quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Símbolos do Natal


O Natal, que logo estaremos a comemorar, apresenta alguns aspectos pouco conhecidos. Em especial no que diz respeito aos seus símbolos.
Por exemplo, a árvore de Natal. Alguns acreditam que ela se originou no século oitavo. Teria sido o missionário São Bonifácio que a idealizou, em substituição ao culto realizado nas florestas ao deus Odin.
Outros afirmam que foi Martinho Lutero o seu idealizador, no século dezesseis.
Registra a História que, na noite de Natal, Lutero caminhava por uma floresta de pinheiros. Olhando para o céu, viu as estrelas brilhando ainda mais belas, através dos galhos cobertos de neve.
Encantado com a beleza do quadro, cortou um galho, levou-o para casa e usou velas acesas para imitar o brilho dos astros que presenciara.
A árvore de Natal veio para a América, na época colonial, trazida pelos alemães.
O presépio, por sua vez, teve origem no século treze. Foi na Itália. Na noite de vinte e quatro para vinte e cinco de dezembro de mil duzentos e vinte e quatro, Francisco de Assis teve a ideia de representar o nascimento de Cristo.
Preparou uma encenação, num estábulo verdadeiro, da manjedoura, do boi e do jumento. A tempos regulares ele mesmo aparecia em cena e falava a respeito do nascimento de Jesus.
Ainda no século treze, a representação idealizada pelo fundador das Ordens Franciscanas ficou conhecida em toda a Europa.
Há várias hipóteses quanto a origem dos cartões de Natal.                
Uma delas conta que eles surgiram na Inglaterra por volta de mil oitocentos e quarenta e três. A iniciativa foi do diretor do Museu Britânico de Londres, Sir Henry Cole. Foram popularizados e começaram a ser impressos em mil oitocentos e cincoenta e um. Outra diz que os cartões foram criados em mil oitocentos e setenta, durante a guerra entre a Alemanha e a França, um oficial prussiano idealizou cartões de Natal a partir de capas de alguns cadernos de colégio.
Distribuiu aos seus soldados para que eles pudessem escrever aos seus parentes.
Teria sido assim a criação  dos primeiros cartões postais, que depois sofreram várias modificações.
Pode-se imaginar a emoção de uma mãe, uma esposa, a namorada, irmãos recebendo uma mensagem de Natal, escrita de próprio punho, por seu amor, de uma frente de batalha.
Dar presentes é uma tradição que tem origem em tempos recuados. Fazia parte das saturnálias, festas orgíacas de Roma, como também de festividades nórdicas.
Entre os cristãos, o costume iniciou no século sete, com o Papa Bonifácio, que presenteava os necessitados, em nome do Divino aniversariante.
As velas acesas no Natal para enfeitar as árvores e outros arranjos têm origem comum: o culto ao fogo.
Só o tempo fez desaparecer as orgias pagãs e ajudou a apagar as recordações sobre a origem do fogo, que era o velho culto ao sol.
Desde que os símbolos não remontam à época do Cristo, conclui-se que ele, em essência, nada tem a ver com nenhum deles.
Assim, comemorar o Natal nos permite ornamentar o lar com luzes, cores, enfeites. Mas importante não esquecer de preparar o coração.
Preparar a ceia de Natal para parentes e amigos, mas não esquecer de, em nome do Divino aniversariante, saciar a fome de quem a sofre.

Fonte: Momento Espírita.
Foto: Wikipédia

domingo, 12 de dezembro de 2010

La Mer

La Mer  é uma canção célebre composta e originalmente interpretada pelo cantor e compositor francês Charles Trenet.
Mireille Mathieu

Trenet escreveu a letra dessa canção em um trem em 1943 enquanto viajava pela costa mediterrânea francesa voltando de Paris para Narbonne. Supostamente a composicão demorou 10 minutos para ser finalizada, em papel higiênico fornecido pela SNCF (Rede Ferroviária Francesa). Leo Chauliac ajudou na composição da melodia.  Apenas em 1946 que Charles Trenet gravou a famosa música. 
orquestrada - Roger Williams

