sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pequenas joias da poesia





Alba

Não faz mal que amanheça devagar.
as flores não têm pressa nem os frutos;
sabem que a vagareza dos minutos
adoça mais o outono por chegar.
Portanto não faz mal que devagar
o dia vença a noite em seus redutos
de leste - o que nos cabe é ter enxutos
os olhos e a intenção de madrugar.

Geir Campos


Ditirambo


Meu amor me ensinou a ser simples
Como um largo de igreja
Onde não há nem um sino
Nem um lápis
Nem uma sensualidade

                        
Oswald de Andrade



O poema


Um poema como um gole d'água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequena moeda de prata perdida
para sempre na floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa
condição de poema

Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza


Mário Quintana


Monólogo


Estar atento diante do ignorado,
Reconhecer-se no desconhecido,
Olhar o mundo, o espaço iluminado,
E compreender o que não tem sentido.
Guardar o que não pode ser guardado,
Perder o que não pode ser perdido,
- É preciso ser puro, mas cuidado!
É preciso ser livre, mas sentido!
É preciso paciência, e que impaciência!
É preciso pensar ou esquecer,
E conter a violência, com prudência.
Qual desamada vítima ao querer
Vingar-se, sim, Vingar-se da existência,
E, misteriosamente não poder.

Dante Milano


Ilhas Idílicas

E
estando
me

 faltas
               
Neide Archanjo


ilustração: internet

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Solidão

Espectro cruel que se origina nas paisagens do medo, a solidão é, na atualidade, um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e o homem.


A necessidade de relacionamento humano, como mecanismo de afirmação pessoal, tem gerado vários distúrbios de comportamento, nas pessoas tímidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas para um intercâmbio de idéias, uma abertura emocional, uma convivência saudável.


Enxameiam, por isso mesmo, na sociedade, os solitários por livre opção e aqueloutros que se consideram marginalizados ou são deixados à distância pelas conveniências dos grupos.


A sociedade competitiva dispõe de pouco tempo para a cordialidade desinteressada, para deter-se em labores a benefício de outrem.


O atropelamento pela oportunidade do triunfo impede que o indivíduo, como unidade essencial do grupo, receba consideração e respeito ou conceda ao próximo este apoio que gostaria de fruir.


A mídia exalta os triunfadores de agora, fazendo o panegírico dos grupos vitoriosos e esquecendo com facilidade os heróis de ontem, ao mesmo tempo que sepulta os valores do idealismo, sob a retumbante cobertura da insensatez e do oportunismo.


O homem, no entanto, sem ideal, mumifica-se. O ideal é-lhe de vital importância, como o ar que respira.


O sucesso social não exige, necessariamente, os valores intelecto-morais, nem o vitalismo das idéias superiores, antes cobra os louros das circunstâncias favoráveis e se apóia na bem urdida promoção de mercado, para vender imagens e ilusões breves, continuamente substituídas, graças à rapidez com que devora as suas estrelas.


Quem, portanto, não se vê projetado no caleidoscópio mágico do mundo fantástico, considera-se fracassado e recua para a solidão, em atitude de fuga de uma realidade mentirosa, trabalhada em estúdios artificiais.


Parece muito importante, no comportamento social, receber e ser recebido, como forma de triunfo, e o medo de não ser lembrado nas rodas bem sucedidas, leva o homem a estados de amarga solidão, de desprezo por si mesmo.


O homem faz questão de ser visto, de estar cercado de bulha, de sorrisos embora sem profundidade afetiva, sem o calor sincero das amizades, nessas áreas, sempre superficiais e interesseiras. O medo de ser deixado em plano secundário, de não ter para onde ir, com quem conversar, significaria ser desconsiderado, atirado à solidão.


Há uma terrível preocupação para ser visto, fotografado, comentando, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia.


A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão.


O irreal, que esconde o caráter legítimo e as lídimas aspirações do ser, conduz à psiconeurose de autodestruição.


A ausência do aplauso amargura, face ao conceito falso em torno do que se considera, habitualmente como triunfo.


Há terrível ânsia para ser-se amado, não para conquistar o amor e amar, porém para ser objeto de prazer, mascarado de afetividade.


Dessa forma, no entanto, a pessoa se desama, não se torna amável nem amada realmente.


