domingo, 21 de setembro de 2008

Rebatendo crítica ao filme de Bezerra de Menezes




A revista Veja veiculou na edição desta semana matéria sobre o filme Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito.
Respeitado o direito de manifestação, entendo que o articulista não foi muito feliz, não só pelo desconhecimento da Doutrina Espírita (fato que não será analisado), mas, principalmente, pela absoluta falta de pesquisa, quando da redação do texto, ficando claro, pelos vazios de informação, que não houve uma análise criteriosa de como surgiu o filme.
Afirma tratar-se de uma produção “mambembe”, encomendada por uma entidade espírita e que uma representante da Federação Espírita Brasileira (FEB), que conhece a fundo a vida de Bezerra de Menezes, disse que o “filme deixa muito a desejar”.
Sem dúvida, o filme nasceu de uma encomenda feita aos diretores pela Associação Estação da Luz, do Ceará. Faltou lembrar que a idéia inicial era fazer um documentário para distribuição em DVD, com custo aproximado de R$ 100 mil, tendo o projeto crescido, principalmente, depois de ser testado junto aos participantes de um congresso de espiritismo na Colômbia, conforme o Estadão de 05 de setembro último (Caderno 2).
O filme não foi feito visando os estudiosos da biografia do “médico dos pobres”, mas sim aqueles que lotam as salas de cinema, para se emocionarem com os exemplos de vida de Bezerra de Menezes, não importando se tal ocorre às segundas e quartas (quando o ingresso é mais barato), como quer fazer crer a matéria.
O jornalista é no mínimo deselegante quando escreve que as “interpretações são um assombro”, pois ele mesmo afirma serem os “atores desconhecidos”. Faz pouco de Caio Blat e esquece-se de citar as presenças no elenco de atores renomados como Ana Rosa e Paulo Goulart Filho.
A alegação de ter a produção “imagens embaraçadas” e “roteiro tosco” deve ser recebida com reservas, por se tratar apenas e tão somente da opinião do articulista, que não é nenhum renomado diretor de cinema.
Afora isto, não se preocupou em entrevistar o público que tem assistido ao filme.
Ora, fosse o mesmo um “desastre”, as salas de espetáculo não estariam lotadas há várias semanas, mesmo se aceita a colocação de “propaganda boca a boca”, constante no texto.
Afora isto, Carlos Vereza, afirmou com propriedade, em entrevista ao site “tv.CEI.com” que o filme não foi feito para grandes bilheterias mas para tocar as pessoas e o inconsciente coletivo
Ninguém esperava, portanto, uma mega produção, só os críticos de plantão.

3 comentários:

Paulo G Rocha disse...

Assisti ao filme e me surpreendi com a leveza e suavidade com que a vida do Dr. Bezerra é apresentada. Realmente emociona a quem se predispõe a buscar a real informação que o filme quer passar.
Aos outros, penso que ainda evoluirão para entender, quem sabe, um dia. Façamos uma corrente para iluminá-los, que é o que neste momento podemos fazer.

curiosidade disse...

Na minha visão, o filme passa um sentimento de tristeza, melancólico. Sou espírita e sou favorável a estar de bem com a vida. O filme nos deixa um ar de tristeza e para o não espírita, entendo, que dá uma visão que para ser espírita, fazer o bem, fazer a coisa certa, precisa renunciar a alegria de viver. Gostaria que nos próximos filmes como Nosso Lar e A Vida de Chico Xavier que estão cogitando de filmar passem uma visão mais alegre da vida. O Filme Bezerra de Menezes espanta as pessoas que simpatizam com o espiritismo - se ser espírita precisa ser triste, como no filme demonstra, então...

curiosidade disse...

Grande Paulo G Rocha.... Tens razão, um dia, quem sabe, chegarei ao seu nível e além de entender a mensagem do filme, que acredito, entendi, evoluirei a ponto de ver um Bezerra de Menezes leve e suave, e, de preferência alegre, feliz. muita paz.

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