Hoje, a canção possui mais de 400 versões nas mais diversas línguas. Uma das principais adaptações é a de Jack Lawrence, intitulada, na língua inglesa, de Beyond the Sea.
La Mer já foi utilizada como trilha sonora de diversos filmes e foi citada (e interpretada) no seriado Lost, no 12º episódio da primeira temporada. Em 2007, o filme As Férias de Mr. Bean, protagonizado por Rowan Atkinson como Mr. Bean, destaca a música em seu encerramento.
Francoise Hardy

fonte: Wikipedia

sábado, 11 de dezembro de 2010

Quadras Populares de Fernando Pessoa



Se ontem à tua porta   
Mais triste o vento passou —
Olha: levava um suspiro...
Bem sabes quem to mandou...

Dias são dias, e noites
São noites e não dormi...
Os dias a não te ver
As noites pensando em ti.

Levas uma rosa ao peito
E tens um andar que é teu...
Antes tivesses o jeito
De amar alguém, que sou eu.

Tens um livro que não lês,
Tens uma flor que desfolhas;
Tens um coração aos pés
E para ele não olhas.

O malmequer que arrancaste
Deu-te nada no seu fim,
Mas o amor que me arrancaste,
Se deu nada, foi a mim.

A rosa que se não colhe
Nem por isso tem mais vida.
Ninguém há que te não olhe
Que te não queira colhida.

Tenho vontade de ver-te
Mas não sei como acertar.
Passeias onde não ando,
Andas sem eu te encontrar.

Vai alta a nuvem que passa.
Vai alto o meu pensamento
Que é escravo da tua graça
Como a nuvem o é do vento.

Tinhas um pente espanhol
No cabelo Português,
Mas quando te olhava o sol,
Eras só quem Deus te fez.

As gaivotas, tantas, tantas,
Voam no rio pro mar...
Também sem querer encantas,
Nem é preciso voar.

Todos os dias que passam
Sem passares por aqui
São dias que me desgraçam
Por me privarem de ti.

Tenho um livrinho onde escrevo
Quando me esqueço de ti.
É um livro de capa negra
Onde inda nada escrevi.

Nuvem alta, nuvem alta,
Porque é que tão alta vais?
Se tens o amor que me falta,
Desce um pouco, desce mais!

A luva que retiraste
Deixou livre a tua mão.
Foi com ela que tocaste,
Sem tocar, meu coração.

A tua janela é alta,
A tua casa branquinha.
Nada lhe sobra ou lhe falta
Senão morares sozinha.

Fonte: Poesias coligadas  - Quadras ao gosto popular
Ilustração: internet 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ai quem me dera


Composição:Vinicius de Morais
Canta: Clara Nunes

Ai quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto, simples e sem fim
E ouvindo o canto, se chorasse tanto
Que do mundo o pranto, se estancasse enfim

Ai quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor...

Ahh se as pessoas se tornassem boas
E cantassem moas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai quem me dera ouvir um nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E ao fim da espera
Ouvir na primavera
Alguém chamar por mim

Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai quem me dera ouvir um nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E ao fim da espera
Ouvir na primavera
Alguém chamar por mim

sábado, 20 de novembro de 2010

Para Laura

Para Laurinha, sorriso bonito de menina, com votos de Parabéns e Felicidades.

Que você possa colher todas as flores que encontrar pelo seu caminho.

Beijão

Laura

Me empreste um sorriso
É o que eu mais preciso
Pra poder viver

Laura

Neste meu bolero
Eu me desespero
Chego a plagiar Coubanacan

Laura

Me empreste um carinho
Venha 
Da-me tuas mãos pra gente andar
Curtir, Oh

Laura

Teu comportamento
Tanto atrevimento
Me modificou

Laura

Minha decadência
Sofre a influência
Vou morrer de amor

Laura

Minha decadência
Sofre a influência
Vou morrer de amor

Vou morrer de amor

Vou morrer de amor

Mestres do perdão

Eram duas crianças a brincar. Amigos. Vizinhos. Um desfrutava de privilegiada situação social. Toda novidade em matéria de brinquedos lhe chegava, de forma rápida, às mãos.

O outro era o amigo que, por conta justamente da amizade, desfrutava com alegria desses pequenos prazeres da infância.

