terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal todo dia

A todos os meus amigos e a todos aqueles que passaram por aqui.



Desejo um Feliz Aniversário para o Cristo que existe em cada um de vocês. Que possamos semear paz, alegria e esperança mostrando ao mundo que todo dia pode ser Natal.






Um pouco de tudo o que é bom para cada um de vocês.


Natal Todo Dia



(Mauricio Gaetani Tapajós)
Um clima de sonho se espalha no ar,
Pessoas se olham com brilho no olhar,
A gente já sente chegando o Natal,
É tempo de amor, todo mundo é igual.


 Os velhos amigos irão se abraçar,
Os desconhecidos irão se falar,
E quem for criança vai olhar pro céu
Fazendo pedido pro velho Noel

Se a gente é capaz de espalhar alegria,
Se a gente é capaz de toda essa magia,
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia!

Um jeito mais manso de ser e falar,
Mais calma, mais tempo pra gente se dar.
Me diz porque só no Natal é assim?
Que bom se ele nunca tivesse mais fim!

Que o Natal comece no seu coração,
Que seja pra todos, sem ter distinção.
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for,
O melhor presente é sempre o amor.


Edição: Lorena Lisboa

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Canção da maçaneta


Não há mais bela música que o ruído da maçaneta da porta quando meu filho volta para casa.

Volta da rua, da vasta noite, da madrugada de estranhas vozes, o ruído da maçaneta e o gemer do trinco o bater da porta que novamente se fecha, o tilintar inconfundível do molho das chaves são um doce acalanto, uma suave cantiga de ninar. Só assim fecho os olhos, e posso dormir e descansar.

Oh! A longa espera, a sentida ausência, as histórias de acidentes e assaltos que só a noite, como ninguém, sabe contar.

Oh! Os pressentimentos e os pesadelos , o eco dos passos nas calçadas, a voz daqueles que se excederam na bebida, o longo apito do guarda medindo a noite e os cães, uivando na distância e o grito lancinante da ambulância!...

E o coração descompassado a pressentir e a martelar na arritmia do relógio do meu quarto observandodo a noite e seus mistérios.

Nisso, na sala que se cala, estala a gargalhada jovem da maçaneta que canta a festiva cantiga de retorno, e a sua voz engole a noite imensa com todos os ruídos secundários.

Oh! Os címbalos do trinco e os clarins da porta que se escancara e os guizos das muitas chaves que se abraçam e o festival dos passos que ganham a escada!

Nem as vozes da orquestra e o tilintar dos copos e a mansa canção da chuva no telhado podem sequer se comparar ao som da maçaneta que sorri quando meu filho volta.

Que ele retorne sempre são e salvo qual marinheiro depois da tempestade a sorrir e a cantar.

E que na porta da maçaneta cante a festiva canção do seu retorno que soa para mim como suave cantiga de ninar.

Só assim, meu coração se aquieta e posso afinal dormir e descansar.

Gióia Junior
ilustração: internet

sábado, 19 de dezembro de 2009

O que é o Natal?


Eu, menino, sentado na calçada, sob um sol escaldante, observava a movimentação das pessoas em volta, e tentava compreender o que estava acontecendo.
Que é o Natal? - perguntava-me, em silêncio.

Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças.

E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó voador? Onde estão os meus presentes? Perguntava-me.

E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso.

Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais amigas umas das outras.

Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.

Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso? - perguntava-me, com tristeza - E por que a polícia trabalha no Natal?

E eu, menino, entendia que não devia ser assim...

Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as igrejas em busca de Deus.

Mas por que, então, não saem de lá melhores do que entraram?

Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente.

Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento...

E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem...

Era um belo homem...

Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, nem amarelo ou vermelho.

Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me:

Olá, menino!

Oi!... Respondi, meio tímido.

E, com grande admiração, vi-o acomodar-se ao meu lado, na calçada, sob o sol escaldante.

Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia:

Que é o Natal?

Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:

Meu aniversário.

Como assim? - perguntei, percebendo que ele estava sozinho.

Por que você não está em casa? Onde estão os seus familiares?

E ele me disse: Essa é a minha família, apontando para aquelas pessoas que andavam apressadas.

E eu, menino, não compreendi.

Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão na minha cabeça de menino.

Não te conheço! - eu disse.

É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo...

Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.

Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do próprio aniversário...

Neste momento, estou com você. - respondeu-me, com um sorriso.

E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma.

A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu.

E conversamos... Eu, menino, e ele.

E ele me falava, e eu o entendia. E eu o sentia. E eu o amava...

Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista. E entre nós dois se fez a melodia!...

E eu, menino, sorri...

Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as casas, ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida. E eu suspirava, de alma renovada.

Abracei-o pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário!

Ele ergueu-me no ar, com seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e disse-me:

Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade. E tenha um Feliz Natal!

E porque eu não queria vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-o, levando-o para sempre no mais íntimo do coração...

E saí em busca de braços que aceitassem os meus...

E eu, menino, nunca mais o vi. Mas fiquei com a certeza de que ele sempre está comigo, e não apenas nas noites de Natal...

E eu, menino, sorri... Pois agora eu sei que Ele é Jesus... E é por causa Dele que existe o Natal.

Momento Espírita, com base em texto de
Fábio Azamore - livro Momento Espírita v. 4.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Abba entra no hall da fama do rock

Há vezes em que a qualidade e o trabalho de alguém, ou de algumas pessoas, demora muito a ser reconhecido.

O grupo sueco ABBA criado em 1972 e que foi grande sucesso mundial nas décadas de 70 e 80, dominando as paradas musicais de todo o mundo, só agora vai entrar para o hall da fama do rock  juntamente com Genesis, Jimmy Cliff, The Hollies e The Stooges.

O ABBA já havia sido indicado anteriormente, mas só agora teve a inclusão aprovada.

A lista com os artistas que serão incluídos no hall em 2010 foi divulgada na terça-feira (15/12).

O ABBA e demais artistas foram escolhidos por um painel de 500 votantes que fazem parte da fundação do hall da fama do rock and roll. Um artista pode ser incluído 25 anos após o lançamento de sua primeira gravação.

O quarteto ABBA foi responsável por colocar a Suécia no mapa da música pop. Entre os sucessos do grupo podem se destacados os clássicos "Dancing Queen", "Mamma Mia", "The Winner Takes it All", “I have a Dream”, “Tank you for de Music”, “Fernando” e muitos outros.

O nome do quarteto é um acrónimo formado pelas primeiras letras do nome de cada um dos integrantes: Björn Ulvaeus e Benny Andersson, e as vocalistas Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad (a Frida).

A partir de 1976, o primeiro B no logo da banda passou a ser escrito invertido em todos os discos e materias promocionais.


O ABBA se tornou a banda POP que mais discos vendeu na indústria fonográfica, mesmo estando inativa desde 1983 vendem mais de 3 milhões de discos por ano.

Abaixo, alguns sucessos do ABBA.


Dancing Queen





Fernando






Thank you for the Music



I have a dream




pesquisa: Wikipédia e Uol

domingo, 13 de dezembro de 2009

A tolerância

Muitas de nossas aflições e preocupações são frutos de nossa própria intolerância. Criamos, diariamente, uma série de problemas por não termos a acuidade necessária em tolerar faltas insignificantes na ordem das coisas; palpites sobre religiões, política, futebol etc..., e o resultado são querelas, disputas e inimizades quando o desfecho não é pior.

 
Bem escreveu Bini que “a humana sabedoria consiste em tolerar”, e Gould, que “a tolerância é a mãe da paz”. Já La Fontaine, autor de famosas fábulas, definiu bem o valor da tolerância quando disse: “Quando um não quer, dois não brigam”.
 
O famoso Voltaire, que foi o mais renitente lutador contra a intolerância, concluiu com este magnífico trecho o seu célebre “Tratado da Tolerância”: “A ti, Deus de todas as criaturas, de todos os mundos, de todas as épocas, dirijo esta petição. Não nos deste coração para que nos odiemos uns aos outros; nem mãos para nos exterminarmos reciprocamente.

“Faze com que as diferenças insignificantes nas roupas com que protegemos o corpo frágil, nas línguas impróprias que falamos, nos nossos usos absurdos, nas nossas leis imperfeitas, nas nossas convicções vãs, que todas essas distinções sem importância, que se afiguram tão importantes e são despidas de significação aos teus olhos, não se tornem penhores de ódio e perseguição. Faze com que os homens aprendam a abominar e a proscrever a tirania sobre as almas, como abominam e reputam fora da lei o furto e a violência. E se não puder evitar a guerra, faze, pelo menos que não nos detestemos e laceremos uns aos outros em plena paz, mas que possamos empregar a existência, em mil idiomas e um único a sentir, de Sião à Califórnia, em louvor a tua bondade que nos outorgam o momento efêmero a que chamamos vida”.


Extraído de Antologia Popular Espírita
foto: Catedral 2005


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A lição do fogo

Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.

Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:

- Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!

Autor desconhecido
foto: internet
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