terça-feira, 6 de abril de 2010

Carta de R. Simonetti 'a Revista SuperInteressante por tentar denegrir Chico Xavier

Senhor Sérgio Gwercman

Diretor de redação da revista Super Interessante

Sou assinante dessa revista há muitos anos. Sempre a encarei como publicação séria, fonte de informações a oferecer subsídios para meu trabalho como escritor espírita, autor de 49 livros publicados.


Essa concepção caiu por terra ao ler, na edição de abril, infeliz reportagem sobre Francisco Cândido Xavier, pretensiosa e tendenciosa, objetivando, nas entrelinhas, denegrir e desvalorizar o trabalho do grande médium.

Isso pode ser constatado já na seção “Escuta”, com sua assinatura, em que V.S. pretende distinguir respeito de reverência, como se reverência não fosse o respeito profundo por alguém, em face de seus méritos.


Podemos e devemos reverenciar Chico Xavier, não por adesão de uma fé cega, mas pela constatação racional, lúcida, lógica, de que estamos diante de uma personalidade ímpar, que fez mais pelo bem da Humanidade do que mil edições de Superinteressante, uma revista situada como defensora do bom jornalismo, mas que fez aqui o que de pior existe na mídia – a apreciação superficial e tendenciosa a respeito de alguém ou de uma notícia, com todo respeito, como pretende seu editorial, como se fosse possível conciliar o certo com o errado, o boato com a realidade, o achincalhe com o respeito.


Para reflexão da repórter Gisela Blanco e redatores dessa revista que em momento algum aprofundaram o assunto e nem mesmo se deram ao trabalho de ler os principais livros psicografados pelo médium, sempre com abordagem superficial, pretendendo “explicar” o fenômeno Chico Xavier, aqui vão alguns aspectos para sua reflexão e – quem sabe? – um cuidado maior em futuras reportagens.

De onde a repórter tirou essa bobagem de que “toda essa história começou com as cartas dos mortos?”

Se as eliminarmos em nada se perderá a grandeza de Chico Xavier. A história começa bem antes disso, com a publicação, em 1932, do livro Parnaso de Além-Túmulo, quando o médium tinha apenas 22 anos.

A reportagem diz: “Ele dizia que não escolhia os espíritos a quem atenderia, só via fantasmas e ouvia vozes. Mas parecia ser o escolhido por celebridades do céu. Cruz e Souza, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos e Castro Alves lhe ditaram versos e prosa.”

Afirmativa maliciosa, sugerindo o pastiche, a técnica de copiar estilo literário. O repórter não se deu ao trabalho de observar que no próprio Parnaso há, nas edições atuais, 58 poetas desencarnados, menos conhecidos e até desconhecidos, como José Duro, Alfredo Nora, Alma Eros, Amadeu, B.Lopes, Batista Cepelos, Luiz Pistarini, Valado Rosa… Poetas do Brasil e de Portugal que se identificam pelo seu estilo, em poesias personalíssimas enriquecidas por valores de espiritualidade.

Não sabe ou preferiu omitir a repórter que Chico psicografou poesias de centenas de poetas desencarnados, ao longo de seus 75 anos de apostolado, na maior parte poetas provincianos, conhecidos apenas nas cidades onde residiam no interior do Brasil. Pesquisadores constatam que esses poemas não são “razoavelmente fiéis ao estilo dos autores”. São totalmente fiéis.

Não tem a mínima noção de que a técnica do pastiche, a imitação de estilo literário, é extremamente difícil, quase impossível. Pastichadores conseguem imitar uma página, uma poesia de alguém, jamais toda uma obra ou as obras de centenas de autores.

Afirma que Chico foi autodidata e leitor voraz durante toda a vida, sempre insinuando o pastiche. Leitor voraz? Passava os dias lendo? Só quem não conhece sua biografia pode falar uma bobagem dessa natureza, já que Chico passava a maior parte de seu tempo atendendo pessoas, psicografando, participando de reuniões e atendendo à atividade profissional. Não conheço um único documentário, uma única foto mostrando Chico lendo “vorazmente”. Ah! Sim! Para a repórter Chico certamente escondia isso.


Fala também que Chico teria 500 livros em sua biblioteca e que “a lista inclui volumes de autores cujo espírito o teria procurado para escrever suas obras póstumas, como Castro Alves e Humberto de Campos”.

E as centenas de poetas e escritores que se manifestaram por seu intermédio. Chico tinha livros deles? E de poetas que sequer publicaram livros?