Naquele dia, a novidade era um trem. Nada sofisticado. Mas um trem de cores vivas que, nas mãos dos garotos logo adquiriu vida.

O trem ia de uma cidade a outra. Com rapidez. Recebia pessoas aqui, deixava outras ali. Transpunha distâncias em segundos, na imaginação fértil dos petizes, dando quase a volta ao mundo.

A geografia não importava muito. Em um momento, estavam numa localidade.

Em outro, tinham transposto o mar e se encontravam em outra.

Assim seguia a brincadeira, até o momento em que o amiguinho resolveu que o trem deveria ficar mais tempo em suas mãos.

Afinal, o dono do trem o detinha em demasia. Ele fazia as viagens mais longas, mais emocionantes.

À conta disso, começou uma discussão. O trem é meu, então fico com ele tanto tempo quanto quero!

Mas eu sou seu amigo e seu convidado! Você tem que me deixar dirigir o trem.

E uma pequena disputa se travou. Os dois meninos agarraram o trem, cada um puxando de um lado.

Puxa daqui, puxa dali. O dono do brinquedo puxou com mais vigor. Caiu e o brinquedo lhe bateu na fronte, ferindo-o de leve.

Mas a dor da batida e um pequeno filete de sangue, que logo apareceu, fez com que o choro começasse.

Acudiram mãe e pai. Ao ver o rosto do filho com um hematoma e o sangue, o pai se tomou de ira, gritou com o visitante, fez-lhe ameaças.

O garoto ficou parado, sem entender muito bem toda a questão, pela rapidez com que tudo acontecera.

O amigo chorava, machucado. O pai o colocou ao colo e ia se preparando para sair, rumo ao hospital.

Afinal, pensava, era preciso verificar se algo mais grave não acontecera.

Quando ia transpondo a porta, o ferido levantou o rosto que estava apoiado ao ombro do pai, enxugou as lágrimas e gritou para o amiguinho ainda atônito, sentado no chão:

Ei, não vá embora! Eu volto logo e vamos continuar a brincar.

Então, o pai se deu conta do estardalhaço que fizera por pouca coisa. Limpou o rosto do filho ele mesmo e o entregou de volta à brincadeira.

O fato é mais corriqueiro do que se imagina. Em verdade, pequenas rusgas surgem entre as crianças.

Rusgas que parecem prestes a explodir em agressão.

Entre os adultos, nos envolvemos em situações semelhantes, muitas vezes.

Mas, deveríamos aprender com as crianças, esquecendo logo a dificuldade e retornando ao convívio da amizade ou do trabalho.

fonte: Momento Espírita
ilustração: internet

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O pássaro cativo - Olavo Bilac

O pássaro cativo



Armas, num galho de árvore, o alçapão

E, em breve, uma avezinha descuidada,

Batendo as asas cai na escravidão.

Dás-lhe então, por esplêndida morada,

Gaiola dourada;



Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo.

Por que é que, tendo tudo, há de ficar

O passarinho mudo,

Arrepiado e triste sem cantar?

É que, criança, os pássaros não falam.



Só gorjeando a sua dor exalam,

Sem que os homens os possam entender;

Se os pássaros falassem,

Talvez os teus ouvidos escutassem

Este cativo pássaro dizer:



"Não quero o teu alpiste!

Gosto mais do alimento que procuro

Na mata livre em que voar me viste;

Tenho água fresca num recanto escuro



Da selva em que nasci;

Da mata entre os verdores,

Tenho frutos e flores

Sem precisar de ti!



Não quero a tua esplêndida gaiola!

Pois nenhuma riqueza me consola,

De haver perdido aquilo que perdi...

Prefiro o ninho humilde construído



De folhas secas, plácido, escondido.

Solta-me ao vento e ao sol!

Com que direito à escravidão me obrigas?

Quero saudar as pombas do arrebol!

Quero, ao cair da tarde,

Entoar minhas tristíssimas cantigas!

Por que me prendes? Solta-me, covarde!

Deus me deu por gaiola a imensidade!

Não me roubes a minha liberdade...

Quero voar! Voar!



