quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um amigo pode salvar vidas



Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas, entre elas uma menina de oito anos.

Seu estado era muito grave e foi necessário pedir ajuda pelo rádio.

Depois de algum tempo um médico e uma enfermeira da marinha americana chegaram ao local. Teriam de agir rápido, senão a menina morreria em razão dos traumatismos e da perda de sangue. Era preciso fazer urgentemente uma transfusão. Mas como?

Após alguns testes rápidos no pessoal da equipe de socorro, concluíram que ninguém ali possuía o tipo de sangue necessário.

Reuniram, então, o povo da aldeia e gesticulando muito, tentaram explicar o que estava acontecendo, por vezes arranhando o idioma que era muito difícil. Queriam dizer que precisavam de um voluntário para doar sangue.

Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era de um menino chamado Cheng. Ele foi preparado às pressas do lado da menina agonizante e espetaram-lhe a agulha na veia.

Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto.

Passados alguns momentos, Cheng deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão livre. O médico perguntou se estava doendo e ele disse que não. Mas não demorou muito para soluçar novamente, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar se sentia alguma dor.

Novamente Cheng negou.

Os soluços ocasionais iam dando lugar a um choro ininterrupto. Era evidente que algo estava errado. Foi então, que chegou uma vietnamita de outra aldeia e o médico pediu-lhe que procurasse saber o que estava acontecendo com Cheng.

Com voz meiga e doce, a moça começou a conversar com ele, explicou-lhe algumas coisas e o rosto do menino foi se mostrando aliviado. Minutos depois ele estava novamente tranquilo.

A moça vietnamita então contou aos americanos:

- Ele pensou que fosse morrer. Não entendeu direito o que vocês disseram e estava chorando porque achava que seria preciso doar todo o seu sangue para a menina não morrer.

O médico americano aproximou-se de Cheng e, com a ajuda da moça, perguntou ao menino:

- Mas se você pensava assim, por que se ofereceu para doar sangue?

E o menino simplesmente respondeu:

- ELA É MINHA AMIGA!!!

Um amigo verdadeiro pode salvar vidas.

Do livro: Como atirar vacas no precipício
Foto: Internet


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Deus Existe


Razões para Crermos em Deus

Por A. CRESSY MORRISON

Ex-presidente da Academia de Ciências de Nova York



"NÓS AINDA ESTAMOS NO AMANHECER da era científica, e todo o aumento da luz revela mais e mais a obra de um Criador inteligente.

Nós fizemos descobertas estupendas; com um espírito de humildade científica e de fé fundamentada no conhecimento estamos nos aproximando de uma consciência de Deus.

Eis algumas razões para minha fé:

Através da lei matemática podemos provar sem erro que nosso universo foi projetado e foi executado por uma grande inteligência de engenharia.
Suponha que você coloque dez moedas de um centavo, marcadas de um a dez, em seu bolso e lhes dê uma boa agitada.

Agora tente pegá-las na ordem de um a dez, pegando uma moeda a cada vez que você agita o bolso.

Matematicamente sabemos que a chance de pegar a número um é de um em dez; de pegar a um e a dois em seqüência é de um em 100; de pegar a um, dois e três em seqüência é de um em 1000 e assim por diante; sua chance de pegar todas as moedas, em seqüência, seria de um em dez bilhões.

Pelo mesmo raciocínio, são necessárias as mesmas condições para a vida na Terra ter acontecido por acaso.

A Terra gira em seu eixo 1000 milhas por hora no Equador; se ela girasse 100 milhas por hora, nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos e o Sol provavelmente queimaria nossa vegetação de dia enquanto a noite longa gelaria qualquer broto que sobrevivesse.

Novamente o Sol, fonte de nossa vida, tem uma temperatura de superfície de 10.000 graus Fahrenheit, e nossa Terra está distante bastante para que esta "vida eterna" nos esquente só o suficiente!

Se o Sol desse somente metade de sua radiação atual, nós congelaríamos, e se desse muito mais, nos assaria.

