sambas são maravilhosos. Eu conhecia o primeiro e foi otimo ouvi-lo novamente.

Felipe disse...

Sissym
Não sei se o fato de haver sido presidente da União Brasileira de Compositores tenha influído. Mesmo assim é lamentavel.
Beijão

Felipe disse...

Yolanda
Seria uma forma de dar crédito a quem, muitas vezes, merece mais do que o cantor.
Beijão

Anônimo disse...

A música acima citada "A velhice da porta bandeira" é uma composição de Eduardo Gudin e Paulo Cesar Pinheiro e não de Cesar Costa Filho!

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