Quanto a Humberto de Campos, cuja família tentou receber na justiça os direitos autorais pelas obras psicografadas por Chico, o que seria ótimo acontecer, o reconhecimento oficial da manifestação dos Espíritos, esqueceu-se a repórter de informar que Agripino Grieco, o mais famoso crítico literário de seu tempo, recebeu uma mensagem do escritor, de quem era amigo. Reconheceu que o estilo era autenticamente de Humberto de Campos, mas que o fato para ele não tinha explicação, já que, como católico praticante, não admitia a possibilidade de manifestação dos espíritos.

Esqueceu ou ignora que Chico, médium psicógrafo mecânico, recebia duas mensagens simultaneamente, com ambas as mãos sendo usadas por dois espíritos. Desafio Superinteressante a encontrar um prestidigitador capaz de fazer algo semelhante.

Uma pérola de ignorância jornalística está na referência sobre materialização de Espíritos: “seria necessário produzir um total de energia duas vezes maior do que é hoje produzido pela hidroelétrica de Itaipu por ano, segundo os cálculos feitos por especialistas exibidos por reportagens sobre Chico nos anos 70.” Seria superinteressante a repórter ler sobre as pesquisas de Alfred Russel Wallace, Oliver Joseph Lodge, Lord Rayleigh, William James, William Crookes, Ernesto Bozzano, Cesare Lombroso, Alexej Akzacof e muitos outros cientistas respeitáveis que estudaram o fenômeno da materialização e o admitiram. Leia, também, sobre quem eram esses cientistas, para constatar que não agiam levianamente como está na revista.


A repórter reporta-se às reuniões mediúnicas das quais Chico participava como shows que o tornaram famoso e destila seu veneno. Cita o sobrinho de Chico que, dizendo-se médium, confessou que era tudo de sua cabeça, o mesmo acontecendo com o tio. Por que passar essa informação falsa, se o próprio sobrinho de Chico, notoriamente perturbado e alcoólatra, pediu desculpas pela sua mentira? Joga penas ao vento e espera que o leitor as recolha? Omitiu também a informação de que ele confessou que pessoas interessadas em denegrir o médium pagaram-lhe pela acusação.


Eram frequentes nas reuniões a ocorrência de fenômenos como a aspersão de perfumes no ambiente, algo que, deveria saber a repórter, costuma ocorrer com os médiuns de efeitos físicos. No entanto, recusando-se a colher informações mais detalhadas sobre o assunto, limitou-se a dizer que em 1971 um repórter da revista Realidade, José Hamilton Ribeiro, denunciou que viu um dos assessores de Chico Xavier levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar. Sugere que havia mistificação, aliás, uma tônica na reportagem. Por que não foram consultadas outras pessoas, inclusive centenas que tiveram seus lenços inexplicavelmente encharcados de perfume ou a água que levavam para magnetizar, a exalar também um olor suave e desconhecido que perdurava por muitos dias?


Na questão das cartas, milhares e milhares de cartas de Espíritos que se comunicavam com os familiares, sugere a repórter que assessores de Chico conversavam com as pessoas, anotando informações para dar-lhes autenticidade. Lamentável mentira. E ainda que isso acontecesse, Chico precisaria ser um prodígio para ler rapidamente as informações e inseri-las no contexto de cada mensagem, de cada espírito, mistificando sempre.


E as mensagens dirigidas a pessoas ausentes? E os recados aos presentes? Não eram só mensagens. Eram incontáveis recados. A pessoa aproximava-se de Chico e ele, sem conhecer nada de sua vida, transmitia recados de familiares desencarnados, na condição de um ser interexistente, que vivia simultaneamente a vida física e a espiritual, em contato permanente com os Espíritos.

Lembro o caso de um homem inconformado com a morte de um filho. Ia toda noite deitar-se na sepultura do rapaz, querendo “ficar com ele”. Não contava a ninguém, nem mesmo aos familiares. Em Uberaba recebeu mensagem do filho pedindo-lhe que não fizesse isso, porquanto ele não estava lá.

Durante muitos anos Chico psicografou receituário mediúnico de homeopatia. Perto de 700 receitas numa noite. Ficava horas psicografando. E os medicamentos correspondiam à natureza do mal dos pacientes, sem que o médium deles tivesse o mínimo conhecimento. Na década de 70 tive uma uveíte no olho esquerdo. Compareci à reunião de receituário. Escrevi meu nome e idade numa folha de papel. Não conversei com ninguém. Após a reunião recebi a indicação de dois medicamentos. Tornando a Bauru, onde resido, verifiquei num livro de homeopatia que o dois medicamentos diziam respeito ao meu mal. Curaram-me.