Estas cousas o pássaro diria,

Se pudesse falar,

E a tua alma, criança, tremeria,

Vendo tanta aflição,

E a tua mão tremendo lhe abriria

A porta da prisão...


poema: Olavo Bilac
foto: Renato Teixeira

domingo, 14 de novembro de 2010

Pastéis, guaraná e Deus

Havia um pequeno menino que queria encontrar com Deus.

Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto, numa Sexta-feira, após as aulas, encheu sua mochila com pastéis e algumas latas de guaraná que pegou no armário de casa,  começando sua caminhada.

Após andar  umas 3 quadras, encontrou um velhinho sentado num banco de praça olhando os pássaros.

O menino sentou-se junto dele, abriu sua mochila e ia tomar um gole de guaraná, mas percebeu que o velhinho estava com fome, então lhe ofereceu um pastel.

O velhinho, agradecido, aceitou e sorriu ao menino.

Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo, e lhe ofereceu seu guaraná.

Mais uma vez o velhinho sorriu e o menino ficou muito feliz.

Ficaram ali sentados e sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná, pelo resto da tarde, sem falarem um com o outro.

Quando escurecia o menino, que já estava cansado, resolveu voltar para casa, mas antes disso voltou-se para o velhinho e lhe deu um grande abraço.

O velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido.

Ao entrar em casa, sua mãe surpresa, ao ver a felicidade estampada em seu rosto, perguntou:

-         O que você fez hoje  que o deixou tão feliz ?

-         Passei a tarde com Deus, você sabe que ele tem o mais lindo sorriso que eu já vi ?

Enquanto isso, o velhinho chegou em casa radiante e seu filho perguntou:

-         Por onde você esteve que está tão feliz ?

O velhinho respondeu.

-         Comi pastéis e bebi guaraná com Deus  no parque.

Antes que seu filho dissesse alguma coisa, arrematou:

-  Você sabe que ele é bem mais jovem do que eu pensava?  

Desconheço o autor 
foto: internet   

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Empresta-me teu corpo - síndrome de personalidade múltipla


A Síndrome de Personalidade Múltipla (SPM) ou Transtorno Dissociativo de Identidade é considerada por alguns estudiosos no assunto, mais comum que se imagina, principalmente em adolescentes do sexo feminino. A ciência descreve a SPM como a existência de duas ou mais personalidades distintas e separadas numa mesma pessoa, sendo que, cada uma delas determinando comportamento, atitude e sentimento próprio.

Na realidade, desde o século 18, existe muita controvérsia no meio cientifico, envolvendo o diagnóstico e tratamento da SPM.  

Neste artigo vamos nos concentrar em divulgar os estudos e pesquisas do conceituado escritor espírita, Hermínio C. Miranda, autor do livro Condomínio Espiritual. Ele reuniu nesta obra, algumas raridades bibliográficas escritas por médicos que participaram diretamente da terapia e pesquisa com seu paciente. Também tem outros casos, mais recentes, e também dramáticos, que de tão espetacular, suas histórias foram publicadas em livros, lançados nos EUA, sendo que, um destes casos virou filme intitulado As três faces de Eve.

Um dos casos mais famosos é o da garota Sybil, sua história foi escrita por Flora Rheta Schreiber, publicado em 1973, se tornou best-seller, já vendeu seis milhões de exemplares. Flora descreve as 16 entidades que se encontravam ao lado de Sybil, sendo 14 femininas e duas masculinas. Destas entidades, uma de nome Victoria Antoinette Scharleau, apelido Vicky, se destacava por ter controle sobre as outras personalidades, ou seja, ela controlava quem iria e por quanto tempo se manifestar no corpo de Sybil. A doutora Cornélia B. Wilbur, que cuidou do tratamento de Sybil, foi magnífica ao introduzir na terapia a convivência pacífica entre as entidades, desenvolvendo assim, excelente relacionamento com todas as personalidades. A tarefa foi difícil, Dra. Wilbur, cuidou do caso por onze anos. Além destes problemas, Sybil, submeteu desde a infância até a adolescência, sob o controle severo e cruel de sua mãe que a deixou mutilada pelo resto da vida nos órgãos sexuais.

