sábado, 28 de novembro de 2009

A Caridade


Humberto de Campos

Há um apólogo em que o diabo compra a alma de um boêmio, cuja carteira enche diariamente de cédulas, para que ele as gaste até a última. No dia em que ficar uma cédula sem ser consumida, está concluída a transação e a alma tem que ser entregue ao comprador. O boêmio gasta, cada dia, centenas de contos com o luxo, com o amor, com o jogo, com as bebidas, com as várias formas de dissipação. Até que uma noite resolve capitular. Não tem em que empregue o dinheiro do diabo. E vai entregar-lhe a alma.



- Aqui me tens – diz. – Não encontrei mais em que despender dinheiro na Terra.

O diabo sorri, toma-lhe a alma, e depois diz; - Há, no entanto, no mundo alguma coisa em que um homem pode consumir, diariamente, e até ao final dos séculos, todo dinheiro que tenha nas mãos. E olhando o homem nos olhos: - Nunca ouviste falar na Caridade?

ilustração: internet

9 comentários:

Luísa disse...

Felipe,

Acredita, eu estava à espera de outro final. Até me arrepiei. Essa é uma triste verdade!

Abraços
Luísa

Felipe disse...

Luísa.
Sem dúvida, se não é triste é uma verdade que assusta.
Beijão

Ana Lucia Nicolau disse...

Oi Felipe, realmente é por aí...ótimo texto...
abs

Felipe disse...

Ana
Grato pela visita e comentário.
Abraços!

Jorge disse...

Manolo!!!
Tem uma "declaração de afeto" prá vc.

Bração,
Manovo

Julimar Murat disse...

Oi amigo Felipe

A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus.

(Emmanuel)

Um grande abraço

Julimar

Felipe disse...

Julimar
Como sempre, um belo comentário que só enriquece a postagem.
Abraços

retratos do dia disse...

É isso aí Felipe, Caridade para muitas pessoas é uma palavra desconhecida.
abraços.

Felipe disse...

Grato pelo comentário.
Abraços

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