Concebesse a repórter que, como dizia Shakespeare, há mais coisas entre a Terra e o Céu do que concebe nossa vã sabedoria, e não se atreveria a escrever sobre assuntos que desconhece, com o atrevimento da ignorância.


Outras “pérolas” da reportagem:

Oferece “explicações” lamentáveis para o fenômeno Chico Xavier.

Psicose, confundindo mediunidade com anormalidade.

Epilepsia, descarga elétrica que “poderia causar alheamento, sensação de ausência, automatismo psicomotor”, segundo a opinião de um médico. Descreve algo inerente ao processo mediúnico, que não tem nada a ver com desajuste mental, ou imagina-se que o contato com o Espírito comunicante não imponha uma alteração nos circuitos cerebrais, até para que ocorra a manifestação? E porventura o médico consultado sabe de algum paciente que produza textos mediúnicos durante a crise epilética?


Criptomnésia, memórias falsas, lembranças escondidas no subconsciente do médium, ao ouvir informações sobre o morto. Inconscientemente ele “arranjaria” essas informações para forjar a “manifestação”.


Telepatia. Aqui o médium captaria informações da cabeça dos consulentes e as fantasiaria como manifestação do morto. Como dizia Carlos Imabassahy, grande escritor espírita, inconsciente velhaco, porquanto sempre sugere que é um morto quem se manifesta, não ele próprio.

Informa a repórter que “acuado pelas críticas na Pedro Leopoldo de 15 mil habitantes, Chico resolveu fazer as malas e partir para Uberaba, um polo do Espiritismo onde contaria com um apoio de amigos”.

Mentira. Ele deixou Pedro Leopoldo, onde tinha muitos amigos, não por estar “acuado”, mas simplesmente seguindo uma orientação do Mundo Espiritual, em face de tarefas que desenvolveria em Uberaba que, então sim, com sua presença transformou-se em “polo do Espiritismo”.

Na famoso pinga-fogo a que Chico compareceu, em 1971, na TV Tupi, um marco na história das entrevistas televisivas, com uma quase totalidade de audiência, diz a repórter que Chico foi “bombardeado por perguntas. Mas se safou.” Bombardeado? Safou-se? O que foi essa entrevista, um libelo acusatório contra um mistificador? Se a repórter se desse ao trabalho de ver a entrevista toda, o que lhe faria muito bem, verificaria que o clima foi de cordialidade, de elevada espiritualidade, e que em nenhum momento os entrevistadores “bombardearam” Chico. E em nenhum momento ele deixou de responder as perguntas com a sobriedade e lisura de quem não está ali para safar-se, mas para ensinar algo de Espiritismo.


Falando da indústria (?) Chico Xavier, há um box sobre “Dieta do Chico Xavier”, que jamais seria veiculada por Chico. Usaram seu nome. Por que incluí-la nas inverdades sobre o médium, simplesmente para denegrir sua imagem, aqui sugerindo que seria ingênuo a ponto de conceber semelhante bobagem? Se eu divulgar via internet que Superinteressante recomenda o uso de cocô de galinha para deter a queda de cabelos, seria razoável que alguma revista concorrente citasse essa tolice, mencionando a suposta autoria, sem verificação prévia?


Falando dos 200 livros biográficos sobre Chico Xavier, a repórter escreve: “Tem até um de piadas, Rindo e Refletindo com Chico Xavier”. Certamente não leu o livro, porquanto não conhece nem o autor, eu mesmo, Richard Simonetti, nem sabe que não se trata de um livro de piadas, mas um livro de reflexão em torno de ensinamentos bem-humorados do médium.

Não fosse algo tão lamentável, tão séria essa agressão contra a figura respeitável e venerável de Chico Xavier, eu diria que essa reportagem, ela sim, senhor redator, foi uma piada de péssimo gosto!

Doravante porei “de molho” as informações dessa revista, sem o crédito que lhe concedia.


A repórter Gisela Branco esteve em Pedro Leopoldo e Uberaba com o propósito de situar Chico Xavier como figura mitológica. É uma pena! Não teve a sensibilidade nem o discernimento para descobrir o médium Chico Xavier, cuja contribuição em favor do progresso e bem estar dos homens foi tão marcante que, a exemplo do que disse Einstein sobre Mahatma Gandhi, “as gerações futuras terão dificuldade para conceber que um homem assim, em carne e osso, transitou pela Terra.”

