sábado, 13 de setembro de 2008

Essas brechas da lei...



Esta narrativa foi contada como sendo verdadeira, inclusive foi a vencedora de uma competição de histórias de advogados.
Na cidade de Charlotte, localizada no estado da Carolina do Norte, um advogado, depois de haver ganho uma bela causa, resolveu comprar uma caixa de charutos raros e, por conseguinte, bem caros.
Logo após a valiosa aquisição contratou uma apólice de seguros contra incêndios e outros riscos.
Depois de ter fumado todo o estoque de charutos, num período relativamente curto, o jurisconsulto notificou a seguradora, a fim de que a mesma lhe pagasse a apólice contratada, alegando que os charutos haviam se perdido numa série de pequenos incêndios.
Naturalmente a companhia seguradora se recusou a pagar, face a obvia razão de o referido cidadão haver dado cabo dos referidos charutos de modo natural, ou seja, fumando-os.
O advogado propôs uma ação contra a segurada e ganhou a causa.
Na sentença, o juiz declarou ser frívola a argumentação, mas reconheceu ter havido a contratação de uma apólice de seguros, na qual a seguradora concordou em assegurar os charutos contra fogo, sem definir o que seria considerado “fogo inaceitável”, e, por isso, estava obrigada a pagar o valor pleiteado.
A companhia seguradora, ao invés de apelar ao Tribunal, aceitou a decisão e resolveu pagar ao advogado a bagatela de US$15.000, face a “perda dos charutos raros queimados no incêndio”.
Nem bem o advogado recebera o polpudo cheque, a companhia de seguros requereu a sua prisão alegando que o mesmo houvera causado 24 incêndios premeditados.
A própria reivindicação do advogado e a jurisprudência do seu caso foram usadas contra ele mesmo, e o brilhante causídico foi condenado por incendiar intencionalmente, bens móveis de sua propriedade, cobertos por seguro contra fogo, a 24 meses de prisão, além do pagamento de US$20.000 de multa.

Baseado no artigo “Cuidado com a Jurisprudência” - Reflexão Matinal

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