Outro relato é o de Henry Hawksworth que ficou sob os cuidados do Dr. Ralph B. Allison, que também orientou sua terapia. As personalidades tomaram conta por completo do corpo de Hawksworth quando ele tinha apenas três anos de idade. Ele só voltou a ter controle da situação, ou seja, do seu corpo e consciência, aos 43 anos. Durante 40 anos ele ficou sob o domínio, rotativamente, por cinco personalidades. Também com Hawksworth, havia uma entidade líder, Dana, que dominava a situação quando esta ficava fora de controle. Henry Hawksworth teve uma infância traumática e atormentada pelo seu sádico pai.

O caso de Billy Milligan é complexo e contém muitas informações. Havia 24 personalidades, mas apenas 10 se tornaram conhecidas pelos psiquiatras, advogados, policiais e mídia. Eram controladas pela personalidade do severo, culto e inteligente, Arthur. Havia outras personalidades também marcantes que quando, sob o domínio do corpo de Milligan, praticaram assaltos, estupros e seqüestros. O interessante é que para cada ato destes, uma entidade se manifestava, conforme sua condição moral. Por exemplo, quando era uma ação criminosa, emergia a personalidade de Ragen, para estupros, se manifestava, Adalana, uma entidade feminina e lésbica. Milligan foi preso, considerado o autor destes crimes. Também, igualmente a Sybil e Hawksworth, sua infância foi violenta. Sofreu tortura e abuso sexual de seu padrasto.                 

Em todos os casos havia uma personalidade dominante, porém todas eram consideradas secundárias. As personalidades secundárias poderiam ser crianças, mulheres, homens, com todo tipo de cultura, desequilíbrio, credo e raça. Entre a substituição de uma entidade para outra, o hospedeiro tem a sensação de uma amnésia, é o fenômeno da alteração de personalidade.

Outro caso muito interessante foi o de Mary Holf, em 1878, se apossou do corpo de Lurancy Vennum, por cento e dez dias. Inclusive, indo morar com a sua família, deixando a família de Lurancy. Na época, os pais de Rancy, como era conhecida, sofreram muito. Doutor Stevens acompanhou o caso e registrou todos os acontecimentos.  No prazo estipulado por Mary, devolveu o corpo a Lurancy. Vale ressaltar que outras personalidades se manifestaram. Uma delas, Katrina Hogan, era uma entidade agressiva que juntamente com outros seres invisíveis aguardavam, de plantão, o momento exato de apossar do corpo de Lurancy, sempre sob a vigilância de Mary Holf que era a entidade líder. Na idade adulta, dr. Richard Hodgon, entrevistou Rancy, considerando seu caso na categoria “espiritista”.

A opinião de Hermínio Miranda é que “entra em cena a mediunidade nesta discussão, devo dizer-lhe que, a ser legítima a proposta de que são autônomas as personalidades que integram o quadro da chamada grande histeria (SPM), é de pressupor-se no paciente faculdades mediúnicas mais ou menos indisciplinadas, mas atuantes, que permitem não apenas o acoplamento de outras individualidades ao seu psiquismo, como a manifestação de tais entidades através de seu sistema psicossomático (...) a SPM não seria psicose nem neurose, mas faculdade mediúnica em exercício descontrolado”.

A personalidade em posse do corpo do individuo não pode fazer com que ele pratique o suicídio, mas por meio de suas indisciplinas, acabe levando seu hospedeiro à morte, por exemplo, através de um acidente de carro. Outra violência no corpo do outro são os crimes praticados enquanto as personalidades fazem o “rodízio” em seu corpo, praticavam crimes com a intenção de criarem dificuldades a sua vítima, além de gozarem dos prazeres físicos (chegou a ocorrer em alguns casos, praticado sob o domínio da personalidade, a gravidez do hospedeiro).

A falta de estudo do médium, aliada ao seu despreparo, deixa-o condicionado às entidades de todo tipo, principalmente as desarmonizadas e desajustadas. Somente por meio de instrução, estudo e preparação, o médium poderá controlar estas passividades, deixando a comunicação com estas entidades para momento apropriado, como nos trabalhos de desobsessão do Centro.