E deveria saber que não vemos Chico Xavier como um mártir, conforme sugere. Não morreu pelo Espiritismo. Viveu como espírita. E se algo se aproxima de um martírio em seu apostolado, certamente foi o de suportar tolices e aleivosidades como aquelas presentes na citada reportagem.

Finalizando, um ditado Zen para reflexão dos redatores da Super:


O dedo aponta a lua.

O sábio olha a lua.

O tolo olha o dedo.

Richard Simonetti

Bauru, 3 de abril de 2010.

Recebido pela internet

25 comentários:

João Poeta disse...

"De onde a repórter tirou essa bobagem de que “toda essa história começou com as cartas dos mortos?”
Se as eliminarmos em nada se perderá a grandeza de Chico Xavier".
Parabéns por essa postagem em defesa do homem que trasnforou a minha vida, mem tornando um homem melhor.
Saudações fraternais.
João

Julimar Murat disse...

Oi Felipe
Li pela manhã essa mainifestação muito justa à revista SuperInteressante e achei importante vc estar divulgando em seu blog.
Devemos repassar a nossa também indignação a respeito desta matéria a todos que possam interessar.
Obrigada por compartilhar conosco

Abraços

Julimar

Rosana Madjarof disse...

Felipe,

Hoje cedo recebi esta matéria por e-mail, através de aum amigo, e confesso que fiquei chocada com a Revista pela publicação de tal matéria.

Impressionate como geram polêmicas ao redor de tudo e de todos não é?

Parabéns pela postagem.

Bjs.

Rosana.

Felipe disse...

João

Esta matéria me parece propaganda enganosa. Ao abrir o site da revista - http://super.abril.com.br/ - você encontra a capa da revista, ao clicar sobre ela você é remetido para a página de assinaturas oferecendo uma camisa da copa do mundo.
Será que chegamos a este ponto?
Abraços

Felipe disse...

Julimar
Grato pelo apoio. Veja comentário acima.
Abraços saudosos

Felipe disse...

Rosana
Veja minha manifestação no comentário do João.
Beijão

Principe Encantado disse...

Felipe foi ao end que vc citou e realmente, nada, propaganda enganosa mesmo.
Abraços forte

Felipe disse...

Meu Caro Príncipe

Eles têm o direito de fazer uma chamada para a matéria, mas direcionar o leitor à página de assinaturas não.
Forte abraço

Sissym disse...

Esquisito, tambem tentei o link.
O interessante é ver o numero desta publicação e algumas posteriores para ver o que estará contido nelas.
De qq maneira, que assunto denso!
Felipe, lembre que recentemente tinha um louco falando estupidamente sobre espiritismo no dihitt. Creio que veremos mais manifestações desagradáveis.

Sobre reverência e respeito: reverência nada mais é do que um respeito profundo, veneração ou respeito às coisas sagradas.

Bjs

Arierom disse...

Caro Felipe,

lamentável que necessitem desde nível inferior de expediente.
Há muito é questionada a qualidade dos conteúdos de produtos da editora desta publicação. Principalmente no quesito “ética e verdade”.

Tentar aproveitar o momento do centenário de nascimento de Chico Xavier, para quem sabe arregimentar um tanto mais de leitores, assinantes ou anunciantes desinformados, demonstra muito mais que ausência de profissionalismo, ética e respeito com a verdade... Cheira mero desespero editorial.

Sem contar o desrespeito com seus possíveis leitores de então, com artigos descabidos, infames e tristes. Leva-nos a questionar outras “verdades (?) super-interessantes” de tantas matérias já publicadas.

A pessoa e memória do brasileiro Chico Xavier não necessita de defesa! Sua vida e conduta como cidadão, religioso e escritor, de tantas obras de assistência social e caridade, que influenciou e influencia positivamente não só aos espíritas, são fatos que não tem apelos ou argumentos descabidos que sejam realmente válidos, ou seja, Chico Xavier não carece de defesa. Mas o público leitor sim, de publicações e matérias desta natureza falaciosa, carregada de sofismas.

Parabéns pela sua excelente matéria!

Arierom.

Felipe disse...

Sissym
Os cães ladram e a caravana passa".
Beijão

Felipe disse...

Arierom
A revista deu o famoso "tiro pela culatra".
Abraços!

Francisco Castro disse...

Olá, Felipe!