A inclinação da Terra a um ângulo de 23 graus, nos dá nossas estações; se a Terra não tivesse sido inclinada assim, vapores do oceano moveriam-se norte e sul, transformando-nos em continentes de gelo.

Se nossa lua fosse, digamos, só 50.000 milhas mais longe do que hoje, nossas marés poderiam ser tão enormes que duas vezes por dia os continentes seriam submergidos; até mesmo as mais altas montanhas se encobririam.

Se a crosta da Terra fosse só dez pés mais espessa, não haveria oxigênio para a vida.
Se o oceano fosse só dez pés mais fundo o gás carbônico e o oxigênio seriam absorvidos e a vida vegetal não poderia existir.

É perante estes e outros exemplos que NÃO HÁ UMA CHANCE em um bilhão que a vida em nosso planeta seja um acidente.


É cientificamente comprovado, o que o salmista disse:"Os céus declaram a Glória de Deus e o firmamento as obras de Suas mãos."

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Criança diz cada uma... 1

O Mar
Carlos Henrique não tinha dois anos, quando, vendo uma ressaca em Copacabana exclamou:
- Puxa! O mar ta zangado, não é?
E depois de um suspiro:
- Parece gente.

Influência de Televisão
O menino estava danado da vida. O pai vinha sempre ocupar a sua cadeira preferida.
A certa altura, revoltado, querendo fazer com que o pai lhe deixasse a poltrona, o menino explode:
- Papai você quer fazer o favor de mudar de canal, sim?

A Balança
Iara, filhinha de Nelson Vaz, tinha ido à farmácia para se pesar.
Chegou e explicou:
- Mamãe, só ficou faltando um minuto pra vinte e cinco quilos.

Conversa com Deus
Essa quem me contou foi o nosso enorme Manoel Bandeira.
O filhinho de Maria de Lourdes Alencar era pequeno e certo dia, quando passou por uma igreja, quis saber:
- Igreja é o que heim?
- É a casa de Deus.
- E o que a senhora vai fazer na casa de Deus?
- Falar com ele.
Ao sair do templo a mãe pergunta?
- O que foi que você disse a Ele?
-O menino olha desconsolado.
- Eu não tinha assunto. Só disse: “Até logo, Deus!”

A Foto
Maria do Rosário é neta de Afonso Pena Junior.
Descobrindo uma foto da avó, da belle époque, pergunta:
- Vovó, que brotinho é esse aqui?
- Sou eu, querida.
- E esse vestido tão lindo a senhora guardou?
- Guardei, sim, meu bem. No quarto de guardar.
- E esse leque também a senhora guardou?
- Guardei no mesmo lugar.
- E esses brincos também?
- Também, meu anjo.
- E a cara, a senhora também guardou lá, vovó?

O Desejo
Mestre Martinho da Rocha examinava um clientinho e conversava, ao mesmo tempo, para estabelecer contato com o menino. Filho de um multimilionário, o pirralho vivia preso em casa, sem ver luz, sem participar da vida agitada e alegre dos meninos pobres da vizinhança. Tinha um berço de ouro, mas, lhe faltava algo do calor humano e verdadeiro, lhe faltava o contato com a vida.
-O que é que você quer ser quando crescer? – quis saber o médico. – Advogado? Médico? Engenheiro?
E o menino, olhando o doutor com olhos sonhadores:
- Eu quero ser é moleque

O Chifre
Luis Ricardo, de cinco anos, estava brincando com o Fernandinho e fazendo mil e uma estrepolias, quando a tia Armanda reclamou:
-Mas que é isso Ricardo! Então isso é maneira de brincar? Você se portando mal vai ficar como um diabinho com dois chifrinhos na testa.Olha, estão até nascendo...
E Fernando para o outro:
- Aproveita, logo! Dá uma chifrada nela.

A Freira
Márcia, sobrinha de Murad, deparando com uma freira à porta de sua casa:
- Mamãe, olha ali uma mulher vestida de padre!