O médium deve fazer uma reforma íntima e moral, participar das reuniões públicas, receber aplicação de passes, fazer o tratamento da desobsessão; o culto evangelho no lar é muito importante, além de ouvir músicas tranqüilas e ter o hábito de leituras edificantes. A caridade é a principal forma de podermos ajudar ao próximo como a nós mesmos, criando uma atmosfera favorável ao redor, deixando ao nosso lado entidades de luz que realmente querem nos auxiliar em prol do bem.

Marco Tulio Michalick
Texto original publicado na Revista Internacional de Espiritismo, edição nº 07, ano 2006.
ilustração: internet           

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Escritório Moderno

Muitas empresas de sucesso nasceram em meio improviso doméstico, dividindo espaço com a mesa de jantar ou com a máquina de lavar. Para dar um ar um pouco mais profissional a esses negócios, alguns empresários recorrem ao serviço de escritórios virtuais
Muita gente, ao pensar em montar o próprio negócio, logo se imagina num escritório com toda a estrutura a que tem direito: sede em um bairro nobre, secretária, sala de reunião, equipamentos de última geração. O problema é que, depois de fazer as contas, percebe que o investimento é inviável e acaba por se conformar com um local de trabalho mais simples, muitas vezes em casa mesmo. Mas hoje é possível dispôr de um escritório adequado às suas necessidades sem ter de gastar um dinheirão com aluguel, compra de móveis e contratação de pessoal. Basta contratar um escritório virtual.


Procurado principalmente por profissionais liberais, prestadores de serviço e empresários em viagens de negócios, o escritório virtual é um espaço que você pode alugar pelo prazo que quiser e que oferece variados serviços: salas de trabalho e de reuniões, computadores com acesso à internet, secretária, recebimento e remessa de recados e e-mails, recebimento de correspondências, serviço de motoboy e até um bom chá e  cafezinho. O valor do aluguel varia de acordo com os serviços solicitados e conforme a região.


A Siglos Escritórios Virtuais, localizada na Vila Mariana – São Paulo SP – fone 11 5539-5604  oferece esses serviços e deixa que o profissional cuide de seus clientes pois ela cuida do escritório.  Conheça melhor http://www.siglosescritorios.com.br/




terça-feira, 2 de novembro de 2010

É preciso agir

      Primeiro levaram os negros,

Mas não me importei com isso. Eu não era negro.

Em seguida levaram alguns operários,

Mas não me importei com isso. Eu também não era operário.

Depois prenderam os miseráveis,

Mas não me importei com isso, porque eu não sou miserável.

Depois agarraram alguns desempregados,

Mas como eu tenho um emprego, também não me importei.

Agora... Agora estão me levando.

Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo.


O poema é de Bertolt Brecht, e mostra a gravíssima questão  do ser humano, desnudado em linhas poéticas pelo pensador que nos convida a refletir sobre a indiferença.


A vida individualista, que prioriza o eu em detrimento do nós, apresenta-se como um dos problemas mais sérios da atualidade humana.



O egoísmo, a cobiça, o medo, transformaram grande parte dos seres em autômatos ilhados.



Autômatos, sim, pois evitam pensar, refletir, ponderar, em nome de uma falsa falta de tempo.



Amizades que deixamos de cultivar na infância, na juventude, hoje fazem falta a muitos homens e mulheres.



Relacionamentos familiares fortes, envolvendo cumplicidade e carinho, no futuro nos farão falta, pois quando precisarmos nos abrir, desabafar, perceberemos que não temos intimidade com ninguém para tal.



É preciso agir. Agir enquanto há tempo.



Será tão difícil dar atenção, se importar com aqueles que estão ao nosso redor?



Será tão  difícil romper esta barreira da indiferença, e perguntar: Como você está? Realmente desejando saber como anda a vida do outro?



O Mundo não sou eu mas os outros. O Mundo somos nós.



Estamos todos expostos ao mesmo tipo de experiências, às mesmas provações, aos mesmos aprendizados.



É preciso agir. É preciso se importar mais.

Quebrar o gelo da indiferença, e perceber que as águas que irão verter aplacarão nossas sedes mais secretas.



Despertemos, ainda hoje, e perceberemos que o brilho do sol é mais seguro do que a escuridão dos olhos fechados.

fonte: Momento Espírita
foto: internet
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