Chico Xavier foi uma homem que merece respeito de todos os brasileiros. Pelo seu trabalho em prol dos mais necessitados que ele tanto ajudou. A sua simplicidade que deixava esconder toda a sua grandeza e a sua superioridade em relação às outras pessoas foi uma das suas maiires virtudes.

Abraços

Francisco Castro

Edson Cacimiro disse...

Repassei a mensagem, que pena uma revista que era tão boa fazer uma matéria dessas.

Felipe disse...

Edson
Grato pela visita e comentário
Abraços!

Felipe disse...

Francisco
Segue carta enviada à revista pelos espíritas de Portugal:

Sr. Director da revista Super-Interessante,

A propósito do trabalho "jornalístico" de Gisela Blanco sobre Francisco Cândido Xavier, já tivemos oportunidade de fazer eco das reacções de Alamar Régis Carvalho e de Richard Simonetti, no Blog de Espiritismo, mais precisamente nesta entrada:

http://blog-espiritismo.blogspot.com/2010/04/alamar-carta-revista-super-interessante.html

Nós, espíritas portugueses, apesar da distância física que nos separa do Brasil, conhecemos a biografia de F. C. Xavier, as suas obras psicografadas e o seu exemplar testemunho de vida, que é para nós uma inspiração. Espíritas e não espíritas reconhecem que Chico Xavier foi dos mais maravilhosos seres humanos que pisaram este planeta. Subscrevemos inteiramente essa ideia.

Conhecendo Chico Xavier e sua obra, sabendo da pobreza material em que sempre viveu e da sua exemplar honestidade e amor ao próximo, ficámos consternados e desiludidos com a vossa publicação. Se se tratasse de uma pagela de algum grupo de fanáticos religiosos, nem prestaríamos atenção. Mas trata-se de uma publicação de divulgação científica popular, pela qual temos apreço, tanto pela edição brasileira quanto pela portuguesa.

Solicitamos a reposição da verdade, e, se nos é permitido um conselho, a jornalista Gisela Blanco deve esforçar-se por separar as suas convicções e ódios pessoais, do seu trabalho enquanto profissional.

Com os melhores cumprimentos,

Mário Correia

Portugal

Histórias & Estórias disse...

Como leitora da SuperInteressante achei isto uma grande mancada da parte da revista. Ainda bem que tem olhos atentos pra ver, falar e colocar os pingos nos "ís". Espero, sinceramente, ver uma retratação desta matéria com o mesmo tamanho e intensidade com que foi exposta.

Valéria

Felipe disse...

Valeria
Também aguardamos o posicionamento da jornalista, da revista e da Editora Abril.
Abraços!

Pensador Louco disse...

Infelizmente, a Superinteressante, tal como a Veja, são revistas tão tendenciosas que mal podem ser consideradas jornalismo.

Talvez cunhadas no fato de que só reportagens polêmicas gerem vendas, não podem fazer uma edição sequer em que não denigram a imagem e história de alguém.

Desta vez foi Chico Xavier, cujo trabalho em vida (e em pós vida, suponho) sempre foi um de extrema responsabilidade e amor ao próximo.

Triste mesmo é saber que tais revistas ainda sejam formadoras de opinião.

Grande postagem, amigo. Parabéns.

Felipe disse...

Grato pela visita e comentário.
Abraços!

Geraldo disse...

Olá Felipe,

tu estás correto na expressão, os cães ladram a caravana passa.. é isto ai...

Perder tempo com esta pseudo-repórter com sua pseudo-reportagem não dá...

Por isto que amigo meu, cientista disse:

A superinteressante é um lixo!!

Abraço

Felipe disse...

Geraldo
Esta revista eu risquei do mapa.
Abraços!

gibanet disse...

O melhor de tudo é que o próprio autor e sua obra também foram citados na tal matéria. Coisas de grandes instituições da imprensa conservadora.
Para quem não teve acesso a revista, eis os endereços eletrônicos do editorial:
http://super.abril.com.br/cultura/todo-respeito-552184.shtml

gibanet disse...

Pois é meu amigo, acabo de ler a matéria da revista e é realmente lamentável o conteúdo.
Tem citações como shows do médium, trajetória de superstar e pirotecnia, além de acusações totalmente sem fundamento, como a que faz referencia ao programa Pinga-Fogo.
Espero que a repercução seja apropriada e que pese sobre a jornalista e os responsáveis da redação as consequencias merecidas, pela imprudencia, sendo a revista o que prega ser.
Um grande abraço
Giba

Felipe disse...

Giba.
Aguarda-se um pronunciamento da revista e da editora.
Abraços!

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