domingo, 23 de agosto de 2009

Aniversário do blog e selos para os amigos

Há um ano, por incentivo de amigos do Dihitt, surgia “Um pouco de tudo” (a sua primeira postagem só ocorreu em 06 de setembro).

Gostaríamos de agradecer a todos que estiveram conosco neste primeiro ano de vida, mas em especial a três amigos que fazemos questão de mencionar porque têm participação decisiva na sua existência. São eles:

Karla Nogueira do Recanto da Fênix http://www.recantodafenix.com
(sem o seu incentivo este blog não existiria), Dani Figueiredo do Mundo Insano http://www.andarsemrumo.blogspot.com/ (amigona das primeiras horas difíceis) e Rodrigo Piva do Curiosando http://www.curiosando.com.br (amigo, conselheiro e criador do nosso selo “Respeito ao Hino Nacional Brasileiro”, que continua a disposição de todos os blogueiros que queiram se engajar na mini campanha de Respeito ao Hino Nacional (sem necessidade de qualquer indicação).

Outros amigos nos auxiliaram, passaram e continuam passando por aqui. Achamos melhor não citá-los, não por serem muitos (só nos daria prazer), mas por entendermos que nas citações sempre ocorre o que acontece em festas de aniversário ou casamento – por mais que se tenha cuidado, sempre alguém fica de fora –, e não seria justo

Ontem 22/8, recebemos de VejaBlog
http://vejablog.com.br mais um selo, pelo qual agradecemos.

Recebemos outros selos. Como não foram repassados o faremos hoje.

São eles:



O selo “Este blog me enlouquece”, recebido de nossa amiga Sandrinha Bortolato do The New Web Post http://thenewwebpost.blogspot.com, vai para o nosso mano Jorge do Nectan Reflexões http://nectantaurus.blogspot.com que nos ofertou os selos abaixo.

Selo “Nesse blog a magia acontece”, indicamos para : Karla Nogueira, do Recanto da Fênix http://www.recantodafenix.br, Dani Figueiredo, do Mundo Insano http://www.andarsemrumo.blogspot.com e nosso amigo Rodrigo Piva do Curiosando, http://www.curiosando.com.br

Selo “Prêmio Mouse de Ouro” indicamos para: William Junior, do Metendo o Bico http://metendobico.blogspot.com, Joyce Sanchotene , do Leitura e Educação, http://joyceleituraeducacao.blogspot.com, Príncipe Encantado, do Mensagens para Nós Dois http://paranosdoismensagens.blogspot.com, Absair do Estar Bem Corpo & Alma http://estarbemcorpoalma.blogspot.com e José Nogueira do Nogueira de Lei http://nogueiradelei.blogspot.com.

Selo “Violeta – Este é um blog mágico”, indicamos para: Luísa LuLei, do Arte e Manhas http://www.arte-e-manhas.com, Maria Souza (Grêmio até a morte) do Maturidade http://maturidadedivagando.blogspot.com, Sandra Franzoso do Vulcão de Desejos http://vulcaodedesejos.blogspot.com, Sissym Mascarenhas do Idéias da Fada http://blogzoomideiasdafadasemfim.blogspot.com e Rose Nakamura do Fotos Flores http://orientalfotosflores.blogspot.com.


O selo “Blog Dourado”, indicamos para: Roberto Maia do TI-RINHAS
http://thirinhas.wordpress.com, Lison do Nhamunda on line http://www.nhamundaonline.com e Sonia do Compartilhando as Letras http://compartilhandoasletras.com.

Sintam-se a vontade para aceitar ou não os selos.

sábado, 22 de agosto de 2009

A lição do carvalho

Havia um velho carvalho no meio de uma grande floresta.

Há alguns anos, uma enorme tempestade o deixara quebrado e feio e jamais conseguira se reerguer, como as demais árvores.

Quando a primavera chegava, o adornava de flores novas e verdes e o outono tomava o cuidado de pintá-las todas de cor avermelhada.

Mas os ventos inclementes sopravam e levavam todas as folhas e nada mais podia disfarçar a sua feiúra.

A árvore foi se sentindo esquecida, abandonada, sem utilidade. E um enorme vazio tomou conta dela.

Quando o vento do outono passou por ali, ela se lamentou: "ninguém mais me quer. Não sirvo para nada. Sou um velho inútil."

Mais alguns dias se passaram e, na proximidade do inverno, um pica-pau sentou-se em seu tronco e começou a bicá-lo, de forma insistente.

Tanto bicou que conseguiu fazer um pequeno furo, uma portinha de entrada para sua residência de inverno, no tronco oco do carvalho.

Arrumou tudo com muito bom gosto. Aliás, estava praticamente tudo arrumado.

