terça-feira, 30 de março de 2010

A ação mais importante

Um dia, um advogado famoso foi entrevistado. Entre tantas questões, lhe perguntaram o que de mais importante fizera em sua vida.

No momento, ele falou a respeito do seu trabalho com celebridades.

Mais tarde, penetrando as profundezas de suas recordações, relatou: O mais importante que já fiz em minha vida ocorreu no dia 8 de outubro de 1990.

Estava jogando golfe com um ex-colega e amigo que há muito não via.

Conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um. Ele contou-me que sua esposa acabara de ter um bebê.

Estávamos ainda jogando, quando o pai do meu amigo chegou e lhe disse que o bebê tivera um problema respiratório e fora levado às pressas ao hospital.

Apressado, largando tudo, meu amigo entrou no carro de seu pai e se foi.

Fiquei ali, sem saber o que deveria fazer. Seguir meu amigo ao hospital? Mas eu não poderia auxiliar em nada a criança, que estaria muito bem cuidada por médicos e enfermeiras.

Nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação.

Ir até o hospital e oferecer meu apoio moral? Talvez. Contudo, tanto meu amigo como a sua esposa tinham famílias numerosas.

Sem dúvida, eles estariam rodeados de familiares e de muitos amigos a lhes oferecer apoio e conforto, acontecesse o que fosse.

A única coisa que eu iria fazer no hospital era atrapalhar. Decidi que iria para minha casa.

Quando dei a partida no carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu veículo aberto. E com as chaves na ignição, estacionado junto às quadras de tênis.

Decidi, então, fechar o seu carro e levar as chaves até o hospital.

Como imaginara, a sala de espera estava repleta de familiares. Entrei sem fazer ruído e fiquei parado à porta.

Não sabia se deveria entregar as chaves ou conversar com meu amigo.

Nisso, um médico chegou, se aproximou do casal e comunicou a morte do bebê. Eles se abraçaram, chorando.

O médico lhes perguntou se desejariam ficar alguns instantes com a criança.

Eles ficaram de pé e se encaminharam para a porta. Ao me ver, aquela mãe me abraçou e começou a chorar.

Meu amigo se refugiou em meus braços e me disse: “Muito obrigado por estar aqui!”

Durante o resto da manhã, fiquei sentado na sala de emergências do hospital, vendo meu amigo e sua esposa segurando seu bebê, e se despedindo dele.

Isso foi o mais importante que já fiz na minha vida!

Equipe de Redação do Momento Espírita com base em texto sem menção a autor, intitulado
“Lição de vida”.
foto: internet

18 comentários:

Carolbio disse...

POIS é amigo..pra isso que servem os amigos ne?
tão triste a ocasião..
mas da uma tranquilidade de saber q tinha um amigo q estava ao lado dele
bjo

Mr.Jones disse...

olha, eu nao nego que cheguei até a me arrepiar de emoçao no final dessa historia. eu tb nao imaginaria que eles iam abraçar o amigo.

arte-e-manhas-arte disse...

Mesmo por acaso, ele estava no local certo e na hora exacta em que precisaram do seu abraço. É um erro pensarmos que somos desnecessários.

Bela história, amigo!

Beijos
Luísa

Felipe disse...

Mr Jones!
As outras pessoas presentes eram parentes. Ele era o único amigo.
Grato pela visita e comentário.
Abraços!

Felipe disse...

Carol.
Era o único amigo ali naquele momento.
Grato pela visita.
Abraços!

Turfe e Criação disse...

Olá Felipe,

Nestes momentos, descobrimos que a nossa presença vale mais que qualquer outra coisa. Nesta hora nossa amizade é posta a prova e mostra o seu real valor..

Abraço

Principe Encantado disse...

Que final emocionante, mais ao menos poedemos aprender uma grande lição, ser ter um amigo é precioso demais.
Abraços forte

Rosana Madjarof disse...

Felipe,

Quanta emoção senti ao ler esse texto.

Muitas vezes não nos damos conta da importância da nossa presença diante de certas situações em que achamos que a nossa presença nem será notada.

Um amigo é muito importante nessas horas - e posso dizer isso com conhecimento de causa -, pois o abraço, o ombro amigo, o afeto são as únicas coisas importantes e mais valiosas que temos nessas horas tão difícies.

Amei!

Bjs.

Rosana.

Felipe disse...

Concordo em gênero, número e grau.
Abraços!

Felipe disse...

Rosana
É uma grande verdade minha doce amiga.
Beijão!

Felipe disse...

Disse tudo meu Caro Príncipe.
Abraços!

Sissym disse...

Felipe, quando Rodrigo foi baleado, eu me censurei por não ter ido com ele (apesar da equipe da ambulancia ter sido ultra rapida...), passei a madrugada querendo descobrir quem era e onde estava. No dia seguinte, logo que acordei, fui para o Miguel Couto. Foi a melhor coisa que já fiz. Estar ali foi muito importante, para eles sim. Eu era uma estranha, mas nos abraçamos muitas vezes, demos as mãos e fizemos muitas correntes de oração.
Valeu e minha atitude, faria de novo!

Thiago Hataishi disse...

E o amigo só foi amigo por causa das chaves esquecidas, Se não ofsse por isso, ele seria apenas mais um dos que não estavam ali.
Ele não foi lá pelo sentimento de amizade.
A única coisa que se pode ressaltar, é que ele reconhece como fato importante em sua vida, a importância que sua presença teve para o amig dele.

Felipe disse...

Thiago
Tenho ceteza que daquele dia em diante a vida daquele homem mudou radicalmente.
Abraços!

Felipe disse...

Sissym
Trnho certeza que a minha amiga "Molequinha" faria tudo novamente. Ela é muito gente.
Beijão!

Felipe disse...

Luísa.
"Acaso é o nome que Deus dá quando quer fazer as coisas no anonimato"
Beijão

João Poeta disse...

Bela história, Felipe. O acaso o levou a praticar uma boa ação e ter aprendido o valor do calor de uma amizade sincera.
Namastê!
João

Felipe disse...

Meu Caro Poeta
"Acaso é o nome que Deus usa quando não quer assibar uma obra".
Forte Abraço

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