Campeia, assim, o “medo da solidão”, numa demonstração caótica de instabilidade emocional do homem, que parece haver perdido o rumo, o equilíbrio.


O silêncio, o isolamento espontâneo são muito saudáveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, auto-aprimoramento, revisão de conceitos perante a vida e a paz interior.


O sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda.


Os campeões de bilheteria nos shows, nas rádios, televisões e cinemas, os astros invejados, os reis dos esportes, dos negócios cercam-se de fanáticos e apaixonados, sem que se vejam livres da solidão.


Suicídios espetaculares, quedas escabrosas nos porões dos vícios e dos tóxicos comprovam quanto eles são tristes e solitários. Eles sabem que o amor, com que os cercam, traz, apenas, apelos de promoção pessoal dos mesmos que os envolvem, e receiam os novos competidores que lhes ameaçam os tronos, impondo-lhes terríveis ansiedades e inseguranças, que procuram esconder no álcool, nos estimulantes e nos derivativos que os mantêm sorridentes, quando gostariam de chorar, quão inatingidos, quanto se sentem fracos e humanos.


A neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaça o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.


Resolvendo-se por afeiçoar-se aos ideais de engrandecimento humano, por contribuir com a hora vazia em favor dos enfermos e idosos, das crianças em abandono e dos animais, sua vida adquiriria cor e utilidade, enriquecendo-se de um companheirismo digno, em cujo interesse alargar-se-ia a esfera dos objetivos que motivam as experiências vivenciais e inoculam coragem para enfrentar-se, aceitando os desafios naturais.


O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, é alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.


A velha conceituação de que todo aquele que tem amigos não passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício, quando o prazer da afeição em si mesma deve ser a meta a alcançar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.


O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar, à confiança nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.


O “amor a Deus” como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se de modo a plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.


O homem solidário, jamais se encontra solitário.


O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.



Extraído de: O homem integral

Joanna de Angelis/Divaldo P. Franco
Ilustração: internet

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Duas éticas

O tipo de mundo em que vivemos é governado em grande medida por sua ética consensual.


No momento, há duas éticas competindo pela primazia da sociedade. Temos a ética tradicional, humana, pró-vida, que considera toda vida humana preciosa por si. Aceita amorosamente e importa-se com todos os seres humanos, sem distinção de tamanho, forma, cor da pele, religião ou auto-suficiência. Supõe que toda vida vale a pena ser vivida.


Segundo essa ética, todos os que vêm a este mundo vêm como parte de nossa família humana. Todos vêm com uma dádiva única e irrepetível. Há, neste mundo, pessoas como Helen Keller, surda e muda, incapaz de se comunicar até “Annie” Sullivan aparecer. Anne Sullivan, só vai atingir a estatura de um ser humano fantástico porque há o desafio de Helen Keller para despertar sua grandeza. Você escala a montanha porque ela está ali. Neste mundo também existem pessoas retardadas e deformadas. Teremos escolas para “crianças excepcionais” e “Jogos Olímpicos Especiais”.

Os velhos senis são tratados com simpatia e compaixão, pois também fazem parte de nossa família e nos motivam a ser amorosos e humanos. A mensagem que os idosos nos deixam é um pedido, um convite e um desafio à nossa capacidade de amar e à nossa tolerância. Quando vencemos este desafio, como músculos que se desenvolvem com o exercício, nossa capacidade societária de amar e interesse mútuo também crescem. Ficamos cada vez mais humanos uns com os outros. O mundo que vive com a ética pró-vida pode não ser tão organizado e limpo, tão livre de sofrimentos quanto o mundo governado pela ética da qualidade de vida, mas é muito mais humano e compassivo, é um mundo mais amoroso.

Texto de The Silent Holocaus
Pesquisa Wikipédia
ilustração: internet



Nesta semana, mais precisamente no dia 20, lembramos a morte de Anne Sullivan em 1936, deficiente física que havia sido quase cega, mas depois de duas operações, recuperou alguns graus da visão.


Tornou-se conhecida no mundo todo por ter sido a professora de Helen Keller, uma adolescente surda-cega a quem ensinou a língua de sinais através do tato.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Você aprende



Você Aprende


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida !

Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

William Shakespeare

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A última flor



A décima segunda guerra mundial, como todos sabem, trouxe o colapso da civilização.