O Cotovelo
Ziraldo estava ensinando sua filha as partes do corpo:
- Isto são os olhos... Isto é a boca... Aqui está o pescoço.
Depois passou para os membros:
- Isto é a mão... braço... antebraço
E dobrando o braço da menina apontou para o cotovelo:
- E isto aqui...
-Isto eu sei – atalhou a menininha.
- Sabe?
- Sei. Isto é o queixo do braço.

A Bola
A meninazinha contemplou a lua cheia, conta-me a psicóloga Ofélia Bolsson Cardoso e perguntou à mãe:
- Foi Pelé quem chutou ela?

Filho de Romancista
Herberto Sales Filho, um menino maravilhoso, tem umas saídas extraordinárias.
Maneira de pedir uma folha em branco para rabiscar:
- Papai me dá uma folha de papel vazio?

O Nascimento
Vitor Emanuel, de quatro anos, ouviu no rádio o locutor dizer entre outras coisas:
- O Brasil nasceu na Bahia.
Vitinho riu daquela asneira e perguntou:
- Mamãe, lugar nasce?

A Coceira
Márcia, de três anos, filha de Vittorio Lanari, não sabendo como se referir à coceira que estava sentindo no braço, explicou:
- Tou com dor de pulga.


Do livro: Criança diz cada uma - Pedro Bloch

foto: Angola Xyami

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Os pequenos grandes gestos


No dia 31 de Janeiro p.p., meu amigo Geraldo, do blog Pharisfaces http://www.pharisfaces.blogspot.com, postou matéria assinada por Plínio Delphino, do Diário de São Paulo, mostrando que o psicólogo social Fernando Braga da Costa trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.

Ganhando R$400,00 por mês (salário que não recebia), o professor teve a maior lição de sua vida, ao constatar que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis, sem nome” e em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da “invisibilidade pública”, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada, sentindo, o mestrando, na pele, o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.

Lembrei, então, do livro “Viver é bem simples, nós é que complicamos”, de Alkíndar de Oliveira que narra o depoimento de JoAnn C. Jones extraído do livro “Coração no Trabalho”, Ediouro, e que diz:

“No segundo ano da faculdade de enfermagem, nosso professor deu uma prova de surpresa. Eu era uma aluna aplicada e havia respondido às perguntas, até que li a última: “Qual o nome da faxineira responsável pela limpeza das salas?”

Devia ser uma piada. Eu já tinha visto a faxineira várias vezes. Era alta, de cabelos escuros, cinquenta e poucos anos, mas como ia saber o nome dela? Entreguei a prova, deixando a última questão em branco.

Antes do final da aula, um aluno perguntou se a última questão contava ponto. “Claro”, disse o professor. “Vocês conhecerão muita gente ao longo de suas carreiras. Todas são importantes. Todas merecem sua atenção, mesmo que você apenas lhes sorria e as cumprimente”.

Nunca mais esqueci essa lição. Aprendi, também, que o nome dela era Dorothy”.

E finaliza Alkíndar de Oliveira:

Aquela pessoa humilde que executa a mais simples função em nosso trabalho é igualzinha a cada um de nós. Assim como eu e você, quando ela morrer, não levará nada de material que tenha amealhado. Assim como eu e você, ela é constituída de corpo físico, sentimento, mente e espírito. Assim como eu e você, ela tem família, tem pais, tem irmãos, tem filhos, tem problemas. Assim como eu e você, tem seus momentos alegres e seus momentos tristes. Assim como eu e você, ela precisa do trabalho e do dinheiro. Assim como eu e você, ela precisa de amor, de atenção e carinho. Assim como eu e você, ela precisa sentir-se reconhecida e valorizada.

Aprendamos a sorrir para elas.

Habituemo-nos a cumprimentá-las carinhosamente.

Perguntemos sobre sua vida, sua família.

Coloquemo-nas em nossos corações, conscientes de que elas merecem a mesma atenção que damos ao nosso chefe ou aquele importante cliente.

