sexta-feira, 29 de maio de 2009

Doutoras



Certo dia, uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.

Quando lhe perguntaram qual era a sua profissão, ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.

O funcionário insistiu: O que eu pergunto é se tem um trabalho.

Claro que tenho um trabalho, exclamou Anne. Sou mãe.

Nós não consideramos isso um trabalho. Vou colocar dona de casa, disse o funcionário friamente.

Uma amiga sua, chamada Marta, soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo.

Num determinado dia, ela se encontrou numa situação idêntica. A pessoa que a atendeu era uma funcionária de carreira, segura, eficiente.

O formulário parecia enorme, interminável.

A primeira pergunta foi: Qual é a sua ocupação?

Marta pensou um pouco e sem saber bem como, respondeu:

Sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas.

A funcionária fez uma pausa e Marta precisou repetir pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar:

Posso perguntar o que é que a senhora faz exatamente?

Sem qualquer traço de agitação na voz, com muita calma, Marta explicou:

Desenvolvo um programa a longo prazo, dentro e fora de casa.

Pensando na sua família, ela continuou: Sou responsável por uma equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em regime de dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 14 horas por dia, às vezes até 24 horas.

À medida que ia descrevendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.

Quando voltou para casa, Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.

Subindo ao andar de cima da casa, ela pôde ouvir o seu mais novo projeto, um bebê de seis meses, testando uma nova tonalidade de voz.

Feliz, Marta tomou o bebê nos braços e pensou na glória da maternidade, com suas multiplicadas responsabilidades. E horas intermináveis de dedicação.

Mãe, onde está meu sapato? Mãe, me ajuda a fazer a lição? Mãe, o bebê não para de chorar. Mãe, você me busca na escola?

Mãe, você vai assistir a minha dança? Mãe, você compra? Mãe...

Sentada na cama, Marta pensou: Se ela era doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?

E logo descobriu um título para elas: :Doutoras-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas.

As bisavós, Doutoras executivas sênior.
As tias, doutoras-assistentes.

E todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras: Doutoras na arte de fazer a vida melhor.


A foto é uma homenegem a Romy Schneider que conquistou as telas de cinema com a trilogia rodada entre 1955 e 1957, centrada na vida da imperatriz austríaca Elisabeth von Bayern, carinhosamente conhecida por Sissi.
A atriz, morreu em 29 de maio de 1982, aos 43 anos, tendo uma vida curta repleta de triunfos e tragédias. Em pesquisa realizada em 1999, foi eleita pelos franceses, que reconheceram seu talento mais que os alemães, a "atriz do século 20", colocando-a à frente de Catherine Deneuve, Jeanne Moureau e Marilyn Monroe. DW-World

Redação do Momento Espírita, com
base em texto de autoria ignorada.
Em 28.05.2009


3 comentários:

disse...

esta é a rotina de uma mulher com estudo ou não em qquer lugar do mundo mesmo que tenha sol ou chuva...ou que os dias são bons ou maus!!! Nós temos que estar ali pronta para o trabalho!!!
è uma lastima que não sejamos reconhecidas na maioria das vezes!!!!

Um abraço

Regina

EAD/JOYCE disse...

Muito interessante, é uma escola de vida. Legal a homenagem, adorava assistir a Sissi. bjs

Mikasmi disse...

Poucos valorizam o trabalho de mãe e é um dos mais dificeis. Saber educar, dar carinho, amor, estar sempre atento e presente, mesmo quando o trabalho não nos permite estar por perto o nosso coração está lá.
Abraços

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