Vilas, aldeias e cidades desapareceram da terra. Todos os jardins e todas as florestas foram destruídas. E todas as obras de arte.


Homens, mulheres e crianças tomaram-se inferiores aos animais mais inferiores.


Desanimados e desiludidos, os cães abandonaram os donos decaídos.


Encorajados pela pesarosa condição dos antigos senhores do mundo, os coelhos caíram sobre eles.


Livros, pinturas e música desapareceram da terra e os seres humanos ficavam sem fazer nada, olhando no vazio. Anos e anos se passaram.


Os poucos sobreviventes militares tinham esquecido o que a última guerra havia decidido.


Os rapazes e as moças apenas se olhavam indiferentemente, pois o amor abandonara a terra.


Um dia uma jovem, que nunca tinha visto uma flor, encontrou por acaso a última que havia no mundo. Ela contou aos outros seres humanos que a última flor estava morrendo. O único que prestou atenção foi um rapaz que ela encontrou andando por ali. Juntos, os dois alimentaram a flor e ela começou a viver novamente...


Um dia uma abelha visitou a flor. E um colibri. E logo havia duas flores, e logo quatro, e logo uma porção de flores. Os jardins e as florestas cresceram novamente. A moça começou a se interessar pela própria aparência. O rapaz descobriu que era muito agradável passar a mão na moça. E o amor renasceu para o mundo.


Os seus filhos cresceram saudáveis e fortes e aprenderam a rir e brincar. Os cães retornaram do exílio. Colocando uma pedra em cima de outra pedra, o jovem descobriu como fazer um abrigo. E imediatamente todos começaram a construir abrigos. Vilas, aldeias e cidades surgiram em toda parte. E a canção voltou para o mundo. Surgiram trovadores e malabaristas alfaiates e sapateiros pintores e poetas escultores e ferreiros e soldados e sargentos e tenentes e capitães e coronéis e generais e líderes!


Algumas pessoas tinham ido viver num lugar, outras em outro. Mas logo as que tinham ido viver na planície desejavam ter ido viver na montanha. E os que tinham escolhido a montanha preferiam a planície. Os líderes, sob a inspiração de Deus, puseram fogo ao descontentamento.


E assim o mundo estava novamente em guerra. Desta vez a destruição foi tão completa que absolutamente nada restou no mundo...


Exceto um homem Uma mulher E uma flor.

(História já clássica, de J. Thurber. Extraído da peça “O Homem do Princípio ao Fim” de Millôr Fernandes.) Muitas vezes declamado por de Paulo Autran .

foto: Roselândia

sábado, 10 de outubro de 2009

Cartão vermelho



Recebi um cartão vermelho do meu mano Jorge do blog Nectan taurus – www.nectantaurus.blogspot.com



É só uma brincadeira com as seguintes regras: Cada um deve fazer uma listinha com 10 escolhidos para receber o cartão vermelho.



Pode ser uma pessoa, uma atitude, enfim, tudo aquilo que, de alguma forma, nos incomoda - se quiser e precisar, faça uma justificativa breve. Após isso, passe a bola para mais cinco blogueiros e vamos ver no que dá…
Eu dou cartão VERMELHO para:

políticos corruptos

torcidas organizadas

atraso em compromissos

drogas de qualquer espécie

falsidade

crianças gênios

aumento desproporcional – salários X preços

destruição do meio ambiente

mau trato a pessoas e animais

pessoas que furam fila

Repasso o cartão para os 5 amigos:

Nogueira do blog Nogueira de lei – www.nogueiradelei.Blogspot.com



Letícia do blog Babel ponto com – www.babelpontocom.blogspot.com



Rodrigo do blog Curiosando –
www.curiosando.com.br



Xênia do blog Cuca Super Legal – www.cucasuperlegal.blogspot.com



Guilherme do blog da comunicação –
www.blogdacomunicacao.com.br




Boa diversão!!!!



- Abraços -

Coisas das mães de antigamente



Meu prezado José Nogueira postou no seu blog, Nogueira de Lei_Contos_Diversão e Cultura nogueiradelei.blogspot.com, uma mensagem recebida de um amigo seu, falando sobre os filhos de hoje.

