sexta-feira, 5 de junho de 2009

Balada para um louco

Sempre há um pouco de loucura no amor. Mas sempre há também um pouco de razão na loucura.

Nietzsche

O amor é uma loucura, salvo quando se ama com loucura.

Autor Desconhecido


Loucura de amor é pleonsmo, o amor já é uma loucura.
Autor Desconhecido


Podem me chamar de louco, mas adoro esta música.
O primeiro sucesso de Astor Piazzolla no Brasil. Versão: Moacyr Franco.







Num dia desses ou, numa noite dessas
você sai pela sua rua ou, pela sua cidade ou,
ou, sei lá, pela sua vida, quando de repente,
por detrás de uma árvore, apareço eu!!!

Mescla rara de penúltimo mendigo
e primeiro astronauta a pôr os pés em vênus.
Meia melancia na cabeça, uma grossa meia sola em cada pé,
as flores da camisa desenhadas na própria pele
e uma bandeirinha de táxi livre em cada mão.

Ah! ah! ah! Você ri... você ri porque só agora você me viu.
Mas eu flerto com os manequins,
o semáforo da esquina me abre três luzes celestes.
E as rosas da florista estão apaixonadas por mim, juro,
vem, vem, vamos passear. E assim meio dançando, quase voando eu
te ofereço uma bandeirinha e te digo:

Já sei que já não sou, passei, passou.
A lua nos espera nessa rua é só tentar.
E um coro de astronautas, de anjos e crianças
bailando ao meu redor, te chama:
vem voar.


Já sei que já não sou, passei, passou.
Eu venho das calçadas que o tempo não guardou.
E vendo-te tão triste, pergunto: O que te falta?
...talvez chegar ao sol, pois eu te levarei.

Ah! Ah! Ah! Ah!
Louco, louco, louco! Foi o que me disseram
quando disse que te amei.
Mas naveguei as águas puras dos teus olhos
e com versos tão antigos, eu quebrei teu coração.
Ah! Ah! Ah! Ah!
Louco, louco, louco, louco, louco!

Como um acrobata demente saltarei
dentro do abismo do teu beijo até sentir
que enlouqueci teu coração, e de tão livre, chorarei.
Vem voar comigo querida minha,
entra na minha ilusão super-esporte,
vamos correr pelos telhados com uma andorinha no motor.

Ah! Ah! Ah!

Do Vietnã nos aplaudem:
Viva! viva os loucos que inventaram o amor!
E um anjo, o soldado e uma criança repetem a ciranda
que eu já esqueci...
Vem, eu te ofereço a multidão, rostos brilhando, sorrisos brincando.
Que sou eu? sei lá,
um... um tonto, um santo, ou um canto a meia voz.

Já sei que já não sou, nem sei quem sou.
Abraça essa ternura de louco que há em mim.
Derrete com teu beijo a pena de viver.
Angústias, nunca mais!!! Voar, enfim, voaaaarrr!!!

Ama-me como eu sou, passei, passou.
Sepulta os teus amores vamos fugir, buscar,
numa corrida louca o instante que passou,
em busca do que foi, voar, enfim, voaaaarrr!!!
Ah! Ah! Ah! Ah!...

Viva! viva os loucos!!! Viva! viva os loucos que inventaram o amor!
Viva! viva! viva!

3 comentários:

Sandra Geise Bortolato disse...

Cara!!!!

ARREBENTOU!

Vou usar o termo "puxa", mas só um palavrão definiria o que sinto agora.
Puxa, você me fez voltar a minha infância, onde minha mãe ouvia essa música numa radio-vitrola.
Bela lembrança e essa música me marcou muito.
Obrigada por ter me feito rememorar momentos tão doces da minha infância querida que os anos não trazem mais.rsrsrs
Mil beijos e muita paz.
Ah! As frases acima sempre foram a minha definição de amor.

PROJETO NOVO IMPULSO disse...

Amado voltei ao passado relembrando coisas boas do antigamente, hehehe, boa a sua lembrança.
A paz

Sissym disse...

Nossa! Que máximo. Eu ouvi 2x vezes!
Eu também lembrei da infância. Acho até que é o tempo mais ou menos disso.
Bjs

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