sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tributo a Mané Garrincha


Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, nasceu em Pau Grande, no dia 18 de outubro de 1933 e faleceu no Rio de Janeiro em 20 de janeiro de 1983.

Mané estaria completando este mês 76 anos.

Foi o jogador brasileiro que se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar de ter suas pernas tortas. É considerado entre os especialistas de futebol como um dos maiores jogadores da história do futebol em todos os tempos.

Garrincha foi um dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador do time brasileiro.

Com Garrincha e Pelé jogando juntos, a Seleção jamais perdeu uma partida sequer. A força do seu carisma ficou marcada rapidamente nas palavras do grande poeta Carlos Drummond de Andrade, numa belíssima crônica publicada no Jornal do Brasil, no dia 21 de janeiro de 1983, um dia após a morte do genial Garrincha:

Se há um deus que regula o futebol, esse deus é, sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.

Agora que o Rio de Janeiro está em festa, comemorando sua escolha para sediar as Olimpíadas de 2016 é hora de lembrar e agradecer quem lhe deu tanta alegria, o aniversariante do mês: Mané Garrincha "O Anjo de Pernas Tortas".

Abaixo a Balada nº 7 composta por Moacyr Franco em 1973, após um jogo em homenagem a Garrincha, do qual Pelé participou num Maracanã lotado por 100 mil torcedores.








Balada nº 7


Sua ilusão entra em campo no estádio vazio

Uma torcida de sonhos aplaude talvez

O velho atleta recorda as jogadas felizes

Mata a saudade no peito driblando a emoção


Hoje outros craques repetem as suas jogadas

Ainda na rede balança seu último gol

Mas pela vida impedido parou

E para sempre o jogo acabou

Suas pernas cansadas correram pro nada

E o time do tempo ganhou


Cadê você, cadê você, você passou

O que era doce, o que não era se acabou

Cadê você, cadê você, você passou

No vídeo tape do sonho, a história gravou.


Ergue os seus braços e corre outra vez no gramado

Vai tabelando o seu sonho e lembrando o passado

No campeonato da recordação

faz distintivo do seu coração

Que as jornadas da vida, são bolas de sonho

Que o craque do tempo chutou


Cadê você, cadê você, você passou

O que era doce, o que não era se acabou

Cadê você, cadê você, você passou

No vídeo tape do sonho, a história gravou



pesquisa: Wikipédia e internet

foto: Wikipédia

símbolo: internet

12 comentários:

Sissym disse...

Eu conheci Pau Grande, lugar aconchegante, e vi onde ele morou.
Ele foi um grande jogador, melhor do que Pelé, mas não inteligente como Pelé. Não soube aproveitar sua fama e se acabou na bebedeira.
Bjs

Felipe disse...

Syssim.
Garrincha foi um gênio. Infelizmente não teve apoio do Botafogo, dos amigos e da Seleção Brasileira.
Beijão

(MERCURIO)Deusana disse...

Eu passei admirar o Garrincha atraves do Meu tio, logo depois
li o livro de Rui Castro, Fiquei Fascinada pela História.

Eu concordo com meu Tio quando diz: Este que era o FENOMENO.

Abraços

Deusa

Felipe disse...

Garrincha foi um semideus e ao mesmo tempo um menino grande que nem sabia que copa do mundo não tem segundo-turno.
Abraços

Principe Encantado disse...

Gênio, excelente, um grande jogador pena que se deixou cambar para o lado da boemia e acabou com sua carreira tragicamente.
Abraços forte

Felipe disse...

Meu Caro Príncipe.

Lembremos o lado alegre desse homem que morreu menino.
Abraços

Sandra F. disse...

Eu não o vi jogar, mas meu pai sempre fala sobre ele. Fazia o que queria com a bola nos pés, um driblador de primeira categoria. Jogador que deixou saudades. Um exemplo sem igual.
Fora do campo uma vida complicada, teve que lidar com perdas difíceis.
Bjs

Felipe disse...

Sandra.

Garrincha era um menino grande. Imaturo, sem apoio de ningém.
Beijão

intervalo disse...

Sempre bom rever um pouco de tudo,boas recordações.Pena nem sempre tem o valor.Parabéns pela postagem.beijoss com carinho.Lia...

Felipe disse...

Lia
Grato pela visita.
Beijão

luizcarlosescobar disse...

Vivi Mané Garrincha, tive essa felicidade, pois os jovens de hoje não sabem o que é ser um grande jogador como ele, naquela época o futebol era arte.

Felipe disse...

Luiz Carlos
Ele foi a ingeniudade que entortou o mundo.
Abraços!

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