Lembrei deste e-mail sobre as mães de ontem, recebido de minha amiga Bete
Ensinamentos das MÃES DE ANTIGAMENTE:
Pra lembrar, e rir. Coisas que nossas mães diziam e faziam...

Era uma forma, hoje condenada pelos educadores e psicólogos, funcionou com a gente.


Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO... "ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!"


Minha mãe me ensinou a RETIDÃO:"EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!"

Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS:"SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR,VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!"

Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA..."PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL!"QUEM É QUE MANDA AQUI?"

Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO..."CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PRA VOCÊ CHORAR!"

Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO... "FECHA A BOCA E COME!"

Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO... "ESPERA SÓ ATÉ SEU SEU PAI CHEGAR EM CASA!"

Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA... "CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ.."

Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS... "OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!"

Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO... "SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU AINDA VOU TE DAR UMA SURRA!"

Minha mãe me ensinou MEDICINA..."PÁRA DE FICAR VESGO MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE."

Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL... "SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!"

Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA... "VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!"

Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES... "TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?"

Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DA IDADE... "QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER."

Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA... "UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO QUE ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!"

Minha mãe me ensinou RELIGIÃO... "MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!"

Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ..."SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!"

Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO... "OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!"

Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO..."VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA A COMIDA!"

Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOGO... "NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO!"

Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO... "EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!"

Minha mãe me ensinou a ESCUTAR ... "SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!"

Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS.. "SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!..."

Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA... "AJUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!"

Minha mãe me ensinou os NÚMEROS... "VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!"

Brigadão Mãe!!!


Recebido da amiga Bete
foto: Vida Simples

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Teleton 2009

Recebi de minha querida amiga Adri
De:adri.....com.br
Para:
Assunto:
TELETON
Data:
07/10/2009 22:23


"olá segue o filme da campanha do TELETON. aqueles que puderem divulgar eu agradeço. beijos Adri"

Agradeço aos amigos que puderem divulgar.

O Teleton 2009 ocorrerá nos dias 23 e 24 de Outubro





Tel. 0800 771-7878

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tributo a Mané Garrincha


Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, nasceu em Pau Grande, no dia 18 de outubro de 1933 e faleceu no Rio de Janeiro em 20 de janeiro de 1983.

Mané estaria completando este mês 76 anos.

Foi o jogador brasileiro que se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar de ter suas pernas tortas. É considerado entre os especialistas de futebol como um dos maiores jogadores da história do futebol em todos os tempos.

Garrincha foi um dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador do time brasileiro.

Com Garrincha e Pelé jogando juntos, a Seleção jamais perdeu uma partida sequer. A força do seu carisma ficou marcada rapidamente nas palavras do grande poeta Carlos Drummond de Andrade, numa belíssima crônica publicada no Jornal do Brasil, no dia 21 de janeiro de 1983, um dia após a morte do genial Garrincha:

Se há um deus que regula o futebol, esse deus é, sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.

Agora que o Rio de Janeiro está em festa, comemorando sua escolha para sediar as Olimpíadas de 2016 é hora de lembrar e agradecer quem lhe deu tanta alegria, o aniversariante do mês: Mané Garrincha "O Anjo de Pernas Tortas".

Abaixo a Balada nº 7 composta por Moacyr Franco em 1973, após um jogo em homenagem a Garrincha, do qual Pelé participou num Maracanã lotado por 100 mil torcedores.








Balada nº 7


Sua ilusão entra em campo no estádio vazio

Uma torcida de sonhos aplaude talvez

O velho atleta recorda as jogadas felizes

Mata a saudade no peito driblando a emoção


Hoje outros craques repetem as suas jogadas

Ainda na rede balança seu último gol

Mas pela vida impedido parou

E para sempre o jogo acabou

Suas pernas cansadas correram pro nada

E o time do tempo ganhou


Cadê você, cadê você, você passou

O que era doce, o que não era se acabou

Cadê você, cadê você, você passou

No vídeo tape do sonho, a história gravou.


Ergue os seus braços e corre outra vez no gramado

Vai tabelando o seu sonho e lembrando o passado

No campeonato da recordação

faz distintivo do seu coração

Que as jornadas da vida, são bolas de sonho

Que o craque do tempo chutou


Cadê você, cadê você, você passou

O que era doce, o que não era se acabou

Cadê você, cadê você, você passou

No vídeo tape do sonho, a história gravou



pesquisa: Wikipédia e internet

foto: Wikipédia

símbolo: internet

O sumiço do botão



Um conto meio sem graça para Maria.