As paredes eram quentinhas, aconchegantes e havia muitos bichinhos que poderiam alimentá-lo e aos seus filhotes.

- Como estou feliz em ter encontrado esta árvore oca! Ela será a salvação para mim e minha família no frio que se aproxima.

Pouco tempo depois, um esquilo aproximou-se e ficou correndo pelo tronco envelhecido, até achar um buraco redondo, que seria a janelinha da sua casa.

Forrou por dentro com musgo e arrumou pilhas e pilhas de nozes que o deveriam alimentar durante toda a estação de ventos gelados.

- Como estou agradecido, falou o esquilo, por ter encontrado esta árvore oca.

O carvalho passou a sentir umas coisas estranhas. As asas dos passarinhos roçando em sua intimidade, o coração alegre do esquilo, suas patas miúdas apalpando o tronco diariamente fizeram com que a árvore se sentisse feliz. Seus ramos passaram a cantar felicidade.

Quando chegou a época das chuvas, deixou-se molhar, permitindo que as gotas escorressem por seus galhos, lentamente.

Aceitou a neve que a envolveu em seu manto por muitas semanas, agradeceu os raios do sol e a luz das estrelas.

Tudo era motivo de felicidade.

A velha árvore redescobrira a alegria de servir.

fonte: Momento Espírita
ilustração: internet

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Questão


Raquel Naomi Remen


Nos dez últimos anos de sua vida, o pai de Tim sofreu com a doença de Alzheimer. Apesar dos cuidados devotados de sua mãe, ele piorou lentamente até se tornar uma espécie de vegetal ambulante. Não conseguia falar e era alimentado, vestido e cuidado como se fosse um bebezinho. Quando Tim e seu irmão cresceram, ficavam com o pai por breves períodos enquanto sua mãe tratava das necessidades da casa. Um domingo, quando ela saíra para fazer compras, os garotos, na época com 15 e 17 anos de idade, assistiam a uma partida de futebol com o pai sentado em uma poltrona perto deles. De repente ele tombou para a frente e caiu no chão. Os filhos perceberam de imediato que o estado era gravíssimo. Seu pai estava com a pele cinzenta, a respiração irregular e ruidosa. Assustado, o irmão mais velho de Tim mandou-o telefonar e chamar uma ambulância. Antes de Tim poder responder, uma voz que ele não ouvia fazia dez anos, uma voz da qual ele mal se lembrava, interrompeu: “Não chame a ambulância filho. Diga a sua mãe que eu a amo. Diga-lhe que estou bem”. E o pai de Tim morreu.

Tim, um cardiologista, olhou em volta da sala, para o grupo de médicos fascinados pela história. “Como ele morreu inesperadamente em casa, a lei requeria que se fizesse uma autópsia”, disse-nos ele serenamente. “O cérebro de meu pai estava quase todo destruído pela doença. Por muitos anos, eu me perguntei: “Quem falou?” Nunca encontrei a mínima ajuda nos livros de medicina. Não estou mais perto de saber isto hoje do que estava naquela época, mas trazer essa questão comigo lembra-me de algo importante, algo que não quero esquecer. Boa parte da vida nunca pode ser explicada, apenas testemunhada.”

Do livro Histórias que curam
Ilustração: internet

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Um ano sem Caymmi


Domingo, 16/8, o Brasil e a Bahia lembrarão o primeiro aniversário de morte de Dorival Caymmi, talvez o responsável pela imagem que a Bahia tem nos nossos dias.
Deixou muitas musicas como forte influência da cultura negra e sobre o mar.
Além de compositor e cantor foi violonista e pintor, tendo rápida passagem, quando jovem, pelo jornalismo.
Algumas das músicas mais marcantes são "A Lenda do Abaeté", "Promessa de Pescador", "É Doce Morrer no Mar", "João Valentão", "Marina", "Não Tem Solução", "Maracangalha", "Saudade de Itapoã", "Doralice", "Samba da Minha Terra", "Lá Vem a Baiana", "Suíte dos Pescadores", "Sábado em Copacabana", "Nunca Mais", "Saudades da Bahia", "Dora", "Oração pra Mãe Menininha", "Rosa Morena", "Nem eu", "Eu Não Tenho Onde Morar", "Promessa de Pescador", "Das Rosas".
Em 60 anos de carreira, Dorival Caymmi gravou cerca de 20 discos, mas o número de versões de suas músicas feitas por outros intérpretes é praticamente incalculável. Sua obra, considerada pequena em quantidade, compensa essa falsa impressão com inigualável número de obras-primas.


É doce morrer no mar




João Valentão



Acalanto



Saudadade de Itapoã



pesquisa: internet
foto: internet

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A casa dos mil espelhos


Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos.

Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa.

Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia.

Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãozinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos.

