terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Questão


Raquel Naomi Remen


Nos dez últimos anos de sua vida, o pai de Tim sofreu com a doença de Alzheimer. Apesar dos cuidados devotados de sua mãe, ele piorou lentamente até se tornar uma espécie de vegetal ambulante. Não conseguia falar e era alimentado, vestido e cuidado como se fosse um bebezinho. Quando Tim e seu irmão cresceram, ficavam com o pai por breves períodos enquanto sua mãe tratava das necessidades da casa. Um domingo, quando ela saíra para fazer compras, os garotos, na época com 15 e 17 anos de idade, assistiam a uma partida de futebol com o pai sentado em uma poltrona perto deles. De repente ele tombou para a frente e caiu no chão. Os filhos perceberam de imediato que o estado era gravíssimo. Seu pai estava com a pele cinzenta, a respiração irregular e ruidosa. Assustado, o irmão mais velho de Tim mandou-o telefonar e chamar uma ambulância. Antes de Tim poder responder, uma voz que ele não ouvia fazia dez anos, uma voz da qual ele mal se lembrava, interrompeu: “Não chame a ambulância filho. Diga a sua mãe que eu a amo. Diga-lhe que estou bem”. E o pai de Tim morreu.

Tim, um cardiologista, olhou em volta da sala, para o grupo de médicos fascinados pela história. “Como ele morreu inesperadamente em casa, a lei requeria que se fizesse uma autópsia”, disse-nos ele serenamente. “O cérebro de meu pai estava quase todo destruído pela doença. Por muitos anos, eu me perguntei: “Quem falou?” Nunca encontrei a mínima ajuda nos livros de medicina. Não estou mais perto de saber isto hoje do que estava naquela época, mas trazer essa questão comigo lembra-me de algo importante, algo que não quero esquecer. Boa parte da vida nunca pode ser explicada, apenas testemunhada.”

Do livro Histórias que curam
Ilustração: internet

4 comentários:

LL disse...

Pois é amigo, há factos inexplicáveis. Essa história recordou-me um livro que li há alguns tempos e que se chama "A viagem das almas".

Parabéns pelo artigo
Abraços
Luísa

Sandra F. disse...

Incrível. Até me arrepiou.

Abraços.

Edimar Suely disse...

Jamais permita que pedras interrompam
tua caminhada:
quando chegares ao teu destino teus pés
estarão mais fortes.
Jamais permita que o desânimo te faça
desistir!!!
quando elas forem atingidas terás ânimo renovado.
Jamais permita que maledicências roubem
o teu equilíbrio emocional:
quando a Verdade furar essas nuvens negras,
tua saúde mental não terá sido abalada.
Jamais permita que discórdias te façam
perder a Fé em teus amigos:
quando chegar a calmaria não terás feito inimigos.
Jamais permita que a competição pelo sucesso
coloque em ti dúvidas quanto às tuas capacidades:
chegada a hora da colheita, colherás os benefícios
da confiança em ti mesmo.
Jamais permita que "conselhos" de
pessoas infelizes quebrem tuas convicções:
ao final estarás salva de ser infeliz também.
Jamais permita que bajulações te impeçam
de enxergar com clareza:
teus olhos postos imparcialmente nos teus feitos
te ajudarão a corrigir tuas possíveis e humanas falhas.

Com relação ao seu arrepiante relato, creio que sejam coisas de Deus, que nem sempre entendemos.

Um lindo final de semana e paz.

Smack!

Edimar Suely
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