Estes pequenos gestos, tão importantes para quem os recebe, inunda-nos de paz; colocam-nos como integrantes da grande e universal família de Deus; fazem-nos compreender que somos todos irmãos, todos filhos de um só Pai.




Foto:www.imescos.net/~lku/fotos/cat-ciduni.html

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pérolas jornalísticas



Uma pesquisa assinada por Edson Athayde, publicada pelo Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, em 30 de Outubro de 1999, relaciona algumas pérolas produzidas por jornalistas:

"Parece que ela foi morta pelo seu assassino"

"Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça."

"Os antigos prisioneiros terão a alegria de se reencontrar para lembrar os anos de sofrimento."

"A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço."

"O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vitimas."

"O acidente foi no tristemente célebre Retângulo das Bermudas."

"Este ano, as festas do 4 de Setembro coincidem exatamente com a data de 4 de Setembro, que é a data exata, pois o 4 de Setembro é um domingo."

"O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão."

"Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio trata-se de um incêndio."

"O velho reformado, antes de apertar o pescoço da sua mulher até à morte, suicidou-se."

"No corredor do hospital psiquiátrico, os doentes corriam como loucos."

"Ela contraiu a doença na época em que ainda estava viva."

"A conferência sobre a prisão-de-ventre foi seguida de um farto almoço."


"O acidente provocou uma forte comoção em toda a região, onde o
veículo era bem conhecido."
"O aumento do desemprego foi de 0% em Novembro."

"O cabrito montês ficou morto na estrada durante alguns instantes."

"À chegada da polícia, o cadáver encontrava-se rigorosamente imóvel."

"As circunstâncias da morte do chefe de iluminação permanecem rigorosamente obscuras."

"O presidente de honra é um jovem setuagenário de 81 anos."

"E' uma bela obra, de onde parecia exalar toda a fria tristeza da estepe gelada. Foi executada com um calor magistral."

"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para satisfação dos habitantes."

"Esta nova terapia traz esperanças a todos aqueles que morrem de cancro a cada ano."

"Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente."

"Os sete artistas compõem um trio de talento."

"A policia encontrou no esgoto um tronco que provém, seguramente, de um corpo cortado em pedaços. E tudo indica que este tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada."

"A vítima foi estrangulada a golpes de facão."

"Um surdo-mudo foi morto por um mal-entendido."

"Os nossos leitores nos desculparão por este erro indesculpável."

"Há muitos redatores que, para quem veio do nada, são muito fiéis a suas origens."

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Tudo por causa da crise

Por causa da crise tive que fazer um puxadinho lá em casa.








Recebido via internet

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Uma declaração convincente (Grandes anedotas da história)

Nair Lacerda


Na Bahia, em cena aberta, transcorria a festa da comemoração do centenário de Castro Alves.


Rui Barbosa, já então orador consagrado, fizera o elogio do poeta. É quando surge no palco o médico Manoel Vitorino, para recitar o famoso Navio Negreiro.



Tudo vai bem, e palmas fervorosas interrompem o declamador nos trechos mais comoventes. E vem a passagem conhecidíssima:


Auriverde pendão de minha terra,

Que a brisa do Brasil beija e balança,

Estandarte que a luz do sol encerra

E as promessas divinas da esperança...


Mais adiante a exortação:

Mas é infâmia demais! ... da etérea plaga

Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!

E num apelo dramático:

Andrada! Arranca este pendão dos ares!
Colombo!...

Neste momento com a platéia imersa no mais profundo silêncio, pendente dos lábios do declamador inflamado, o final da última frase, lá do alto, da galeria repleta, uma vozinha fina, humilde, de moleque baiano, responde, como se tivesse sido chamado:

- Inhô?...

- fecha a porta dos teus mares!
- Sim sinhô... - respondeu a mesma voz humilde.

E lá se foi toda a respeitabilidade da festa de comemoração, abafada pela mais monumental gargalhada coletiva que já ressoara naquela casa de espetáculos.
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