Quando saiu da casa, pensou:

- Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes.

Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa.

Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta.

Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou, mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele.

Quando saiu, ele pensou:

- Que lugar horrível, nunca mais volto aqui.

Todos os rostos no mundo são espelhos.

Pense bem sobre o tipo de reflexo que você vê nos rostos das pessoas que encontra em seu caminho, pois eles são o reflexo do seu próprio rosto...


Folclore japonês
foto: internet

domingo, 2 de agosto de 2009

Apesar dos limites (História Real)

No tempo em que ainda era um simples estudante de medicina numa universidade do meio oeste dos Estados Unidos da América, Dr. Marlin nutria a estúpida preocupação com um mundo cheio de pessoas aleijadas e de doentes sem esperança de cura.
Por essa razão, era partidário da eutanásia e da eliminação dos aleijados sem cura. Moço e irreverente, costumava travar calorosas discussões com os colegas que pensavam de maneira diferente da sua.
Aos seus inflamados argumentos, os companheiros respondiam:
- Mas então você não vê que nós aqui estamos estudando medicina precisamente para cuidar dos aleijados, dos coxos e dos cegos?
- Os médicos existem neste mundo para curar os doentes. Era sempre a resposta que ele dava. E se nada pudermos fazer em seu benefício, o melhor para eles é a morte.
No entanto, uma noite, quando prestava serviço como interno de hospital, no último ano do curso, Marlin foi chamado para assistir a uma parturiente, imigrante alemã, que morava num bairro miserável da cidade. Era o décimo filho que a pobre mulher dava à luz, e o bebê entrou neste mundo com uma das perninhas bastante mais curta do que a outra.
Antes de fazer com que a criança pudesse respirar por si mesma, acudiu-lhe um pensamento:
- Que despropósito! Este pequeno vai passar a vida inteira arrastando esta pobre perna. Na escola será vítima de chacota dos outros meninos, que o chamarão "manco". Para que hei de obrigá-lo a viver? O mundo nunca dará pela falta dele.
Mas, apesar dos pensamentos, o garoto levou a melhor. O jovem médico não conseguiu deixar de insuflar o ar da vida naqueles pequenos pulmões, pondo-os a funcionar.
Cumprido o dever, o interno agarrou a maleta do ofício e foi embora censurando o próprio procedimento.
- Não posso compreender por que fiz isto! Como se não houvesse filhos demais naquele antro de miséria. Não entendo porque deixei viver mais aquele, e ainda por cima estropiado.
Os anos correram...
O Dr. Marlim consagrou-se como médico e conquistou vasta clientela. As idéias que sustentava na juventude mudaram. Agora ele se dedicava a salvar e conservar vidas.
Um dia, seu filho único e a esposa morreram num acidente de automóvel, e Marlim tomou a filha do casal para criar. Amava com todas as forças a netinha "Bárbara".
No verão em que completou dez anos, a menina acordou, certa manhã, queixando-se de torcicolo e de dores nas pernas e nos braços...
No começo pensou-se que fosse poliomielite, a temível paralisia infantil, mas depois se verificou que era uma raríssima infecção causada por vírus pouco conhecido que também causava paralisia.
O Dr. Marlim reuniu vários neurologistas e todos foram unânimes em afirmar que não se conhecia remédio nem tratamento algum para aquela enfermidade.
- Em todo caso, existe um médico no Oeste, homem moço, que escreveu recentemente sobre o êxito que tem obtido em casos como este, observou um dos neurologistas.
O Dr. Marlim não teve dúvidas. Tomou a neta e se dirigiu para o hospital indicado.

Quando ficou frente a frente com o médico, único capaz de salvar a neta tão querida, o Dr. Marlim observou que o jovem colega coxeava acentuadamente...
- Esta perna curta faz de mim um igual dos meus doentes, observou o Dr. T. J. Miller, ao notar o olhar do Dr. Marlim. Consinto que as crianças me chamem de "manco", e elas adoram isso. De fato prefiro esse nome ao meu nome real, que é Tadeu, que sempre me pareceu um tanto pomposo e ridículo! Como a tantos outros meninos, deram-me o nome do moço interno que uma noite me ajudou a vir ao mundo...
O Dr. Tadeu Marlim empalideceu e engoliu a seco. Por alguns minutos lembrou-se dos pensamentos que lhe acorreram naquela noite distante:
- O mundo nunca dará pela falta dele.
Estendeu comovidamente a mão ao jovem colega, o coxinho devotado, graças a quem a neta ia poder andar outra vez, e pensou consigo mesmo:
- Em todo caso, sempre é melhor ser coxo do que cego, como eu fui, por muito tempo.
Adaptado de Seleções do Reader's Digest.

foto:DW-World.DE -Set 04
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