Minha graciosa amiga lá dos pampas.



Qualquer semelhança com pessoa viva ou fatos acontecidos não é mera casualidade


Era dia de eleição no condomínio.
Desde as primeiras horas o movimento era intenso, pois aquele não era um condomínio comum, uma vez que mais de trinta mil pessoas tinham ali seus escritórios. Uns bem sofisticados outros nem tanto e ainda havia aqueles bem simples, mas acolhedores.
A única exigência para instalar um escritório, naquela quase cidade, era ser gente boa, o que era conseguido em 99,9% das vezes (sempre alguém escapa).
A votação não era obrigatória, mas a grande maioria fazia questão de participar. Era de bom tom.
O local era dividido, face ao seu tamanho, em várias alas e em cada uma delas estava instalado um painel (novo por sinal), com um botão que acionado, após ser lida a plataforma do condômino-candidato e caso as suas colocações fossem interessantes, recebia um voto e um comentário sobre sua plataforma.
Havia plataformas das mais diversas. Políticas, poéticas, humorísticas e até de tirinhas.
A eleição transcorria calmamente até que foi dado o alerta: em uma das alas o botão de votação sumira e com isso os condôminos não podiam votar, embora pudessem ler as plataformas de todos os candidatos.
O jornaleiro da ala resolveu dar um pulinho na redação do JornalEco do Condomínio, não que fosse um “jornaleco”, mas o nome chamava a atenção.
Pretendia levar a infausta noticia à sua amiga Maria (uma gaúcha guapa, gremista até a morte, conhecida e querida naquela ala), uma das editoras do jornal.
Entretanto, Maria já estava a par do ocorrido e ambos resolveram esperar as medidas a serem tomadas.
Passados alguns minutos entraram na redação Lovebird e Juliana, uma linda loira que tinha seu escritório naquela ala, com a mesma reclamação.
Como o tempo passava, Maria resolveu soltar uma EDIÇÃO EXTRA do jornal com o título: “QUEREMOS VOTAR... QUEREMOS VOTAR !!!”, para que todos soubessem do ocorrido.
Choveram telefonemas na redação. Uns informando que haviam notado a ausência do (nesta altura) “precioso botão”, outros lamentando o tal sumiço e ainda outros com sugestões para que se votasse sem o botão, o que era meio difícil, mas podia ser feito até que Suzana, uma psicóloga tarimbada, informou à redação que sem botão, ora conseguia votar, ora não.
Como o tempo corria, foi fundada a - AOSB - “Associação Ordeira dos Sem Botão”, para auxiliar Maria, que, a esta altura, não dava conta de atender os telefonemas e também para acompanhar a volta do “precioso botão”, que num determinado momento apareceu, mas em segundos sumiu novamente.
O jornaleiro chegou a aventar a possibilidade de a “bruxa vermelha” estar por trás do sumiço, com o que Maria até concordou, mas o Sydney (sempre gozador), achou que a culpa era do pessoal de Brasília.
O tempo passava e os telefonemas eram atendidos dentro da mais perfeita ordem, sem protestos excessivos, pois não era o perfil do condomínio, nem da associação dos “Sem Botão”.
Toca novamente o telefone. Era o Nogueira (bom amigo do pessoal daquela ala), lembrando que havia um velho painel que poderia ser usado, um pouco distante do novo, mas quebrava o galho e alguns condôminos passaram a utilizá-lo, mas queriam o botão do novo painel.
Lá pelas tantas, chega o Pablo (administrador do condomínio), esbaforido, pois tomara conhecimento do sumiço do “precioso botão” há pouco e estava fazendo de tudo para encontrá-lo.
O tempo passava, Pablo suava na procura do danado, e nada.
Foi Juliana (aquela loira linda) quem deu o alerta:
- Voltouuuuuuuuuuu. Está tudo normal. Valeu a Edição Extra Maria! Obrigada Pablo!
O pessoal da ala dos “Sem Botão”, já podia votar e uma coisa ficou comprovada.
Nada como uma manifestação paciente, ordeira e bem humorada, para auxiliar a resolver um grande problema: O sumiço de um pequeno e “precioso botão”.
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